Os Sampaios procedem de Vasco Pires de Sampaio, filho de Pedro Álvares Osório, senhor da Casa de Vila-lobos, Conde de Trastamara e primeiro Marquês de Astorga, em Galiza. Tomou o nome da Honra de Sampaio, localidade junto a Vila-flor, local que tinha este nome em homenagem a Sampaio, originado de Sanctus Pelagius ( Santo Pelagius ) que depois se transformou em Sam Peaio e posteriormente em Sampaio. Pelagius era um antigo nome em latim que significava marinho. Nome de raízes tipicamente toponímicas, por ter sido tirado da honra desta designação e sobrenome é de origem geográfica. De São e Paio, nome de homem, forma popular de pelagio em Trás-os-Montes, e que foi adotado por apelido pelos seus senhores. Sampaio foi nome de um santo falecido no século terceiro, predileto dos antigos portugueses, como prova a grande representação que tem na toponímia local(S.paio, Sampaio) pelagio e Pelayo [documentado em 1088]. Conforme Antenor Nascente, procede essa família de Vasco Pires ...
Nas Inquirições de 1220 há referência à igreja de S. Miguel, onde então paroquiava Pelagius petriz: «De fermella Pelagius petriz prelatus». O pároco era nessa remota época escolhido pelos seus parentes ou paroquianos, como diz a mencionada Inquirição: «de patronatu ipsius ecclesie dixerunt quod clerici cum suis consanguineis sunt inde patroni». Da eleição dos priores (o título do pároco alterna na documentação antiga entre vigário, prior e reitor) pelos paroquianos, passou depois o padroado para as mãos dos senhores de Angeja. Foi justamente o senhor de Angeja, João de Albuquerque, cavaleiro da casa del rei e do seu conselho, que com sua mulher, D. Helena, doaram em 1468 o padroado da igreja de Fermelã ao Mosteiro de Jesus de Aveiro. Já naqueles finais do século XV o Mosteiro de Jesus de Aveiro recebia pelo S. Miguel, em Setembro, parte dos direitos eclesiásticos que lhe assistiam em Fermelã. Manteve-se o padroado na posse do Mosteiro até à extinção dos padroados, ...