No ensino, esta ancoragem histórica é particularmente importante, sob pena de se pretender estudar filosofia sem filósofos. Em alguns manuais escolares (como no referido 705 Azul), a filosofia é apresentada no primeiro capítulo ao longo de muitas páginas sem se apresentar um único filósofo, clássico ou contemporâneo. Isto dá ao estudante uma ideia falsa da filosofia, pois não o ensina a ter uma atitude adequada perante a história da filosofia. O oposto disto é transformar a filosofia em mera história da filosofia, substituindo o trabalho verdadeiramente filosófico e criativo da filosofia pela mera compreensão do que dizem os grandes filósofos do passado e do presente. O correto ensino da filosofia está entre estes dois extremos - entre o extremo da a-historicidade de alguns manuais escolares e o extremo redutor em que a filosofia se transforma em mera história da filosofia. O que é difícil é dar ao estudante a ideia correta de que tem de compreender corretamente os ...
A filosofia oriental é a filosofia desenvolvida nos países da Ásia Oriental e do Oriente Médio, como Índia, Irã, China, Coreia e Japão, além da filosofia islâmica e da filosofia judaica. Geralmente, a filosofia "oficial" é associada à filosofia desenvolvida na Europa e, mais recentemente, nos Estados Unidos. Porém esta é uma forma discriminatória de se conceber a filosofia, pois esta atividade também é desenvolvida com muita profundidade em outros pontos do mundo, como a Ásia por exemplo. Apesar de também poder ser chamada de "filosofia", a filosofia oriental guarda, no entanto, algumas características distintas em relação à filosofia ocidental. A utilização de línguas com estrutura totalmente diferente em relação às línguas ocidentais, por exemplo, gera uma visão de mundo oriental bem distinta em relação à visão de mundo ocidental. A filosofia oriental também não marca de modo tão nítido oposições que caracterizam a cultura ocidental, como inteligível x ...
No Brasil a filosofia vem ganhando espaço, com pequenos incentivos e pelas lutas dos profissionais que atuam na área. É dentro desse foco que procuramos entender o que é filosofia. No sentido etimológico da palavra filosofia vem da união de duas palavras gregas: Philo, que significa amizade; e Sophia que quer dizer sabedoria, ou seja, filosofia é uma amizade ao conhecimento (sabedoria). Partindo desse pressuposto do significado da filosofia muitas vezes é transgredida por achar que o significado da palavra traduz o que realmente seja filosofia. Segundo Gilles Deleuze "A filosofia é a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos." Seguindo esse pensamento, conceituar também é parte da filosofia, contudo são conceitos bem fundamentados dentro dos ramos da própria filosofia. Para conceituar devemos já trazer algum conhecimento sobre o que o conceito discerne, pressupondo uma demanda de argumentos que fundamentem o conceito. Conceituar a filosofia é uma tarefa difícil vendo a ...
Rivera define este livro como «uma introdução à filosofia para amantes de cinema e, simultaneamente, uma introdução ao cinema para amantes de filosofia». A estratégia por si utilizada consiste em apresentar e discutir os problemas, as teorias e os argumentos filosóficos a partir do cinema. Este estilo de divulgação da filosofia ao grande público insere-se numa tendência recente que tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos, quer entre os professores de filosofia do ensino secundário, quer, inclusive, entre professores catedráticos de conceituadas universidades dos E.U.A., Inglaterra e Espanha, principalmente. Refiram-se, por exemplo, os já clássicos Taking the red pill. Science, Philosophy and Religion in The Matrix, de G. Yeffeth e The Matrix and Philosophy. Welcome to the desert of the real, de W. Irwin; ou, ainda, Philosophy goes to the movies. An introduction to philosophy, de Christopher Falzon e Matrix. Filosofía y Cine, de Concepcíon Pérez García, este último ...
Fiz da filosofia a minha profissão, ensinando-a aos adolescentes. Tenho um compromisso profissional com ela e muitas são as vezes que ainda me questiono como seria o mundo para mim se não estudasse e ensinasse filosofia. Isto vai de encontro ao que diz o Desidério: não sinto qualquer privilégio por ver uma partezinha do universo com a filosofia. A minha descoberta maior com a filosofia é que mesmo com ela não consigo ver quase nada. Essa sensação tenho-a desde muito novo quando entro numa livraria. Queria saber mais de tudo. Mas quando entro num tasco também tenho uma sensação quase igual. Não costumo fazer como os artistas pimba e dizer que já era miúdo e já a filosofia me corria no sangue. Conforto-me por dizer que a filosofia é um encontro com o qual me sinto feliz. Coloca à prova alguns dos meus preconceitos e como sempre gostei de desafios talvez a filosofia seja a forma de me desafiar. Por outro lado, fora de mim, estou convencido que a filosofia tem muito a dizer sobre ...
Filosofia cristã é o conjunto de ideias filosóficas iniciadas pelos seguidores de Jesus Cristo do século II aos dias de hoje. Esta filosofia surgiu com o intuito de unir ciência e fé, partindo de explicações racionais naturais tendo o auxílio da revelação cristã. Vários pensadores acreditavam que havia uma relação harmoniosa entre a ciência e a fé, outros afirmavam que havia contradição e outros tentavam diferenciá-las. Esta mesma discussão era questionada nos campos da filosofia e da fé. Diversos filósofos relacionavam o pensamento grego com o pensamento cristão. Há estudiosos que questionam a existência de uma filosofia cristã propriamente dita. Esses afirmam que não há originalidade no pensamento cristão e seus conceitos e ideias são herdadas da filosofia grega. Sendo assim, a filosofia cristã seria resguardadora do pensamento filosófico, que já estaria definitivamente elaborado pela filosofia grega, e defensora da fé. No entanto, Boehner e Gilson afirmam ...
BAKHTIN, Mikhail - Marxismo e filosofia da linguagem PRIMEIRA PARTE A FILOSOFIA DA LINGUAGEM MARXISMO E FILOSOFIA DA LINGUAGEM COMPORTAMENTO E LINGUAGEM NA FILOSOFIA DA PSICOLOGIA DE LUDWIG WITTGENSTEIN OXIGÊNIO: UMA EXPERIÊNCIA EDUCACIONAL DE HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA NO TEATRO As Representações Sociais e o Conhecimento do cotidiano: uma crítica metodológica a partir da filosofia da linguagem Da taipa ao concreto: a demolição do Convento de São Francisco e a construção do edifício da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Comunicação organizacional: a Folha Interna dos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia da Universidade de Aveiro HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: A PROPOSIÇÃO DOS CURSOS DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DO SUL DO BRASIL Introdução à Filosofia Da Linguagem 2006 O acolhimento silencioso: ética e alteridade em Ser e Tempo. In: A morte e a origem: em torno de Heidegger e de Freud. Ed.
Sophia - Para tanto, a filosofia possui uma ferramenta, um método próprio. Trata-se de trilhar os caminhos da razão. A filosofia é a arte do pensar, indagar, querer saber o "por quê" das coisas. Filosofar é, portanto, buscar conhecer mais do que uma determinada coisa e/ou situação aparenta ser. Trata-se de buscar compreender de forma consciente e crítica as razões de ser e de viver no mundo. Longe de ser algo estéril ou inacessível a filosofia é o instrumento que nos possibilita a compreensão do sentido das coisas. A filosofia está diretamente relacionada ao cotidiano das pessoas. Sobre isso, Luckesi e Passos acrescentam dizendo que "a filosofia tem por objeto de reflexão os sentidos, os significados e os valores que dimensionam e norteiam a vida e prática histórica humana"1. Pode-se dizer, portanto, que viver sem filosofar é vegetar, é não-viver. ...
Primeiramente, podemos compreender de antemão que filosofia não é filosofia de vida! Ou seja, a filosofia de vida existe quando assumimos determinadas condutas (modos de ser e agir) que nos tornarão mais felizes (ou infelizes, depende do gosto), eficazes, satisfeitos, etc. Ou seja o fato de fazermos sempre uma coisa da mesma maneira aponta para a condição de termos uma filosofia de vida. As pessoas que se levantam e olham para o espelho e dizem que são lindas, que o dia será maravilhoso (auto ajuda), que olham para o sol e o homenageiam (como o pessoal da pousada da novela Fina Estampa), têm uma filosofia de vida. Nas empresas, por exemplo, o fato de terem determinadas ações rotineiras (café da manhã ou academia de ginástica para seus funcionários) que melhorarão sua eficácia e desempenho econômico, a torna uma empresa com uma filosofia empresarial. Ações rotineiras, maneiras de conduta ou ações que visam a eficácia (dos ser humano ou da empresa) são filosofias de vida ...
Contrariamente à perspectiva continental, os filósofos analíticos encontraram um relativo consenso sobre o que é filosofia e qual o seu método. Para os filósofos da tradição analítica a filosofia é o exame crítico das nossas crenças e seu método a discussão crítica. Nessa tradição a filosofia é vista como uma investigação de problemas centrais que só podem ser resolvidos por meio da argumentação. Aqui já há uma diferença em relação à filosofia continental, pois é fácil perceber quando um problema não é filosófico: quando há meios de empíricos ou matemáticos capazes de fornecer uma resposta adequada a esses problemas. O domínio da filosofia é a investigação teórica argumentativa, que busca o esclarecimento dos conceitos, a formalização dos argumentos e sua análise quanto à validade da forma e quanto à verdade do conteúdo de suas premissas. Todas as áreas da filosofia são passíveis de análise: Metafísica, Epistemologia, Ética, Política, ...
Segundo Aristóteles, a filosofia é essencialmente teorética: deve decifrar o enigma do universo, em face do qual a atitude inicial do espírito é o assombro do mistério. O seu problema fundamental é o problema do ser, não o problema da vida. O objeto próprio da filosofia, em que está a solução do seu problema, são as essências imutáveis e a razão última das coisas, isto é, o universal e o necessário, as formas e suas relações. Entretanto, as formas são imanentes na experiência, nos indivíduos, de que constituem a essência. A filosofia aristotélica é, portanto, conceptual como a de Platão mas parte da experiência; é dedutiva, mas o ponto de partida da dedução é tirado - mediante o intelecto da experiência. A filosofia, pois, segundo Aristóteles, dividir-se-ia em teorética, prática e poética, abrangendo, destarte, todo o saber humano, racional. A teorética, por sua vez, divide-se emfísica, matemática e filosofia primeira(metafísica e teologia); a filosofia ...
Tony Coady: Oh, bem, sou um filósofo analítico, portanto comprometido com a visão de que a filosofia envolve muito trabalho analítico: muita análise de conceitos. Mas penso que algumas pessoas acham que filosofia só envolva analisar conceitos e tornar claras as coisas. Elas também acham que você deva ter argumentos para tudo - é uma profissão muito argumentativa. Essas são todas características da filosofia. Mas a filosofia deve também objetivar fazer tipos de coisas um pouco mais sintéticas em larga escala. Filosofia deve estar preocupada com problemas relativos ao sentido da vida, problemas éticos e políticos, e deve escrutinizar as crenças básicas de nossa sociedade. A filosofia tem sido desde sempre uma espécie de ciência de pressuposições; mas não deveria apenas expô-las e dizer "lá estão elas". Deveria dizer alguma coisa além sobre elas, o que pode ajudar as pessoas. À medida que fico mais velho, fico mais convencido de que deveria haver mais imaginação na ...
Há tempos queria falar da influência que a filosofia exerce na música, principalmente no rock. Maior exemplo disso está no nome que dei ao blog: "Cogito Ergo Rock", tirada da citação do filósofo e matemático francês Descartes: "Cogito, ergo sum" que significa "penso, logo sou" ou "penso, logo existo", no meu caso "Penso, logo rock!", brincadeira a parte, esta citação me acompanha desde a época de colégio, onde por meio de um professor de filosofia que também era um fã de rock, conheci a expressão. Ele me aconselhou na época, depois de ler algumas de minhas letras de música, a batizar uma de minhas primeiras bandas com o nome de "Cogito", já contei a história da banda aqui neste blog. Mas não é apenas a filosofia que inspira o rock, o próprio gênero musical se tornou artigo de estudo da filosofia. A professora de filosofia, escritora e também artista plástica Márcia Tiburi, escreveu um artigo para a revista Cult intitulado: Rockfilosofia, onde faz uma analise ...
A filosofia, por sua vez, é costumeiramente definida como amor ao saber. Como uma primeira aproximação uma vez que valoriza todo um aspecto histórico que remonta a filosofia grega, pode ter validade. Contudo, é importante buscar algo mais explicativo. Nesse sentido, pode ser aceitável dizer que a filosofia é o estudo das concepções de mundo que a humanidade teve, por exemplo, ao longo de períodos - como a Idade Antiga, a Idade Média, a Idade Moderna e a Idade Contemporânea - e como se deu o processo de passagem de uma concepção a outra (Aqui se admite como filosofia a tradição que se iniciou com os gregos pré-socráticos. Com isso não se pretende dizer que antes disso e em outros povos não exista filosofia.). Trata-se de uma apresentação interessante, mas claramente generalizada. Seria de proveito ver a filosofia como uma atividade humana que, como à atividade científica, busca a verdade e tem o mundo como objeto, mas se diferencia desta à medida que - em vez de ter ...
MACHADO (MACHADO, Roberto. Deleuze e a filosofia. Rio de Janeiro: Graal, 1990.): "Quando Deleuze diz que o filósofo é criador e não reflexivo, o que ele pretende é se insurgir contra a caracterização da filosofia como um metadiscurso, uma metalinguagem, que tem por objetivo formular ou explicitar critérios de legitimidade ou de justificação, e reivindicar para ela a produção de conhecimento ou, mais propriamente, a criação de pensamento, como as outras formas de saber, sejam elas científicas ou não. Daí por que ele denuncia a epistemologia como um agente de poder na filosofia que desempenha, como a história da filosofia, um papel de repressor do pensamento ou se constitui como um aparelho de poder no próprio pensamento.(...)". Ibid., (1992), p.15. Ele entendia o conceito como forma de demarcar aquilo que é próprio da filosofia por singularidade e que possibilita a vivacidade da mesma que não "renasce, pois jamais está morta, embora tentem matá-la de várias maneiras (...) ...
Porém, o processo que acabamos de apontar parece destinado a um fracasso, porque encontra desde logo uma dificuldade. Tratar-se de extrair do conceito histórico da filosofia o conceito da sua essencia. Mas, para poder falar de um conteúdo histórico da filosofia, necessitamos - parece-nos - de possuir já um conceito de filosofia. Precisamos de saber o que é filosofia para tirar o seu conceito dos fatos. Na definição essencial da filosofia, na forma em que desejamos obtê-la, parece haver, portanto, um círculo; este processo parece, pois, por esta dificuldade, condenado ao fracasso." Hessen afirma, no entanto, que assim não acontece. Diz que a dificuldade que aparece "desaparece se se atende ao fato de que não partimos de um conceito definido da filosofia, mas sim da representação geral que toda a pessoa culta tem dela. Como indica Dilthey: O que primeiramente devemos tentar é descobrir um conteúdo objetivo comum em todos aqueles sistemas à vista dos quais se forma a ...
Luc Ferry, filósofo, ex-ministro da Educação na França, coloca essa definição dentro de um patamar de controvérsias, já que a maioria dos filósofos atuais ainda a discute sem conseguir chegar a um acordo. Dentre as definições encontradas, citemos: formação do espírito crítico e da autonomia, de um método de pensamento rigoroso, de uma arte da reflexão enraizada numa atitude de espanto, de questionamento (FERRY, L. 2006); é por seus métodos, mais que por seus temas, que a filosofia deve ser distinguida de outras artes ou ciências (AYER,A.J. 2008); filosofia é o estudo de problemas fundamentais, abstratos e muito gerais. Estes dizem respeito à natureza da existência, do conhecimento, da moralidade, da razão e do propósito humano (TEICHMAN, J.; EVANS, K.C.,2009). Ninguém tem certeza absoluta sobre o que é a filosofia (...), podendo ser concebida de modo tradicional, quando lida com as três Grandes Questões: O que existe? Como sabemos? O que vamos fazer a respeito disso? ...
ATENÇÃO PROFESSORES DE FILOSOFIA DE :.............. REUNIÃO DIA 17 DE MAIO DE 2012 A PARTIR DAS.........HORAS, NA RUA............................CIDADE.................................... Por solicitação da APROFFESP, foi publicado no diário oficial do dia 04/05/2012, caderno 1, pág. 54, 4ª coluna, o abono de ponto que "Autoriza o afastamento dos professores de filosofia, para, o dia abaixo especificado, participarem das atividades promovidas pela Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo: 17-05-2012-tema:- Didática do ensino de filosofia; O que, como e para que ensinar filosofia; Função critica e transformadora da filosofia". Nesse encontro haverá uma contribuição básica sobre a temática e solicitamos ainda que após cada reunião nos encaminhem uma síntese dos debates, para que possamos socializar e publicar no blog da nossa entidade. Cada região deve ainda eleger uma Coordenação Regional de professores, com até 5 membros para coordenar ...
Organizadores: Deyve Redyson, Maria Eveline Ramalho Ribeiro e Geane Vidal de Negreiros Lima Editora Liber Ars Páginas: 144 Hegel é um dos mais eminentes filósofos da idade moderna e o grande sistematizador da idade contemporânea.Hegel elabora um sistema filosófico, uma ética, uma estética, uma filosofia do direito, uma filosofia da religião, a história da filosofia e a filosofia da história. Dentro desta esteira foi criticado e agraciado, compreendido e odiado, lido e interpretado. Podemos hoje afirmar que a história humana deve a Hegel a compreensão da dialética e das formas estéticas que a sociedade, e até mesmo a filosofia, legou à humanidade.
A Filosofia da Educação cumpre um papel fundamental dentro da escola, enquanto detentora do processo educativo. A filosofia da educação propõe um movimento de auto-reflexão, isto é, uma postura refletida da educação, onde a educação não de se desvincular da realidade, mas se propõe a buscar seus fundamentos na práxis. Assim, a educação se auto-avalia e é avaliada a partir de uma filosofia da educação. Esta auto-avaliação pervade todos os espaços próprios do mundo educacional e apresenta sugestões à otimização da educação enquanto processo de tomada de consciência e transformador do mundo. A filosofia instiga um olhar crítico, nesse caso o foco deste olhar é a educação. Quando a crítica da filosofia é avaliada pela educação, surge a possibilidade de construção de um projeto educativo com bases mais sólidas. Estas bases são dadas pelo confronto que filosofia propõe, atraindo a vida ordinária para a escola. Quando são estreitados os laços entre a vida ...
3. Quem sabe filosofia pode praticar o filosofar, a partir de qualquer material. Pode, portanto, praticar a reflexão filosófica a partir das novelas de Lipman. Mas essa pode se tornar uma afirmação perigosa, bem o sabemos. Pois, se mal entendida, pode descredenciar a necessária busca por materiais melhores e mais adequados ao ensino da filosofia. Além disso, pode parecer que estamos sugerindo uma posição oligarca aos formados em filosofia. O que estaria em aberta contradição com a tradição filosófica que afirma ser a filosofia uma prática natural do ser humano (Gransci). No entanto, o que estamos supondo é que essa afirmação pode e deve nos incentivar a outras questões, como as que apresentamos a seguir ...
O que torna uma vida boa? A fama? O dinheiro? O sucesso? Num estudo realizado durante 75 anos comprovou-se que o que torna uma vida boa, o que faz com que uma pessoa viva mais tempo, mais saudável e se sinta mais feliz, são as relações sociais que cultiva - seja de amizade, seja familiares - que lhe permitam sentir-se apoiada, amada e confortada emocionalmente ...
Por isso as relações entre "obra" e "vida" não podem ser as mesmas em literatura e filosofia. A idolatria do "texto", em que a USP viciou gerações inteiras de estudantes, só serviu para apagar a distinção entre filosofia e filologia. Não que a análise do texto seja desimportante. Mas ela não basta: às vezes, o melhor de uma filosofia está no que o filósofo apenas pensou, sem chegar a escrever - observação que, aplicada à literatura, seria puro nonsense.. É claro que nem tudo, na vida de um filósofo, é igualmente significativo para a compreensão de sua filosofia. Há nela, como em qualquer vida, uma extensa faixa que se constitui somente do caos da experiência bruta, fragmentária, semiconsciente e até impessoal, da qual o filósofo se esforça por apreender o nexo interno que, uma vez conscientizado, se integrará no seu pensamento filosófico, quer chegue a ser escrito, quer fique na intenção. É esta passagem da experiência à consciência explícita que assinala a ...
Deixe-me terminar com uma história. Um destes dias, na minha escola, vi uma colega de filosofia perguntar aos alunos: "o que é a filosofia?" perante o silêncio, a colega rematou dizendo: " a filosofia é pensar". Ora, se a filosofia fosse pensar, o meu avô tinha sido filósofo já que ele pensou e muito ao longo da sua vida. Eu conheço poucas pessoas que não pensem, logo, se a filosofia é pensar, somos todos filósofos, ao mesmo nível do Steiner ou do Descartes. E, já agora, a ciência não é pensar? É. Acontece que a filosofia é pensar nos problemas de um determinado modo. Que problemas? os que não possuem qualquer possibilidade de prova empírica. Que modo? Conhecendo os argumentos. Finalmente, para conhecer argumentos é necessários estudá-los, desmontá-los na sua estrutura e para tal os lógicos e muitas das vezes os filósofos desenvolvem a lógica. E é precisamente essa lógica que pensadores como o Steiner não sabem, o que faz deles pensadores, mas não filósofos ...
Por Philippe Leão. Por muito relutamos, mas Marx chegou ao Cineplot.. Pensador importante do século XIX, Karl Marx afirma que a filosofia está morta. O autor, então, propõe um pensamento voltado a praxis (teoria + ação) em detrimento ao ativismo e ao idealismo.. A tarefa da filosofia, portanto, é desmascarar os idealismos. O objetivo de tal feito é quebrar as falsas ideias que favorecem, em maior escala, as classes dominantes. Uma ideologia, para Marx, nega as contradições do mundo, se liberta da liberdade sob uma máscara que faz o oprimido acreditar que o é por sua culpa (meritocracia). A filosofia deve:. "(…)desnudar a lei econômica do movimento da sociedade moderna". - O Capital.. Portando, a sociedade como nos aparece aos olhos é diferente do que ela é. A filosofia deve superar tais divergências que, porém, para Marx:. "Os filósofos até agora se limitaram a interpretar o mundo, mas o que importa é transforma-lo". - Teses Sobre Feuerbach. Mas que mundo perverso é esse ...
Tanto na Idade Média como em qualquer outra época da história ocidental, a compreensão do que é a filosofia reflete uma preocupação com questões essenciais para a vida humana em seus múltiplos aspectos. As concepções de filosofia do Renascimento e da Idade Moderna não são exceções. Também aí as noções do que seja a filosofia sintetizam as tentativas de oferecer respostas substantivas aos problemas mais inquietantes da época. O advento da era moderna fez ruir as próprias bases da sabedoria tradicional; e impôs aos intelectuais a tarefa de encontrar novas formas de conhecimento que pudessem restabelecer a confiança no intelecto e na razão. Para Francis Bacon - um dos primeiros filósofos modernos - a filosofia não deveria se contentar com uma atitude meramente contemplativa, como queriam os antigos e medievais; ao contrário, deveria buscar o conhecimento das essências das coisas a fim de obter o controle sobre os fenômenos naturais e, portanto, submeter a Natureza aos ...
Assim sendo, a afirmação, em Farias Brito, de que a ciência tornou-se condição da filosofia não significa ir ao encontro do naturalismo ou do espírito "positivo", submetendo ao método experimental da ciência da natureza também a consciência, que passaria assim, como fenômeno da natureza e segundo uma causalidade mecânica, a constituir-se no objeto de uma psicologia "científica" ou "experimental"; nem quer dizer, como ainda hoje muitos propagam no magistério da disciplina Filosofia, que, depois da irrupção histórica da ciência, a filosofia estaria a sobreviver à custa das situações-limite que enfrentamos nos diferentes campos em que se dividiu o estudo da natureza. Simultaneamente a Husserl, e de maneira muito semelhante, Farias Brito fez a crítica da psicologia circunscrita aos limites da experiência e, na mesma medida, propôs uma psicologia transcendente desses limites para dar conta da dimensão metafísica da realidade. Farias Brito chegou a afirmar: "A filosofia é a ...
Correu muito bem. Num local belíssimo, junto ao claustro principal do histórico edifício da Universidade de Évora, tive o prazer de apresentar as minhas ideias a um auditório constituído por professores de filosofia do secundário, professores universitários (não só de filosofia) e estagiários de filosofia e não só. Começou às 11 horas e ouve um debate interessantíssimo no final, que se estendeu para além das 13. Foi particularmente estimulante tentar refutar a tese, defendida por um professor da UE, segundo a qual se pode obter praticamente o mesmo efeito didáctico se utilizarmos textos em vez de cinema na sala de aula. A simpatia e profissionalismo dos responsáveis pelo Departamento de Filosofia da Universidade de Évora foram inexcedíveis e o agradável almoço num típico restaurante junto à Praça do Geraldo foi perfeito ...
Para o professor Aloísio Ruedell, o filósofo é o sujeito que se dispõe a perguntar: Eu parto do conceito de filosofia como uma reflexão radical (que vai às raízes, profunda). E para explicitar melhor este conceito podemos também dizer: filosofia é a atividade de quem pergunta. (Eu sempre digo: o importante na Filosofia é saber fazer perguntas, e não pretender responder a perguntas que não foram feitas ou que não se entende). O que move a pergunta é a vontade de querer saber, saber mais, melhor; de querer chegar às razões, ao fundamento ou às raízes da questão colocada. Quem pergunta quer saber(36).. O filósofo quer saber e esta atividade de busca é a filosofia; o filósofo é insatisfeito com o que é apresentado como dado e procura se afastar das aparências para atingir o conhecimento do real. O filósofo é definido pelo movimento, pela procura, e pela angústia da insatisfação do que é, e, além disso, indica a direção do movimento e do querer(37). A atividade ...
A cultura do filosofar na escola requer que sejam explicitados alguns aspetos considerados de fundamental importância: a) Práticas do filosofar; b) Educação do pensamento e das emoções; c) Educação ética e cidadã; d) Metodologia: a comunidade de práticas do filosofar. Antes de aprofundar estes aspectos, convém retomar um componente pedagógico imprescindível para qualquer projeto educativo frutificar. Como a prática do filosofar na escola é ainda uma grande novidade, é necessário estruturar o processo cuidando, amorosamente, dos seguintes critérios: continuidade, rigor, sistematicidade, planejamento, formação intensa e avaliação.
Na juventude, não devemos hesitar em filosofar; na velhice, não devemos deixar de filosofar. Nunca é cedo nem tarde demais para cuidar da própria alma. Quem diz que não é ainda, ou já não é mais, tempo de filosofar, parece-se ao que diz que não é ainda, ou já não é mais, tempo de ser feliz. Jovens ou velhos, devemos sempre filosofar..." Epicuro. ...
Na juventude, não devemos hesitar em filosofar; na velhice, não devemos deixar de filosofar. Nunca é cedo nem tarde demais para cuidar da própria alma. Quem diz que não é ainda, ou já não é mais, tempo de filosofar, parece-se ao que diz que não é ainda, ou já não é mais, tempo de ser feliz. Jovens ou velhos, devemos sempre filosofar..." Epicuro. ...
Porque são possíveis tantas posturas? A ideia de uma cesta de ovos filosóficos é inspirada em Derrida, para quem o filósofo é alguém cuja essencialidade consiste em interrogar-se sobre a própria filosofia. Já que cada um pode escolher sua postura, segue-se uma pluralidade delas e diante dessa quantidade de "atitudes" devemos concluir ou ficar sabendo que não há univocidade, para além do "espaço comum" do "olhar agudo" e suas variantes. Há claramente um "non sequitur" aqui. Não se segue do fato de que existem muitas metodologias, correntes e escolas, que não há consenso ou univocidade sobre características comuns. Cerletti responde a essa objeção com o conceito de "olhar" e suas variantes, como já indiquei acima. Parece ser a jogada que nos resta nesse ponto difícil. Devemos jogar a toalha aqui e aceitar a solução proposta por Cerletti, a saber, que o refúgio para identidade da filosofia seja esse espaço comum da dúvida radical, do olhar agudo, da atitude crítica, etc? ...
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Há dias encontrei um colega, professor de Filosofia, que não via há anos. Quando falámos de manuais escolares a conversa tornou-se menos cortês. Disse-lhe o nome do manual de Filosofia (50 Lições de Filosofia) que na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa adotámos para o 10º ano e ele acusou-me de ser "analítico" e por isso de escolher manuais "analíticos". Não foi a primeira vez que ouvi essa palavra ser usada com intuito pejorativo. Contudo, ser "analítico" será algo criticável? Penso que ser "analítico" na filosofia é algo bom e não mau. Não vou apresentar aqui a história da filosofia analítica para justificar essa ideia, mas apenas referir brevemente alguns aspetos que caracterizam a filosofia analítica atual. Quando chamamos "analítico" a um filósofo não estamos a caracterizar as suas ideias. Não estamos a dizer que defende a existência de Deus nem que é ateu. Não estamos a dizer que é liberal nem que é comunista. Não estamos a dizer que é contra o aborto nem ...
brahmeti paramātmeti bhagavān iti śabdyate. "Os videntes que realizaram a Verdade chamam essa substância não-dual de Brahman o Ser Absoluto, Paramātman a Alma Suprema ou Bhagavān a a Personalidade todo Opulenta" (Śrīmad-Bhāgavatam, 1.1.12).. O conceito da unidade na diversidade pode ser considerado o maior empreendimento filosófico da tradição védica, nas suas vertentes ária (nigamas ou vedas) e drávida (āgamas ou tantras); bem das outras tradições que ali se desenvolveram paralelamente.. À luz das "histórias da filosofia", escritas por ocidentais, pouco destaque é dado ao pensamento do Oriente. Como enfatiza E. Dussell, na sua crítica ao pensamento filosófico europeu, a Índia não passa de uma colônia e uma cultura de periferia para o nobre pensador ocidental.. Fazer uma história da filosofia indiana não é algo tão fácil como foi com a história das filosofias europeias. Nunca foi uma das características do povo oriental a preocupação com datas ...
Os professores mais experientes, compreendidos no período acima de cinco anos de docência, no que se refere à escolha entre lecionar a disciplina organizando-a por temas e/ou pela história da filosofia, apresentam o mesclado destas tendências, utilizando ora um programa de história da filosofia, ora abordagens temáticas. Para eles, o que é fundamental é a aprendizagem para a dúvida e o exercício para uma visão crítica da realidade.. Conforme os depoentes, inicialmente, essa postura crítica torna-se complexa, tendo em vista que, no modo como a escola está organizada, a exigência é por conteúdos semelhantes à prática de outras disciplinas, o que implica saberes pedagógicos que, em muitos casos, repetem a postura vertical da escola e do processo de escolarização. Quando isto ocorre, as escolas, com seu projeto pedagógico, ou querem, por um lado, engessar o método singular da filosofia, ou, por outro, querem que a mesma esteja a serviço do conteúdo relacionado aos direitos ...
Nesta sexta feira, participando de uma aula de metodologia científica, me coloquei a pensar: por que será que é tão difícil as pessoas gostarem de filosofia?... Será por que ela é "mal ensinada" nas escolas? Será que é por que ela nos confronta com nossa natureza - ou talvez seja melhor, nossa condição - de incompletude, de pouco entendimento desse mundo que nos cerca? Durante a definição do professor de senso comum, conhecimento filosófico e científico, me passou pela cabeça um problema que a filosofia enfrenta corajosamente na figura dos que se propõe a entendê-la: o conhecimento científico é aquele comprovado, experimentado, reproduzível; já o senso comum é aquele conhecimento do dia-a-dia, sem muita reflexão, que direciona nossas ações comuns sem nenhuma preocupação com o rigor de conteúdo, ou mesmo com veracidade. E o conhecimento filosófico? É fato que não é nem senso comum, nem conhecimento científico. O problema da filosofia é estar no incômodo lugar ...
A recém-nascida Filosofia Clínica já tem uma história para contar. A obra Filosofia Clínica - Propedêutica, escrita pelo fundador do movimento dos filósofos clínicos no Brasil, o filósofo Lúcio Packter, tem por objetivo informar aos leitores sobre essa nova forma de terapia. No livro, o fundador do Instituto Packter, responsável pela formação da primeira geração de filósofos clínicos brasileiros, relata sobre o que é e o que faz a Filosofia Clínica. Escrito para estudantes de filosofia, psicanalistas, psicólogos, médicos e também para os interessados em filosofia e pesquisadores das ciências humanas, o livro traz também o Código de Ética da atividade do filósofo clínico e os requisitos necessários para sua formação. ...
Pensar as coisas e como elas devem ser feitas foram atividades exercidas por muita gente que entraram para história por questionarem a alma humana e o universo. Mas em um sentido mais restrito cada um filosofa o caminho da sua vida. Quem não pensa sobre si, é pensado pelos outros, como bem disse Carlos Luckesi. Não existe vida sem filosofia, porque tudo gira em torno do pensamento, uma empresa não se inicia sem que ela primeiro fosse pensada e idealizada, e quem pensou uma empresa, ele ficou matutando o que faria, como faria, para quem faria e porque faria. Qualquer empreitada na vida é baseada em uma filosofia de vida. Estou no curso de história porque antes eu filosofei, fiquei pensando o que eu queria para mim e quis fazer um curso universitário, continuei pensando e ao mesmo tempo em que me perguntava do que gostava, procurava oportunidades no mundo exterior para que pudesse casar o pensamento interior com a oportunidade exterior. Após avaliações e critérios pessoais cheguei a ...
Até agora, as minhas observações não fornecem material suficiente para uma análise da visão que aquela jovem trácia e o homem comum têm do filósofo, embora já nos dêem claras indicações da visão que o filósofo tem de si mesmo. O homem comum parece ter um forte aliado, um aliado-filósofo, dos mais influentes na história da filosofia. Eu me refiro a Karl Marx. Foi ele que, em tom bombástico, afirmou: "Os filósofos até hoje se preocuparam apenas em interpretar o mundo; trata-se, porém, de transformá-lo". Parece que Marx também vê o filósofo como distante das questões do mundo. Creio, porém, que essa análise não corresponde à intenção real de Marx. É preciso reconhecer antes de mais nada que não é possível transformar o mundo sem interpretá-lo. Qualquer ação humana concreta pressupõe uma interpretação, isto é, uma atitude reflexiva e conceitual. O próprio termo "realidade" se apresenta carregado de interpretação. É como se eu apenas tivesse acesso à ...
Ao tornar obrigatória a inclusão da Filosofia no currículo do Ensino Médio, o MEC reconhece uma necessidade que era praticamente unânime entre os educadores. No entanto, juntamente com os enormes benefícios que essa medida trará aos estudantes, há também muitas dúvidas entre os educadores em torno dos fundamentos, da forma e do conteúdo a serem trabalhados. Essas e outras questões são agora tratadas nessa coleção com alguns dos maiores especialistas no ensino de Filosofia do país: Silvio Gallo (UNICAMP), Celso Favaretto (USP), Renata Lima Aspis (UNICAMP), Walter Kohan (UERJ) e Simone Gallina (UNICAMP). PROGRAMA 1 - EXPERIÊNCIA FILOSÓFICA - Levantando algumas hipóteses do que poderia ser o ensino de filosofia para jovens, este primeiro programa leva o expectador a acompanhar uma reflexão no que poderíamos chamar de filosofia do ensino de filosofia.- Para que ensinar Filosofia?- Expectativas sobre o ensino de Filosofia- Teor filosófico e criticidade- A experiência do pensar- ...
Dimensão analítica: Educação e Ciência. Título do artigo: O hara-kiri da filosofia escolar (II). Autor: Sousa Dias. Filiação institucional: Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes. E-mail: [email protected] Palavras-chave: filosofia, filosofia escolar, ensinável/inensinável.. Voltemos ao texto de F. Gil, que fornece alguns exemplos clássicos de experiências filosóficas: a exploração metódica dos limites do pensamento, a tentativa de pensar o negativo e o indeterminado, as aporias da auto-afecção e da liberdade, etc. O que serve ao autor para sublinhar o facto de essas experiências serem quase tão afastadas da experiência natural, quase tão antinaturais e abstractas, como as da matemática e da física sem, todavia, produzirem um «saber», sem participarem do carácter «conclusivo», objectivável, socializável das experiências científicas. Sobrepondo este facto à já referida injustificabilidade social do ensino filosófico, conclui F. Gil pela improcedência ...
Olhe só, de acordo com Renata Aspis autora do artigo, o professor de filosofia deve sim ser filósofo, ele vai ensinar seus alunos a pensar filosoficamente, a organizar perguntas num problema filosófico e muitas mais, tudo na prática. Neste processo do filosofar aluno e professor estão em formação, se renovando. A postura do professor diante das coisas muda, o modo de se relacionar com tudo e com todos será diferente, será um modo filosófico ...
O nome do Projeto Estudos Filosóficos Espíritas foi cuidadosamente ponderado, tendo em vista refletir a natureza da obra espírita, eminentemente filosófica. Estudos Filosóficos é também o conjunto da vasta obra de Adolfo Bezerra de Menezes, a quem prestamos singela homenagem. Iluminando o Evangelho de Jesus com as luzes do pensamento ético espírita, trazemo-lO ao coração, ao pensamento, à razão, aos atos, às atitudes, vivenciando com pleno saber e plena aceitação os seus ensinos.. Tal é a finalidade do Espiritismo - formar caracteres com vistas ao mundo de Regeneração (vide KARDEC, Allan, Obras Póstumas, "As Aristocracias", div.ed.) , conforme predito nas palavras de Jesus (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.VI, O Consolador, div.ed.), corroboradas pela Codificação Espírita. Desenvolvemos os seguintes Cursos e Grupos de Estudo e Pesquisa presenciais com ferramentas de apoio/divulgação/complementação on line: MÓDULO FILOSOFIA ESPÍRITA-FE pertencente ao PROJETO ...
Carlos Eduardo Rebuá Oliveira, Giovanni Semeraro, Marcos Marques, Martha DAngelo e Ronaldo Rosas.. Ementa. Caracteriza-se pela interface entre temas gerais e específicos da área educacional com estudos avançados da filosofia política, de estética e das questões sociais. Dentre outros objetos de estudo associados à educação e à filosofia, a linha se abre para a apreensão e a análise de fenômenos oriundos da política, da arte e da comunicação, no contexto das relações sociais de produção e de reprodução. Para tanto, considera de fundamental importância dimensionar o sentido ontológico e a perspectiva histórica da atividade humana nessas relações a partir da filosofia da práxis e da teoria crítica da sociedade, suas principais referências teórico-metodológicas.. ...
Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa. ...
Blog de divulgação da filosofia e do seu ensino no sistema de ensino português. O blog pretende constituir uma pequena introdução à filosofia e aos seus problemas, divulgando livros e iniciativas relacionadas com a filosofia e recorrendo a uma linguagem pouco técnica, simples e despretensiosa mas rigorosa. ...
A relação entre um professor com ânsia de mudança no sistema de educação e alunos dispostos a ajudar revolucionou as aulas de filosofia de uma escola pública de Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Juntos, eles desenvolveram uma plataforma virtual para estudar a disciplina. Acessado por computador ou de qualquer aparelho de celular com acesso à internet, o sistema trouxe resultados surpreendentes e foi a solução para evitar o uso indevido de telefone na sala de aula. "Não tinha interesse nenhum pela filosofia. Mudou completamente minha visão e fez com que eu passasse a ver o mundo com outros olhos", afirma o estudante Josué Ricardo Ferreira Gomes, de 17 anos.. Formado em filosofia, biologia, teologia e com especialização em direitos humanos, Gilberto Ramos Ribeiro, 39, é professor há quatro anos. Mesmo quando não lecionava, sonhava em mudar a forma de ensino. "A escola ainda é a mesma de 80 anos atrás. Essa concepção de escola cerceadora e arcaica me ...
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