Prezado,. Interessante o texto, que me foi repassado por uma colega no facebook. Mas discordo em alguns pontos, a começar pela ideia de uma classe média homogênea. Sei que não é esse o espírito do texto, já que você mesmo alerta para o fato de que muitos "classe média" não se sentiriam reconhecidos nas "qualidades" apontadas como típicas da classe média. Mas vou mais além, uma vez que eu reconheço esta meritocracia em outros segmentos da sociedade não típicos da ideia de uma classe média. Vamos ver, por exemplo, o crescimento das seitas pentecostais, que estabelecem uma hierarquia clara derivada do comportamento bom, trabalhador, que diferencia uns humanos de outros. Vamos ver, igualmente, setores sociais que, organizados, se colocam como "conscientes", face a outros, considerados incapazes de se posicionar "corretamente", seja na política, seja no comportamento social ou religioso. Todos estes se atribuem um mérito que justifica não somente a ascensão social, econômica ou ...
Aguines desacredita da visão, que predominava nos círculos de esquerda, de que a classe média - a pequena burguesia, como era chamada - seria a Geni da História. Fascinados pelo papel revolucionário e liberador da revolução proletária e, mais tarde, pelo ímpeto das massas ascendentes, os ideólogos de esquerda - e não só eles, pois a moda pegou - não viam mais do que atraso e mesquinhez na classe média, os "desvios" pequeno-burgueses e a tibiez que lhe tiravam o ímpeto para transformar a sociedade. Provavelmente, em certas conjunturas históricas, especialmente na velha Europa, era assim que as classes médias agiam. Basta ler os romances de Balzac como Eugénie Grandet ou O Pai Goriot para sentir que essas camadas ficavam apequenadas, mesquinhas, diante da burguesia vitoriosa ou da nobreza decadente aliada à mesma. Entretanto, terá sido essa a posição das classes médias nas Américas e nos países de imigração?. Dou a palavra a Aguines: na Argentina, tanto no campo como nas ...
A presidenta da República, Dilma Rousseff, declarou hoje (22), em Piracicaba, São Paulo, que o objetivo do governo é consolidar a expansão da classe média brasileira com a volta do crescimento econômico. "Estamos atualizando as bases da economia e vamos voltar a crescer dentro do nosso potencial. Nosso objetivo é consolidar a expansão da classe média. Queremos que o Brasil seja um país de classe média.". A presidenta lembrou as medidas que o governo tem tomado para retomar o crescimento, como o esforço para o reequilíbrio das contas públicas, é "essencial para que a economia se recupere". "Estamos tomando medidas que já têm dado resultado, como o realinhamento dos preços e o aumento das exportações no Brasil. Vamos ampliar as concessões e fazer esforço para manter os principais programas, como o Minha Casa Minha Vida", disse.. Dilma discursou na inauguração de uma unidade de produção de etanol segunda geração, na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo. A ...
Esta ideia tem de ser disseminada. A classe média foi e continua a ser um pilar fundamental de uma sociedade próspera e desenvolvida. Este pilar é uma vantagem competitiva que deriva diretamente da força da classe média, a começar pelo seu poder de compra. Os mais ricos não fazem o suficiente para estimular a economia, esse poder está nas mãos da classe média, mas erradamente os governantes continuam a pensar que são os mais ricos que têm esse poder.. A classe média tem uma maior predisposição para gastar o rendimento disponível do que as famílias ricas, apesar das festas e dos aviões a jacto que os transportam para férias em sítios paradisíacos, não compram t-shirts, carros e refeições em restaurantes que sejam suficientes para fazer equivaler os gastos que ocorreriam se a sua fortuna fosse dividida entre milhares de famílias pobres. Neste domínio vários são os estudos sobre o que os economistas denominam como propensão marginal para o consumo, que apoiam esta ...
Via HBR Blog Network um interessante "post" de Bright B. Simons que pode ver aqui sobre a existência ou não de classe média em África e sobre qual a dimensão e características dessa mesma classe média (outros, como David Cowan, economista no Citigroup Africa, consideram que não existe classe média em África, mas antes "only two super-classes: the über-rich, and a large sprawl of poor people who nevertheless are inclined towards consumption"). São interrogações que têm suscitado diversos estudos, sobretudo de natureza quantitativa, por parte de algumas empresas e organizações internacionais devido, fundamentalmente, ao potencial de negócio actualmente existente no Continente, em termos globais, ou em em alguns determinados países africanos. Mas Bright B. Simons no referido "post" chama a atenção para o seguinte: "The qualitative character of the middle class in your targeted African country has implications for your human resource strategy, public relations, government ...
Do GGN. O sociólogo e pesquisador Jessé Souza rebateu em sua página no Facebook um artigo publicado por Celso Rocha de Barros na Folha de S. Paulo nesta semana, questionando a teoria de que a classe média, na verdade, usou a Lava Jato de pretexto para apoiar o golpe quando, na verdade, o motivo velado que a levou às ruas das principais capitais do País foi o ódio contra classes mais desfavorecidas, alimentado paulatina e discretamente pela grande mídia.. Para Jessé, a classe média não percebeu "a distorção sistemática da realidade" praticada pelos veículos da grande mídia que ajudaram a articular o golpe do impeachment para defender interesses das camadas mais ricas da sociedade. Jessé atacou, ainda, o fato de Celso ter deixado o fator mídia de lado ao sustentar que a classe média não é manipulável nem agiu de maneira inconsciente ao protestar contra o fim da corrupção do PT.. "O silêncio de Celso é sintomático e expressa a mentira e a fraude mais importante para que o ...
No encerramento da Escola de Quadros do CDS-PP, em Peniche, Leiria, Assunção Cristas fez um discurso muito duro contra os partidos que suportam o Governo socialista, BE e PCP, acusando-os de ser "farinha do mesmo saco", e assegurou que, em contraponto, "a mudança sensata é a marca de água" dos centristas.. "A classe média que não se iluda: quando a esquerda unida vier dizer que só quer tributar os ricos, é ao bolso da classe média que vai buscar o dinheiro", avisou, criticando o Governo por prejudicar o país, em particular a classe média, "para satisfazer as clientelas das esquerdas unidas".. Segundo a líder centrista, "quem votou nos partidos de esquerda a achar que eles iam fiscalizar o Governo, enganou-se".. "Os campeões dos pedidos de demissão estão agora caladinhos, não vá alguém interromper a festança da esquerda", criticou, referindo-se ao caso das viagens pagas pela Galp ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ou à polémica que levou depois à demissão do ...
Classe Operária convida a todos os tipos de interpretação. Você pode tomar esta história simples e colocá-la contra os eventos do início dos anos 80, e vê-la como uma espécie de parábola. Sua interpretação é tão boa quanto a minha. É a própria casa a Polônia, e os trabalhadores o [sindicato] Solidariedade - reconstruindo-a a…
Actualmente "classe média" deve ser o termo que mais ouvimos da boca dos nossos políticos, em Portugal somos todos (ou quase) de classe média, desde a senhora que limpa os sanitários públicos até ao Senhor Doutor Engenheiro Arquitecto que tem cozinheira, motorista, mordomo e jardineiro, não há português que não julgue ser dessa mítica e gamzubina classe "média". Portugal deve ter a única classe média a nível mundial que recebe um ordenado tão baixo, mas tão baixo, que a obriga a trazer a comida a comida às costas de casa e a ingeri-la fria em algum vão de escada ou jardim, pois muitas empresas nem uma salita ou micro-ondas têm para utilização dos seus funcionários médio-classistas. Massa e arroz com atum ou salsicha (ou o corte mais barato de porco ou frango que se consiga comprar) é o que move quem trabalha nesta República das Bananas sem nunca se insurgir, tudo permitindo, abdicando de direito atrás de direito, olvidando há muito que os direitos dos trabalhadores ...
Essa classe média é uma fantasia que está se criando", critica Eduardo Fagnani, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Não se define a classe média pela renda, mas pela posição na estrutura populacional", explica o economista que também participa do núcleo de estudos Plataforma Política Social. Segundo ele, o conjunto da população em ascensão ainda depende muito do sistema público de saúde, previdência e ensino e não tem entre as suas despesas o pagamento de escola particular para os filhos, a manutenção de previdência complementar, acesso a plano de saúde privado ou o costume de fazer viagens ao exterior ...
Marcio Pochmann lança nesta quarta-feira livro que debate "nova classe média" O ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, realiza, nesta quarta-feira (6), o lançamento de seu aguardado livro "Nova classe média? - O trabalho na base da pirâmide social brasileira". O evento será realizado na PUC-SP a partir das 19h30. Marcio Pochmann apresenta nesta obra uma compreensão importante e diferente das transformações recentes ocorridas no país com a volta do crescimento econômico. Sua tese, em contraposição à visão predominante que busca explicar o atual processo pela emergência de uma nova classe média, é que a melhora dos indicadores na distribuição da renda do trabalho e o aumento de sua participação na riqueza gerada concentram-se, fundamentalmente, na base da pirâmide social, o que mostra também os seus limites. O Brasil teve um crescimento muito forte de ocupações formais, especialmente nos setores com remuneração próxima ao ...
Desde maio de 2012, por decisão do Planalto, vigora a pirâmide social redesenhada pelo ministro Wellington Moreira Franco, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Segundo esse monumento ao cinismo, a faixa dos miseráveis abrange quem ganha individualmente entre zero e R$ 70 reais. A pobreza vai de R$ 71 a R$ 250. A classe média começa em R$ 251 e a acaba em R$ 850.. Os que embolsam mais de R$ 851 são ricos, e é nessa categoria que se enquadram milhares de seres andrajosos que se plantam de manhã à noite nos principais cruzamentos. Em São Paulo, esmolando oito horas por dia, cada um ganha de R$ 35 a R$ 40. Quase todos rondam os R$ 1.200 por mês. São, portanto, pedintes de classe média. Caso melhorem a produtividade, logo serão mendigos milionários.. Os analfabetos são quase 13 milhões, há mais de 30 milhões de analfabetos funcionais, a rede de ensino público está em frangalhos. Metade da população não tem acesso a serviços básicos de saneamento, o sistema de ...
E não é necessária nenhuma "survey" para comprovar isso caro colega Celso de Barros. Basta usar a velha e boa capacidade humana de reflexão autônoma e confrontar a reação da mídia e de seu público cativo contra o PT com a reação de ambos às inúmeras delações envolvendo todos os principais políticos do PSDB. Cadê os panelaços, onde estão os milhões de tolos que saíram a rua pelos mesmos motivos contra Lula e o PT? Afinal, se era para combater a corrupção, por que parou? Parou por que? E onde estão os editoriais inflamados e cheios de indignação que enchiam os jornais e as televisões do pais. A classe média foi feita de tola e trocou a sacralização de seu ódio covarde e canalha contra os mais frágeis que ela explora por uma exploração agora sem precedentes de toda a população inclusive dela própria classe média. Agora ela vai ter que pagar caro pela universidade, pelo plano de saúde e agora também pela própria aposentadoria privada. E outras contas pesadas ...
Os trabalhadores muito pobres e os muito ricos são os que gastam menos tempo no deslocamento de casa para o trabalho. E a nova classe média, que conseguiu comprar veículos com a melhoria da renda, está enfrentando mais engarrafamentos. É o que aponta pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) apresentada hoje com base em análise dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE de 2012.
As mudanças demográficas na composição da "classe média" são instrutivas. "A classe média passou por uma transformação, ao mesmo tempo em que encolhia" - escrevem eles. - Idosos trabalhando depois de se aposentarem caem aí; casais com filhos pequenos caem abaixo dessa faixa como a vemos hoje. Significa que "em anos recentes, o componente de mais rápido crescimento da nova classe média têm sido lares chefiados por pessoas com mais de 65 anos," com as aposentadorias garantindo alguma proteção, "agora que norte-americanos idosos cada vez mais trabalham até bem depois da idade tradicional de aposentadoria." Por outro lado "casais com crianças - a categoria que mais encolheu - são a categoria que também diminui mais rapidamente de toda a classe média." Mulheres casadas na força de trabalho vêm impedindo que esse grupo caia ainda mais. "A mais recente recessão pôs fim a qualquer avanço mesmo nessa categoria em geral bem-sucedida. Sua porcentagem na classe média caiu três ...
Como caracteriza a nossa classe média? E qual tem sido a sua evolução?. A classe média assalariada (a que alguns chamam "nova" classe média, para distinguir da pequena burguesia empresarial), é composta essencialmente por funcionários, quadros e empregados do setor terciário. O seu crescimento é, por assim dizer, fruto da terciarização da economia e dos processos de concentração urbana que em geral lhe estão associados. Os pequenos empresários e os profissionais liberais também fazem parte da classe média - que se distingue, por um lado, dos trabalhadores manuais e das camadas mais pobres e, por outro lado, também não integra as camadas superiores -, mas o grosso dessas categorias passou a ser constituído por esses profissionais intermédios, qualificados e semi-qualificados da força de trabalho. Se nos países mais desenvolvidos o crescimento da dita classe média foi parte de um processo longo de sedimentação das qualificações e de expansão do progresso técnico e das ...
TOM ZÉ). Sobe no palco o cantor engajado Tom Zé,. que vai defender a classe operária,. salvar a classe operária. e cantar o que é bom para a classe operária.. Nenhum operário foi consultado. não há nenhum operário no palco. talvez nem mesmo na platéia,. mas Tom Zé sabe o que é bom para os operários.. Os operários que se calem,. que procurem seu lugar, com sua ignorância,. porque Tom Zé e seus amigos. estão falando do dia que virá. e na felicidade dos operários.. Se continuarem assim,. todos os operários vão ser demitidos,. talvez até presos,. porque ficam atrapalhando. Tom Zé e o seu público, que estão cuidando. do paraíso da classe operária.. Distante e bondoso, Deus cuida de suas ovelhas,. mesmo que elas não entendam seus desígnios.. E assim,, depois de determinar. qual é a política conveniente para a classe operária,. Tom Zé e o seu público se sentem reconfortados e felizes. e com o sentimento de culpa aliviado ...
2. Certamente de forma deliberada, pois que de VPV julgo muita coisa, mas não lhe atribuo a condição de mentecapto, introduz uma confusão de conceitos. Diz então que na definição de classes não cabe a chamada "classe média" e usa essa suposta falha da definição (que ainda há momentos não existia, repare-se) para justificar a inexistência de classes. Ora bem sabe VPV que o conceito de "classe média" que ele tenta introduzir para gerar alguma entropia nos mais incautos integra-se num esquema de classes bem distinto daquele a que Marx se refere como "classe social". Na verdade, tudo depende da linguagem, dos conceitos que usamos. Não podemos é misturar alhos com bugalhos. E foi isso que VPV fez. Os conceitos absolutamente difusos de "classe média", "classe baixa", "classe alta" e todos os seus intermédios são apenas indicativos do rendimento do indivíduo e não remetem em momento algum para a sua real condição no sistema produtivo. Ou seja, "classe alta" ou "classe média" ou ...
Na exibição da Globo, na segunda-feira, dia 11, o ibope foi excelente e o filme bombou nas redes sociais, como se fosse estreia, e mexeu com estruturas, de novo. Para mim, foi um experimento e tanto assistir o filme (no meu caso pela quarta vez), dessa vez com os comentários do twitter. Por óbvio que minha TL é minha bolha particular. Ali estava gente de classe média como eu: ou éramos Fabinhos ou Bárbaras ou José Carlos ou todos eles ou no mínimo os convidados da festa de aniversário da Bárbara, que nem se dignaram a olhar para Val enquanto ela lhes servia.. Sim, estou colocando eu e vocês no mesmo patamar daquela família por vezes odienta, por vezes desprezível, mas tão como nós, porque a gente explora nossa empregadas, pede pra pegar uma água ao invés de levantar e ir lá buscar, elas deixam de cuidar de seus filhos pra cuidar dos nossos, e no final o máximo que a gente faz é olhar pra elas e a vida delas com uma certa condescendência, porque a gente diz que é da ...
Em magistral artigo recentemente publicado, o economista Eduardo Giannetti, doutor pela Universidade de Cambridge, depois de lembrar os avanços da sociedade brasileira nos últimos 20 anos, graças à estabilidade econômica e às políticas de inclusão social, cunhou uma frase que ecoa como verdadeiro anátema sobre a realidade atual do país: "Nossa nova classe média ascendeu ao consumo, mas não ascendeu à cidadania." Na sequência, para explicar sua conclusão, ele desfia alguns dados sobre os serviços públicos disponíveis à população, entre os quais se destacam a falta de coleta de esgoto em metade dos domicílios e o fato de que um terço dos egressos do ensino superior são analfabetos funcionais ...
Vejamos o caso da PEC 241, quem realmente vai perder com ela? O pobre? Não, o pobre não tem acesso à educação, moradia, infraestrutura, está fora do espectro abrangido por essas medidas, ele vai apenas permanecer onde está. A pobreza vai perder a possibilidade de ascensão. Quem vai sofrer é a classe média hoje definida, e talvez, nem sejam aqueles que ascenderam da pobreza, visto que diante da experiência e consciência da situação, estarão preparados para enfrentar essas medidas. No entanto, a classe média tradicional sofrerá com mais vigor e, certamente, boa parte, descerá para a classe pobre, ou achatará sua condição atual, perdendo privilégios que hoje detém. Eles não percebem isso? Como eles pensam a sociedade e o sistema econômico que eles sustentam? Será que eles não percebem que não foi a classe média que recuou e sim o pobre que avançou? E que se eles compararem os resultados dessa ascensão de parte da pobreza à classe média, chegarão a única conclusão ...
Vejamos o caso da PEC 241, quem realmente vai perder com ela? O pobre? Não, o pobre não tem acesso à educação, moradia, infraestrutura, está fora do espectro abrangido por essas medidas, ele vai apenas permanecer onde está. A pobreza vai perder a possibilidade de ascensão. Quem vai sofrer é a classe média hoje definida, e talvez, nem sejam aqueles que ascenderam da pobreza, visto que diante da experiência e consciência da situação, estarão preparados para enfrentar essas medidas. No entanto, a classe média tradicional sofrerá com mais vigor e, certamente, boa parte, descerá para a classe pobre, ou achatará sua condição atual, perdendo privilégios que hoje detém. Eles não percebem isso? Como eles pensam a sociedade e o sistema econômico que eles sustentam? Será que eles não percebem que não foi a classe média que recuou e sim o pobre que avançou? E que se eles compararem os resultados dessa ascensão de parte da pobreza à classe média, chegarão a única conclusão ...
São Paulo - A ascensão das classes C e D ao mercado de consumo - criando a chamada nova classe média - é um fato que todas as empresas desejam aproveitar. Mas, para Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular, que há dez anos pesquisa o consumo dos brasileiros de baixa renda, cinco setores econômicos…
O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP, Artur Lima, realçou, esta quinta-feira, "a efectiva e real baixa de impostos" que se vai verificar nos Açores, com especial "incidência nas famílias da classe média", fruto da aprovação, por maioria, no Parlamento, da proposta negociada entre o CDS-PP e o Governo socialista para baixar o IRS e o IVA nas ilhas.. "Estamos a falar, em sede de IRS, da maior baixa de impostos alguma vez preconizada na Região, desde logo, por via da alteração nacional feita aos escalões do IRS e, depois, pelo alargamento do diferencial fiscal ao segundo escalão daquele imposto. Assim, os Açorianos beneficiarão de uma redução fiscal de 30% (face às taxas nacionais) no primeiro escalão do IRS (rendimentos até 7000 euros) e de 25% menos no segundo escalão (rendimentos até 21 mil euros). Mais de 90% dos agregados familiares Açorianos são abrangidos directamente por esta redução real de impostos. De igual forma foi possível assegurar a aplicação de um ...
PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas - que precisam do emprego no Brasil -, a queima dos sofás em L e nem achando que o "modelo frugal europeu" funciona para todo mundo como receita de felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente que a vida não é tão "boa" para todos no Brasil, e que o "problema" que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns - por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil ...
... : Os cinco jovens de classe média alta que espancaram a empregada doméstica Sirlei de Carvalho em um ponto de ônibus terão de indenizá-la em R$ 500 mil
O outro lado não tem razão para ser veraz, nenhuma razão. O interesse deles é desmoralizar, e é isso que vêm tentando fazer. Eu nem digo que eles não consigam. Eu acho até que num país subdesenvolvido, onde a única fonte de informação são os jornais e as revistas, eles têm um certo peso. Mas esse peso se restringe à chamada classe média, sobretudo a classe média alta, que é uma gente, eu diria, lamentável, com respeito aos pontos de vista de outros. A classe média alta é invejosa, não suporta ver quem está embaixo subir, não se satisfaz em estar bem. Ela quer que os outros estejam mal para se sentir superior. A grande imprensa fala pra esse tipo de gente. Basta ver uma coluna que existe na Folha de S.Paulo, "Opinião do Leitor", qualquer coisa assim. Você lê aquelas coisas e fica espantado, e fica pensando que está vivendo em um dos países mais atrasados do mundo. Não, é a classe média alta que é assim. ...
De acordo com esse raciocínio de pobreza, por menor que possa ser minha identificação com essa classe amorfa chamada de média, de fato, é dela que eu vim. Eu cresci num lar de classe média. Tive oportunidades de escolhas. Muitas. Como a de ter uma infância e crescer na hora em que estava pronta pra crescer; a de estudar, o que e onde fazê-lo; as de viajar, trabalhar, aprender línguas, música, esportes, conhecer culturas diferentes, ser exposta à leitura, às artes; a de votar; a de não virar, cedo demais, nem esposa nem mãe; a de me relacionar com quem meu coração eleger; a de mudar de ideia, voltar atrás, andar pra frente, jogar tudo pro alto e começar de novo; a de viver da forma que é verdadeira pra mim. E isso é ouro. Alguns diriam que não tem preço, mas se isso fosse verdade, todos teriam um pouquinho pra si. O que sabemos não ser o caso ...
A classe média brasileira representa 54% da população do país, de acordo com estudo feito pela Serasa Experian em conjunto com o Instituto Data Popular, sobre as famílias brasileiras que tem renda per capita (por pessoa) entre R$ 320 e R$ 1.120 ...
O líder do MST, João Pedro (quebra-quebra) Stédile, falando ao lado de Dilma no RS, enquanto eu escrevia este artigo, rodou a manivela: A classe média não aceita assinar a carteira da sua empregada doméstica. A classe média não aceita que o filho de um agricultor esteja na universidade. A classe média não aceita que os negros andem de avião. A classe média não aceita que o povo tenha um pouco mais de dinheiro. Suponho que na opinião dele, os patrocinadores do MST são santos cujas meias deveriam ser guardadas para fazer relíquias, apesar de esfolarem a nação e encherem os próprios bolsos e os bolsos dos ricos. Quão tolo é preciso ser para se deixar convencer de que o povo sai às ruas porque pobres e pretos andam de avião e não por estar sob um governo que se dedicou a fazer o diabo? Como pode a mente humana entrar em convulsões e a alma afundar em indignidades de tais proporções?/ ...
Diminuição da classe média é um entrave ao consumo, o principal motor do PIB nas economias desenvolvidas, alerta Fundo Monetário Internacional.
Serviços públicos geralmente são defendidos em nome dos mais pobres. Na prática, os dados mostram que eles beneficiam a classe média.
Há uma figura pitoresca que costuma habitar a classe média tradicional brasileira. Ela pode ser encontrada na universidade, nos protestos políticos, nos shoppings centers, na high society, entre os mais escolarizados, tanto nos movimentos de esquerda, como nos de direita. Na verdade, é uma radicalização da visão específica de uma classe. Vou expor algumas de suas características. ...
Por Cristiano das Neves Bodart Assistimos um espetáculo de beicinhos e pirraças de uma classe mal acostumada: a classe média remediada. Queixosos de terem
Suicídio acontece mais entre as classes médias e menos entre pobres: Para cada suicídio bem-sucedido, cerca de cem fracassam. Isso oculta
Deduções por filho em sede de IRS previstas no Orçamento fazem secretário de Estado clarificar que, no seu entender, existem duas classes médias sujeitas a benefícios fiscais diferentes
O instituto de pesquisas Data Popular estima que mais da metade da nova classe média brasileira pretende reformar ou adquirir um imóvel nos próximos anos.-...
A classe média já não tem os filhos na escola privada, já não vai ao teatro, nem ao cinema nem ao concerto. E comer fora, só se for no McDonald. É por estas e por outras que a tesoura daqui a pouco só cortará o ar que respiramos, isto se este, entretanto, não for privatizado ...
@ Sei que demorei para comentar este vídeo em que esta auto-intitulada filósofa da USP faz um discurso patético contra a classe média. Antes tarde do que nunca. Na última parte da série
Líder do CDS e vice-primeiro-ministro diz que classe média tem os pés assentes na terra e admite que foi a mais prejudicada pela recessão
Está claro que nos próximos anos vamos continuar vivenciando grandes mudanças em todo o mundo impulsionadas pela classe média
O burguês está saindo de sua posição. No seu lugar virá uma classe de trabalhadores produtivos: a classe operária. Foi assim até hoje. É a hora de começarmos a cumprir nossa missão política. Isso involve uma luta árdua pelo poder político e procura se tornar parte do organismo nacional. A batalha começa no reino econômico; e acabará no político. Não é meramente uma questão de salário, não é uma mera questão de horas de trabalho diárias - entretanto nós não devemos nunca nos esquecermos que eles são essenciais, talvez até a parte mais importante na plataforma Socialista - mas é muito mais uma questão de incorporar uma classe poderosa e responsável ao Estado, talvez até fazer dela a força dominante na futura política da Pátria. O burguês não quer reconhecer a força da classe operária. O Marxismo a tem forçado à uma camisa-de-força que irá arruiná-la. Enquanto a classe operária gradualmente desintegra a frente marxista, o burguês e o capitalista têm ...
Tem-se dito durante o debate que a política de hegemonia do proletariado defendida na minha carta ao Comité Central é estreita, tenderia a substituir a táctica pela estratégia, conduziria ao isolamento da classe operária, a uma espécie de hegemonia da classe operária "sobre si mesma", afastaria o Partido do centro da luta política, reduzir-nos-ia a uma seita de agitação e propaganda, etc.. O que estes argumentos exprimem, quanto a mim, é uma incompreensão de fundo sobre o que é a hegemonia do proletariado e um receio confuso a uma política operária independente. Aos camaradas que assim raciocinam é preciso mostrar que a nossa política não produziu até hoje nenhuma hegemonia da classe operária, mas pelo contrário, uma sujeição cada vez maior dos operários à hegemonia reformista e revisionista da pequena burguesia, é preciso reconhecer este saldo negativo, ao fim de sete anos de existência do Partido, e procurar-lhe remédio.. O ponto de partida para a viragem política ...
Logo no título, o jornalista salientou a seguinte frase crucial de Rosas: "Salazar captou a classe média para o programa de estabilização". Não sei se é verdade porque Salazar governou sempre em ditadura e neste tipo de regime ne. nhuma classe social pode exprimir a sua vontade e o seu próprio sentir. De qualquer modo, o historiador Rosas parece não ter percebido a essência da História que é a "sociologia do passado", vista na globalidade das relações sociais e no produto elaborado pelas sociedades, enquanto a "sociologia de hoje" é aquilo que no futuro será História. Quero dizer com isto que a classe média nos tempos salazaristas era minúscula, constituída por um pequeno grupo de pessoas com estudos médios a superiores que tinham sempre um lugar garantido numa certa elite da sociedade e por artesãos, comerciantes, agricultores e alguns funcionários que atingiram rendimentos médios. Hoje, a classe média é muito mais vasta e, mais do que isso, toda a classe trabalhadora ...
Dados do Instituto Data Popular, divulgados essa semana, revelam que 11 milhões de famílias da nova classe média do Brasil pretendem comprar um imóvel nos próximos dois anos. De acordo com o estudo, "a nova classe média e o mercado de reforma e construção", 57,6% integrantes dessa faixa social pretendem realizar o sonho de ser possuidor do próprio lar, em breve. A intenção de compra da classe C supera, inclusive, a das classes A e B (2,9 milhões ou 15,2%) e da D e E (5,2 milhões ou o mesmo que 27,2%). Ao todo, são 19,2 milhões de famílias espalhadas por todo o território nacional com o mesmo desejo. De acordo com o sócio diretor do Instituto, Renato Meirelles, mais da metade da nova classe média pretende reformar ou adquirir um imóvel nos próximos anos, o que significa que o mercado da reforma e construção deve abrir os olhos para este consumidor, que já responde por 11 milhões de famílias que desejam colocar o sonho da casa própria em prática. O levantamento mostrou ...
O terceiro ponto é o que, a meu ver, foi trazido pelas ruas este ano: a exigência de serviços públicos de qualidade. Alguns amigos meus se incomodaram com as manifestações, considerando-as conservadoras. Não concordo, como não concordo com a desqualificação das queixas da classe média. Pagamos impostos para ter educação, saúde, transporte e segurança públicos. Mas estes não têm qualidade. Daí que a classe média pague - uma segunda vez - pelos mesmos serviços: põe os filhos em escolas particulares, paga plano de saúde, compra carro, contrata segurança na rua ou no prédio. Está aí a raiz de seu descontentamento com os impostos e com o governo federal, e não apenas, ou não essencialmente, em ideologias conservadoras. É justo, é necessário, a classe média indignar-se com isso. E sobretudo os pobres, que não podem pagar a mais: nosso maio começou com o clamor por transporte coletivo bom e barato para eles. A questão dos serviços públicos deverá estar na ordem do ...
Existe uma relação próxima, porque hoje podemos argumentar que existe uma relação em dois sentidos, particularmente nos Estados Unidos. Por um lado, existem muitas pessoas com grande poder económico e activos financeiros ao ponto de não terem mais momentos de oportunidade para investir - e o sector financeiro teve de encontrar oportunidades de risco. Por outro, há o problema de os rendimentos da classe média não terem aumentado em duas décadas [nos EUA]. E isto tornou-se um problema político. Para os políticos foi bom, durante um período, estimular os empréstimos à classe média, fazendo com que parecesse que os rendimentos aumentavam como o dos ricos - que, na verdade, cresciam -, mas o rendimento da classe média não cresceu; foi suportado pelos empréstimos e, consequentemente, pareceu como se, na verdade, fosse assim. Há hoje cada vez mais pessoas a acreditar que, como reacção à crise, há pessoas ricas que procuram meios de usar o seu capital, depois, pessoas com ...
Voltando à Chauí, ela diz que essa "nova classe média" é uma "abominação política" por não se reconhecer como NÃO parte da elite e é frequentemente cooptada por esta, sendo usada como "pelego" para manter a plebe distante. O interessante é que, como já chamava a atenção Mills, a elite não cede em nada seu poder político ou material para essa "nova classe média" é um jogo de sedução social (simbólica) e nada mais. No vídeo-viral inclusive, a filósofa clama para que essa "nova classe média" assim não se sinta, que não deixe de ser veículo de mudança sócio-histórica para virar bastião do conservadorismo político porque alcançou alguma (falsa) estabilidade econômica. No mesmo vídeo ela chama esse grupo de uma "abominação ética" uma vez que frequentemente a radicalização do conservadorismo em preconceito, do machismo em homofobia, e do anticomunismo em preconceito de classe gera violência. Violência que vemos travestida em bordões como "bandido bom é ...
É assim que se caracterizava a casa de qualquer tia ou avó de nós, frutos da classe média. Classe essa que nos últimos anos rompeu-se em duas. Ou faliram e tornaram-se classe C e D ou emergiram para os novos ricos, e agora só viajam de avião. Essa fatia da sociedade onde fomos criados ( boa parte de nós ) não existe mais. Com o poder aquisitivo dado as classes ditas mais baixas da população o Brasil ganhou uma nova cara para a classe média. Os antigos churrasqueiros de laje, agora tem seu próprio cantinho em casas compradas com suor, mas prontas e decorada ao estilo mais apropriado: piso frio ( cerâmico para facilitar a limpeza) , sofá de chenilli , tapetes de sisal e suas enormes TVs de plasma. O pobre agora não é mais pobre, ele é classe média, os filhos fazem inglês na escola do bairro, e no fim do ano viajam para o praia e torcem o nariz para os novos farofeiros. Vê-se a expressão no rosto da dona que até dez anos atrás carregava sua caixa térmica com frango para as ...
Seria bom que a oposição esfriasse a cabeça e refletisse com seriedade sobre o que está acontecendo nestas eleições. Se Lula vencer no primeiro turno, como apontam as pesquisas, terá sido porque a maioria dos eleitores avalia que melhorou de vida no seu governo e não consegue ver na oposição uma alternativa confiável. Lula é o candidato dos pobres, Alckmin é o presidenciável dos ricos - esta percepção, certa ou errada, está decidindo as eleições. Afinal, num país em quem 85% dos eleitores pertence às classes C, D e E, ou sejam, ganham abaixo de 5 salários mínimos, quem falar apenas para a classe média e para os ricos dificilmente sairá vitorioso das urnas. E, nos últimos anos e nestas eleições em particular, o que fizeram o PSDB e o PFL? Falaram apenas para a classe média como se ela fosse capaz de decidir a parada. Volto a dizer: o efeito "pedra no lago" acabou (O "efeito pedra no lago" já era). A época em que a classe média era a única formadora de opinião no ...