Infecções do sistema nervoso central causadas por TREPONEMA PALLIDUM que se apresenta com uma variedade de síndromes clínicas. A fase inicial da infecção normalmente causa uma reação meníngea leve ou assintomática. A forma meningovascular pode se apresentar agudamente como INFARTO ENCEFÁLICO. A infecção pode também permanecer subclínica por vários anos. As síndromes tardias incluem paresia geral, TABES DORSAL, sífilis das meninges, ATROFIA ÓPTICA sifilítica e sífilis espinhal. Paresia geral é caracterizada por DEMÊNCIA progressiva, DISARTRIA, TREMOR, MIOCLONIA, CONVULSÕES e pupilas de Argyll-Robertson. (Tradução livre do original: Adams et al., Principles of Neurology, 6th ed, pp717-9)
NEUROSSÍFILIS parenquimatosa caracteriza-se por degeneração lenta e progressiva das colunas e raizes posteriores e gânglios da coluna vertebral. A afecção tende a se apresentar 15 a 20 anos após a infecção inicial e caracterizada por dores com sensação de leveza nas extremidades inferiores, INCONTINÊNCIA URINÁRIA, ATAXIA, prejuízo da propriocepção e da sensação vibratória, marcha anormal (v. TRANSTORNOS NEUROLÓGICOS DA MARCHA), ATROFIA ÓPTICA, pupilas de Argyll-Robertson, hipotonia, hiper-reflexia e degeneração atrófica das articulações (articulação de Charcot, ver ARTROPATIA NEUROGENICA). (Tradução livre do original : Adams et al., Principles of Neurology, 6th ed, p726)
Substâncias utilizados para tratar infecções de bactérias do gênero TREPONEMA. Isto inclui a SÍFILIS e BOUBA.
Agente causador da sífilis venérea e não venérea, assim como de bouba.
Testes sorológicos para sífilis.
Sífilis latente é definida como a infecção assintomática por *Treponema pallidum* que persiste por mais de um ano, dividida em early e late latent syphilis, dependendo do tempo desde a infecção inicial.
Anticorpos, em particular IGE, que se ligam ao tecido da mesma espécie de modo que os ANTÍGENOS induzem a liberação de HISTAMINA e outros agentes vasoativos. A HIPERSENSIBILIDADE é a manifestação clínica.
Antibiótico semissintético preparado pela combinação do sal de sódio de penicilina G com N,N'-dibenziletilenodiamina.
Drenagem do líquido do espaço subaracnoídeo na região lombar, geralmente entre a terceira e a quarta vértebras lombares.
Doença contagiosa venérea causada pela espiroqueta TREPONEMA PALLIDUM.
Antibiótico semissintético preparado por combinação da penicilina G com PROCAÍNA.
A lesão primária da sífilis, uma pápula endurecida, erodida e indolor que ocorre no local de entrada da infecção.
Líquido aquoso continuamente produzido no PLEXO CORÓIDEO e circulam ao redor da superfície do ENCÉFALO, MEDULA ESPINAL e nos VENTRÍCULOS CEREBRAIS.
Derivado de penicilina comumente utilizada na forma de seus sais de sódio ou potássio no tratamento de uma variedade de infecções. É eficiente contra a maioria das bactérias Gram-positivas e cocos Gram-negativos. É também utilizada como convulsivante experimental devido a suas ações sobre a transmissão sináptica mediada pelo ÁCIDO GAMA-AMINOBUTÍRICO.
Processos patológicos do NERVO VESTIBULOCOCLEAR, inclusive os ramos do NERVO COCLEAR e NERVO VESTIBULAR. Os exemplos comuns são: NEURONITE VESTIBULAR, neurite coclear, e NEUROMA ACÚSTICO. Entre os sinais clínicos estão os graus variados de PERDA AUDITIVA, VERTIGEM e ZUMBIDO.
Síndrome paraneoplásica caracterizada por degeneração de neurônios do SISTEMA LÍMBICO. As características clínicas incluem ALUCINAÇÕES, perda de MEMÓRIA EPISÓDICA, ANOSMIA, AGEUSIA, EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL, DEMÊNCIA e distúrbio afetivo (depressão). Encontram-se associados a esta síndrome anticorpos anti-neurônios (ex.: anti-Hu, anti-Yo, anti-Ri e anti-Ma2) e carcinomas de células pequenas do pulmão ou carcinoma testicular.
Fosfolipídeos acídicos compostos de 2 moléculas de ácido fosfatídico covalentemente ligado a uma molécula de glicerol. Encontradas primariamente em membranas internas de mitocôndrias e membranas plasmáticas de bactérias. Elas são o principal componente antigênico do antígeno do tipo Wassermann que é utilizado na DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO DA SÍFILIS não treponêmico.
Proteínas do líquido cefalorraquidiano, normalmente albumina e globulina presentes na razão 8 para 1. O aumento dos níveis de proteína são de valor diagnóstico em doenças neurológicas.
Processo inflamatório agudo (ou raramente crônico) do cérebro causado por infecções pelo SIMPLEXVIRUS que pode ser fatal. A maioria das infecções é causada pelo herpesvirus 1 humano (HERPESVIRUS 1 HUMANO) e menos frequentemente pelo herpesvirus 2 humano (HERPESVIRUS 2 HUMANO). As manisfestações clínicas incluem FEBRE, CEFALEIA, CONVULSÕES, ALUCINAÇÕES, alterações comportamentais, AFASIA, hemiparesia e COMA. Do ponto de visto patológico, a afecção é caracterizada por uma necrose hemorrágica que envolve o LOBO TEMPORAL medial e inferior e regiões orbitais do LOBO FRONTAL.
Inflamação de uma porção transversa da medula espinhal caracterizada por desmielinização ou necrose segmentar aguda ou subaguda. A situação pode ocorrer esporadicamente após uma infecção ou vacinação, ou se apresentar como uma síndrome paraneoplásica (ENCEFALOMIELITE AGUDA DISSEMINADA). As manifestações clínicas incluem fraqueza muscular, perda sensorial e incontinência. (Tradução livre do original: Adams et al., Principles of Neurology, 6th ed, pp1242-6).

A Neurosyphilis é uma complicação tardia da sífilis, uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Quando a infecção por sífilis não é tratada adequadamente, ela pode disseminar-se e afetar o sistema nervoso central, levando ao desenvolvimento da neurosyphilis.

Existem quatro estágios clínicos principais de neurosyphilis:

1. Sífilis asymptomática do sistema nervoso central (SANS): É a forma mais comum e geralmente ocorre dentro dos primeiros dois anos após a infecção inicial por sífilis. Neste estágio, a bactéria pode ser detectada em fluidos cerebrospinais, mas os indivíduos geralmente não apresentam sintomas.

2. Meningovasculite: Este estágio é caracterizado por inflamação dos vasos sanguíneos no cérebro e na medula espinhal, o que pode levar a dificuldades cognitivas, alterações de personalidade, convulsões, dor de cabeça, rigidez do pescoço, problemas de visão e audição, e outros sintomas neurológicos.

3. Tabes dorsalis: É um estágio avançado de neurosyphilis que ocorre geralmente entre 10 a 20 anos após a infecção inicial. Neste estágio, os indivíduos podem experimentar perda de reflexos, dores articulares e musculares, ataxia (perda de coordenação), alterações na visão e audição, problemas urinários, e outros sintomas neurológicos.

4. Demência paretica: É o estágio final de neurosyphilis, geralmente ocorrendo décadas após a infecção inicial. Neste estágio, os indivíduos podem experimentar demência, delirium, alucinações, e outros sintomas psiquiátricos graves.

O diagnóstico de neurosyphilis geralmente é baseado em exames laboratoriais, incluindo testes sorológicos para sífilis e análises do líquor cerebrospinal (LCR). O tratamento geralmente consiste em antibióticos, como a penicilina, administrados por via intravenosa. Embora o tratamento possa parar a progressão da doença, os danos neurológicos irreversíveis podem persistir.

"Tabes dorsalis" é um termo médico que se refere à neurosífilis terciária, uma complicação tardia da sífilis, uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Nesta fase avançada da doença, a infecção disseminou-se pelo corpo e afeta o sistema nervoso central.

Na tabes dorsalis, os tecidos dos nervos espinhais da medula espinal, particularmente as vias sensoriais, sofrem danos progressivos e irreversíveis. Isto pode resultar em sintomas como:

1. Perda de reflexos profundos
2. Dor neuropática, que pode ser descrita como queimante, arranhando ou choque elétrico
3. Ataxia, ou perda de coordenação muscular, levando a problemas com a marcha e o equilíbrio
4. Incontinência urinária ou fecal
5. Perda da sensação de dor, temperatura e vibração
6. Problemas de visão, como arreflexia pupilar e atrofia óptica
7. Problemas auditivos, como surdez
8. Mudanças na personalidade e no comportamento
9. Demência em estágios avançados

A tabes dorsalis é uma doença rara devido ao tratamento antibiótico precoce da sífilis. No entanto, sem o tratamento adequado, a sífilis pode progressar para esta fase tardia e causar danos irreversíveis ao sistema nervoso.

Antitreponémicos são antibióticos usados especificamente para tratar infecções causadas por spiroquetes, um tipo de bactéria em forma de espiral, incluindo a doença de Lyme e sífilis. O mais comum antitreponêmico é a penicilina, que é geralmente eficaz contra essas infecções quando administrada corretamente. Outros antitreponémicos incluem a ceftriaxona, doxiciclina e azitromicina. Eles funcionam inibindo a síntese de proteínas bacterianas, o que leva à morte das bactérias. É importante notar que o tratamento precoce é crucial para evitar complicações graves associadas às infecções causadas por spiroquetes.

Treponema pallidum é a bactéria espiral em forma que causa sífilis, uma doença sexualmente transmissível grave. É um membro da família de bactérias chamadas Spirochaetaceae e é extremamente frágil e difícil de cultivar em laboratório. Isso dificulta o desenvolvimento de vacinas eficazes contra a sífilis. A bactéria pode infectar vários órgãos e tecidos, incluindo o cérebro, causando sérios problemas de saúde se não for tratada adequadamente. É transmitida por contato sexual direto com uma lesão ou úlcera na pele ou membranas mucosas de alguém infectado.

Na medicina, o termo "sorodiagnóstico da sífilis" refere-se a um tipo específico de teste sorológico usado para ajudar no diagnóstico da sífilis, uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum.

Existem dois tipos principais de testes sorológicos para a sífilis: testes não treponêmicos e testes treponêmicos. O sorodiagnóstico da sífilis geralmente se refere a um tipo específico de teste treponêmico, chamado teste de reagina venérea (VDRL) ou teste de cardiolipina.

Estes testes detectam a presença de anticorpos produzidos em resposta à infecção por Treponema pallidum. No entanto, é importante notar que os anticorpos detectados por esses testes também podem ser produzidos em resposta a outras infecções ou condições, portanto, resultados positivos devem ser confirmados com um teste treponêmico adicional, como o teste de fluorescência treponêmica (FTA-ABS) ou o teste de microhemaglutinação treponêmica (MHA-TP).

O sorodiagnóstico da sífilis é um método importante para o diagnóstico e rastreamento da sífilis, mas deve ser interpretado com cuidado e em conjunto com outras informações clínicas e laboratoriais.

A sífilis latente é uma fase da infecção por sífilis em que a pessoa infectada não apresenta sintomas clínicos evidentes, mas a bactéria Treponema pallidum ainda pode ser detectada em exames laboratoriais. Geralmente, essa fase ocorre após a fase primária e secundária da sífilis e pode durar muitos anos se não for tratada. Existem dois estágios de sífilis latente:

1. Sífilis Latente Primitiva (Early Latent Syphilis): Essa é a fase inicial da sífilis latente, geralmente ocorrendo dentro dos primeiros 2 anos após a infecção inicial. Neste estágio, as pessoas geralmente não apresentam sinais ou sintomas evidentes da doença, mas podem transmiti-la a outras pessoas por contato sexual.

2. Sífilis Latente Tardia (Late Latent Syphilis): Essa é a fase avançada da sífilis latente, geralmente ocorrendo mais de 2 anos após a infecção inicial. Neste estágio, as pessoas continuam sem sintomas evidentes, mas há um risco maior de complicações sistêmicas e danos a órgãos internos, especialmente ao sistema nervoso central (neurosífilis).

O diagnóstico da sífilis latente geralmente é confirmado por meio de exames laboratoriais, como testes sorológicos para detecção de anticorpos contra a bactéria Treponema pallidum. O tratamento precoce e adequado pode prevenir as complicações graves da sífilis e reduzir o risco de transmissão para outras pessoas.

Reagina é um termo usado em medicina que se refere a aglutininas produzidas em resposta a certos antígenos bacterianos, especialmente aqueles encontrados em estreptococos do grupo A. Essas reaginas são geralmente IgG ou IgM e podem ser detectadas no soro de um indivíduo que teve uma infecção recente por estreptococos do grupo A. É importante notar que a presença dessas reaginas pode indicar uma infecção atual ou recente, mas também pode persistir em níveis baixos por meses ou até anos após a infecção ter passado. Portanto, o teste para reaginas sozinho não é suficiente para diagnosticar uma infecção aguda e deve ser interpretado junto com outras informações clínicas.

Penicilina G Benzatina é um antibiótico utilizado no tratamento de infecções bacterianas. É uma forma de penicilina de ação prolongada, ou seja, após sua injeção, os níveis de penicilina no sangue permanecem elevados por um longo período de tempo.

A Penicilina G Benzatina é composta pela união da penicilina G com a benzatina, um composto que permite que a penicilina seja liberada lentamente no organismo. Isso torna-a útil no tratamento de infecções causadas por bacterias resistentes às formas mais solúveis de penicilina.

Este antibiótico é eficaz contra uma ampla gama de bactérias, incluindo estreptococos, meningococos, pneumococos e alguns tipos de estafilococos. É frequentemente usado no tratamento de doenças como difteria, escarlatina, febre reumática aguda, infecções da pele e tecidos moles, e para prevenir a recorrência de infecções causadas por estreptococos do grupo A.

Como qualquer medicamento, a Penicilina G Benzatina pode ter efeitos colaterais. Os mais comuns incluem dor, vermelhidão ou inflamação no local da injeção. Em casos raros, podem ocorrer reações alérgicas graves, como anafilaxia. Portanto, é importante que seja administrada sob orientação médica.

A punção espinal, também conhecida como punção lombar ou injeção epidural, é um procedimento médico em que uma agulha fina é introduzida entre duas vértebras no canal espinal para recolher um pequeno volume de líquor cerebrospinal (LCS) ou para injetar medicamentos no LCS. O LCS circunda o cérebro e a medula espinhal, actuando como amortecedor e fornecendo nutrientes a esses órgãos.

Este procedimento é geralmente realizado por um anestesiologista, neurologista ou outro médico treinado para o efeito. É usado com frequência para diagnosticar doenças que afetam o sistema nervoso central, como meningite, esclerose múltipla ou hemorragia subaracnóidea. Além disso, a punção espinal pode ser utilizada no tratamento de certos tipos de dor de cabeça e para administrar anestesia raquidiana durante cirurgias ou partos.

Embora seja um procedimento seguro quando realizado por profissionais qualificados, existem riscos potenciais associados à punção espinal, tais como dor no local da injeção, sangramento, infecção e, em casos raros, danos à medula espinhal ou meninges. Antes do procedimento, o paciente é geralmente orientado a permanecer hidratado para facilitar a inserção da agulha e reduzir o risco de cefaleia pós-punção. Após a punção espinal, o paciente deve permanecer deitado durante algum tempo para minimizar o risco de complicações.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. É geralmente transmitida por contato sexual com uma lesão ou úlcera na pele ou membranas mucosas de alguém infectado. A sífilis pode também ser transmitida de uma mulher grávida para o feto durante a gravidez ou no parto, causando sífilis congénita.

A sífilis ocorre em quatro estágios: primário, secundário, latente e terciário. Cada etapa tem sintomas diferentes. No estágio primário, geralmente aparece uma úlcera indolor em qualquer parte do corpo que entrou em contato com a bactéria, normalmente entre 10 a 90 dias após a exposição. O estágio secundário geralmente começa entre 1 a 6 meses após a exposição e pode incluir erupções cutâneas, febre, mal-estar, inflamação dos gânglios linfáticos e outros sintomas. O estágio latente é a fase assintomática da doença, que pode durar anos. No estágio terciário, a sífilis pode causar sérios problemas de saúde, como danos ao cérebro, coração e outros órgãos.

A sífilis é geralmente tratada com antibióticos, especialmente penicilina. O tratamento precoce pode curar a doença e prevenir complicações graves. No entanto, o tratamento pode não reverter danos já causados pela sífilis em estágios avançados. É importante realizar testes de detecção e tratamento precoces para controlar a disseminação da doença e prevenir complicações graves.

De acordo com a [MedlinePlus, um serviço da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos](https://medlineplus.gov/portuguese/druginfo/meds/a601245-br000793.html), Penicilina G Procaína é um antibiótico usado para tratar várias infecções bacterianas, incluindo infecções do ouvido médio, garganta, pele, pulmões (pneumonia) e sepse (infecção generalizada do sangue).

A Penicilina G Procaína é uma forma de penicilina de ação prolongada, o que significa que ela é administrada por injeção intramuscular e mantém níveis terapêuticos no corpo durante um período mais longo do que a Penicilina G regular. Isso permite que a medicação seja administrada menos frequentemente, geralmente uma vez a cada 12 ou 24 horas.

A Penicilina G Procaína é prescrita com cautela para pacientes alérgicos à penicilina, pois eles podem ter reações alérgicas graves à medicação. Além disso, a medicação pode interagir com outros medicamentos, como anticoagulantes e probenecid, portanto, é importante informar ao médico todos os medicamentos que está tomando antes de receber uma prescrição para Penicilina G Procaína.

Como qualquer medicamento, a Penicilina G Procaína pode causar efeitos colaterais, como dor ou inflamação no local da injeção, erupções cutâneas, diarreia e reações alérgicas graves. Se você experimentar sintomas graves ou persistentes, informe imediatamente seu médico.

Em termos médicos, "cancro" é sinônimo de "câncer" e refere-se a um grupo de doenças caracterizadas por um crescimento celular descontrolado e invasivo que pode se espalhar para outras partes do corpo. As células cancerosas podem causar danos aos tecidos saudáveis, interferindo em suas funções normais e, às vezes, levando a tumores malignos. Existem diversos tipos de câncer, cada um deles afetando diferentes partes do corpo e apresentando diferentes sinais e sintomas. O tratamento varia conforme o tipo e estágio do câncer, mas geralmente inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapias dirigidas aos alvos moleculares específicos da doença.

Em termos médicos, o Líquido Cefalorraquidiano (LCR) refere-se ao líquido que circula no sistema nervoso central, rodeando o cérebro e a medula espinhal. Ele age como um amortecedor, protegendo o cérebro e a medula espinhal de impactos e traumatismos. O LCR também desempenha um papel importante no sistema imunológico, nos processos de nutrição e eliminação das células nervosas, e na manutenção da pressão normal no cérebro.

Este líquido é produzido dentro dos ventrículos cerebrais, cavidades localizadas no interior do cérebro, e flui através de um sistema de canais e espaços conhecidos como o sistema ventricular. O LCR é posteriormente reabsorvido na circulação sanguínea por meio de estruturas especializadas chamadas pacônios aracnoideos.

A análise do LCR pode fornecer informações importantes sobre o estado de saúde do sistema nervoso central, pois variações em sua composição e quantidade podem indicar a presença de diversas condições clínicas, como meningite, hemorragias cerebrais, hidrocefalia e tumores cerebrais.

De acordo com a National Library of Medicine dos EUA, Penicilina G é um antibiótico do tipo penicilina usado para tratar infeções bacterianas. É administrado por injecção e é mais eficaz contra gram-positivas bactérias. Também é conhecido como penicilina sódica ou penicilina G sódica.

A Penicilina G age inibindo a síntese da parede celular bacteriana, o que leva à lise (destruição) das células bacterianas. É usado para tratar uma variedade de infecções, incluindo pneumonia, meningite, escarlatina e infecções do coração.

Como qualquer medicamento, a Penicilina G pode causar efeitos colaterais, como reações alérgicas, diarréia e erupções cutâneas. É importante que seja usado apenas sob orientação médica e que a dose prescrita seja seguida rigorosamente para minimizar os riscos de efeitos colaterais e desenvolvimento de resistência bacteriana.

As doenças do nervo vestibulococlear, também conhecidas como doenças do ouvido interno ou do órgão de equilíbrio, são um grupo de condições que afetam o nervo vestibulococlear, que é responsável pela audição e equilíbrio. Essas doenças podem causar sintomas como perda auditiva, zumbido nos ouvidos, vertigem, desequilíbrio e tontura. Algumas das doenças que afetam esse nervo incluem a doença de Ménière, neurite vestibular, labirintite, acúfenos e tumores do nervo vestibulococlear, como o schwannoma vestibular. O tratamento dessas condições depende da causa subjacente e pode incluir medicação, terapia de reabilitação vestibular, cirurgia ou combinações destes.

A encefalite límbica é uma inflamação do cérebro que geralmente ocorre em conjunto com a meningite, ou seja, a inflamação das membranas que envolvem o cérebro e medula espinhal. É chamada de "límbica" porque frequentemente afeta o sistema límbico, uma região do cérebro que controla as emoções, comportamento e memória de longo prazo.

Esta forma rara de encefalite geralmente é causada por reações autoimunes desencadeadas por infecções virais prévias ou por determinados tipos de câncer. Em alguns casos, a causa exata da doença pode ser desconhecida.

Os sintomas da encefalite límbica podem incluir: convulsões, alterações na personalidade e no comportamento, problemas de memória, falta de coordenação muscular, dificuldade em falar ou engolir, movimentos involuntários dos olhos, rigidez do pescoço e outras partes do corpo, além de febre e dores de cabeça.

O diagnóstico geralmente é baseado em exames laboratoriais, imagens cerebrais e análises do líquor cefalorraquidiano (LCR). O tratamento pode incluir medicamentos anti-inflamatórios, corticosteroides, imunoglobulinas e plasmaferese, além de tratamento específico para qualquer infecção ou doença subjacente que possa estar presente. Em alguns casos, a terapia com plasma exchange pode ser benéfica. O prognóstico varia consideravelmente, dependendo da causa subjacente e da extensão dos danos cerebrais.

Cardiolipinas são fosfolípidos complexos que são encontrados predominantemente na membrana mitocondrial interna dos mamíferos. Elas desempenham um papel importante no processo de geração de energia da célula, especificamente na fosforilação oxidativa. Além disso, as cardiolipinas também estão envolvidas em outras funções celulares importantes, como a regulação do metabolismo lipídico e o controle da apoptose (morte celular programada).

As cardiolipinas são compostas por duas moléculas de ácido graxo insaturado ligadas a uma única molécula de glicerofosfatidilcolina. Esta estrutura única é responsável pelas suas propriedades bioquímicas e funcionais especiais, como sua capacidade de se dobrar e formar curvaturas na membrana mitocondrial interna.

As cardiolipinas também desempenham um papel importante no processo de apoptose, auxiliando no rearranjo da membrana mitocondrial e na liberação de citocromo c, uma proteína envolvida no processo de morte celular programada.

Em resumo, as cardiolipinas são um tipo importante de fosfolípido encontrado nas membranas mitocondriais internas, desempenhando um papel crucial na geração de energia e outras funções celulares importantes.

As proteínas no líquido cefalorraquidiano (LCR) referem-se à concentração de proteínas presentes no líquido que circula no sistema nervoso central, o qual inclui o cérebro e a medula espinhal. O LCR age como um fluido protetor e nutritivo para esses tecidos, e normalmente contém baixos níveis de proteínas.

Uma análise do LCR geralmente revela quantidades tráceas (pequenas) de proteínas, com valores normais inferiores a 45 mg/dL. Contudo, variações podem ocorrer dependendo da idade: recém-nascidos podem ter níveis mais altos que diminuem ao longo do tempo à medida que amadurecem.

A presença de proteínas elevadas no LCR pode indicar diversas condições, como infecções, inflamação, hemorragia, tumores ou outras doenças neurológicas. Portanto, é fundamental realizar um exame cuidadoso e interpretar os resultados em conjunto com outros achados clínicos para estabelecer um diagnóstico preciso.

A encefalite por herpes simples (HSE) é uma infecção inflamatória do cérebro causada pelo vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1), que geralmente está associado à infecção oral herpética (herpes labial ou "bexiga de frio"). No entanto, o HSV-1 pode se espalhar do nervo trigêmeo para o cérebro e causar encefalite. A HSE é uma doença rara, mas potencialmente grave e até mesmo fatal, especialmente se não for tratada rapidamente.

Os sintomas da HSE podem incluir febre alta, dores de cabeça graves, confusão mental, alterações de personalidade, convulsões, problemas de memória, fraqueza muscular unilateral ou hemiparesia, fala arrastada e visão dupla ou outros sintomas neurológicos focais. Em casos graves, a HSE pode causar coma ou morte.

O diagnóstico da HSE geralmente é confirmado por meio de exames laboratoriais, como a detecção do DNA do vírus herpes simples no líquido cefalorraquidiano (LCR) ou a identificação dos anticorpos contra o HSV-1 no LCR ou no sangue. O tratamento precoce com medicamentos antivirais, como o aciclovir, é essencial para reduzir o risco de complicações e morte. Em alguns casos, a terapia de suporte intensiva e outras medidas de tratamento podem ser necessárias para gerenciar os sintomas e prevenir danos cerebrais adicionais.

A mielite transversa é uma doença do sistema nervoso central que afeta a medula espinhal. É caracterizada por inflamação e danos à mielina, a camada protectora que recobre os nervos. Essa condição geralmente ocorre quando o sistema imunológico confunde as próprias células do corpo como algo estranho e ataca a mielina. A mielite transversa pode resultar em sintomas graves, tais como fraqueza muscular, sensação de formigamento ou entorpecimento, dificuldade para andar, problemas na coordenação dos movimentos, e disfunções urinárias e intestinais. Em casos graves, a mielite transversa pode levar a paralisia e outras complicações graves, dependendo da extensão e localização dos danos na medula espinhal. O tratamento geralmente inclui terapias de suporte, medicamentos para controlar a inflamação e manter o sistema imunológico sob controle, fisioterapia e reabilitação. Em alguns casos, a mielite transversa pode ser uma condição temporária que resolve por si só ao longo do tempo, mas em outros casos, os danos à medula espinhal podem ser permanentes e resultar em deficiências de longo prazo.

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