Subunidade do complexo promotor de anáfase cuja função primordial é prover suporte estrutural para o reconhecimento entre o módulo catalítico e o substrato do complexo. Apc4, junto com Apc5 une o subcomplexo de união do coativador tetratricopeptídeo à principal subunidade estrutural, Apc1.
A maior subunidade do complexo promotor de anáfase. Age principalmente como um arcabouço para a organização apropriada e o arranjo das subunidades. A região C-terminal do Apc-1 contém uma série de repetições de aminoácidos em tandem que também são encontradas na partícula 26S reguladora de proteassomo e pode ajudar na formação e estabilização das interações proteína-proteína.
Apc10 é necessária para o reconhecimento do substrato dependente de coativador pelo ciclossomo do complexo promotor de anáfase. Liga-se à subunidade Apc2, que é uma parte do eixo catalítico e interage com coativadores Cdh1 ou Cdc20, recrutando substratos para o complexo.
Subunidade do complexo promotor de anáfase cuja função primordial é prover suporte estrutural para o reconhecimento entre o módulo catalítico e o substrato do complexo. Apc5, junto com Apc4 liga o subcomplexo de união do coativador tetratricopeptídeo à principal subunidade estrutural, Apc1.
Junto com a subunidade Apc11, forma o núcleo catalítico da ubiquitina E3 ligase do complexo promotor de anáfase (APC-C). Sua porção N-terminal possui domínios culina que se associam com os DOMÍNIOS RING FINGER de Apc11. O Apc2 também interage com as ubiquitina E3 ligases envolvidas em reações de ubiquitinação de APC.
Junto com a subunidade Apc2, forma o eixo catalítico da ubiquitina E3 ligase, complexo promotor de anáfase do ciclossomo. Possui um domínio RING H2 que interage com o domínio culina da Apc2. A Apc11 também interage com as ubiquitina E2 ligases envolvidas nas reações de ubiquitinação de APC-C.
Subunidade altamente conservada do complexo promotor de anáfase (APC-C) que contém várias repetições tetratricopeptídicas de 34 aminoácidos. Estes domínios, também encontrados nas subunidades de Apc 3, Apc6 e Apc8, mostraram-se capazes de mediar interações proteína-proteína, sugerindo que o Apc7 pode auxiliar na coordenação do justaposição do módulo de reconhecimento das subunidades catalíticas e o substrato, referentes a coativadores e inibidores de APC-C.
Ubiquitina E3 ligase envolvida inicialmente na regulação da transição da metáfase para anáfase durante a MITOSE por meio da ubiquitinação de PROTEÍNAS DO CICLO CELULAR específicas. A atividade da enzima é fortemente regulada por subunidades e cofatores, que modulam a ativação, a inibição e a especificidade do substrato. O complexo promotor de anáfase, ou o APC-C, também está envolvido na diferenciação dos tecidos na PLACENTA, CRISTALINO e MÚSCULO ESQUELÉTICO, além da regulação pós-mitótica da PLASTICIDADE NEURONAL e da excitabilidade.
Subunidade altamente conservada do complexo promotor de anáfase (APC-C) que contém várias repetições tetratricopeptídicas de 34 aminoácidos. Estes domínios, também encontrados nas subunidades de Apc 3, Apc6 e Apc7, mostraram-se capazes de mediar interações proteína-proteína, sugerindo que o Apc8 pode auxiliar na coordenação do justaposição do módulo de reconhecimento das subunidades catalíticas e o substrato, referentes a coativadores e inibidores de APC-C.
Subunidade altamente conservada do complexo promotor de anáfase (APC-C) que contém várias repetições tetratricopeptídicas de 34 aminoácidos. Estes domínios, também encontrados em Apc3, Apc7 e Apc8, mostraram-se mediar as interações proteína-proteína, sugerindo que o Apc6 deva auxiliar na coordenação da justaposição das subunidades de reconhecimento dos módulos catalíticos e substrato relacionados a coativadores e inibidores APC-C.
Subunidade altamente conservada do complexo promotor de anáfase que contém várias repetições tetratricopeptídicas de 34 aminoácidos. Estes domínios, também encontrados nas subunidades de Apc 6, 7 e 8, mostraram-se capazes de mediar interações proteína-proteína, sugerindo que o Apc3 pode auxiliar na coordenação do justaposição do módulo de reconhecimento das subunidades catalíticas e o substrato, referentes a coativadores e inibidores de APC-C.
Complexos enzimáticos que catalisam a ligação covalente da UBIQUITINA a outras proteínas formando uma ligação peptídica entre a GLICINA C-terminal da UBIQUITINA e os grupos alfa-amino dos resíduos de LISINA na proteína. Os complexos desempenham um papel importante na mediação da degradação seletiva das proteínas anormais e de vida curta. O complexo enzimático pode ser quebrado em três componentes que envolvem a ativação da ubiquitina (ENZIMAS ATIVADORAS DE UBIQUITINA), conjugação da ubiquitina ao complexo ligase (ENZIMAS DE CONJUGAÇÃO DE UBIQUITINA) e ligação da ubiquitina ao substrato proteico (UBIQUITINA-PROTEÍNA LIGASES).
Proteínas altamente conservadas que se ligam especificamente e ativam o ciclossomo do complexo promotor de anáfase, promovendo a ubiquitinação e a proteólise de proteínas reguladoras do ciclo celular. A Cdc20 é essencial para a atividade do complexo promotor de anáfase, da iniciação da anáfase e da proteólise durante a mitose.
Cdh1 é um ativador do ciclossomo do complexo promotor de anáfase e está envolvido no reconhecimento do substrato. Associa-se com o complexo nas fases finais da MITOSE da anáfase através de G1 para regular a atividade de QUINASES DEPENDENTES DE CICLINAS e para impedir a replicação prematura de DNA.
Fase da divisão do núcleo celular após a METAFASE, em que as CROMÁTIDES se separam e migram para polos opostos do fuso.
Proteínas que controlam o CICLO DE DIVISÃO CELULAR. Esta família de proteínas inclui uma ampla variedade de classes, entre elas as QUINASES CICLINA-DEPENDENTES, quinases ativadas por mitógenos, CICLINAS e FOSFOPROTEÍNAS FOSFATASES, bem como seus supostos substratos, como as proteínas associadas à cromatina, PROTEÍNAS DO CITOESQUELETO e FATORES DE TRANSCRIÇÃO.
Tipo de divisão do NÚCLEO CELULAR, através do qual os dois núcleos das células filhas normalmente recebem complementos idênticos do número de CROMOSSOMOS das células somáticas da espécie.
Classe de enzimas que catalisam a formação de uma ligação entre duas moléculas de um substrato, acoplada com a hidrólise de uma ligação pirofosfato no ATP ou um doador semelhante de energia. (Dorland, 28a ed). EC 6.
A securina está envolvida no controle da transição metáfase-anáfase durante a MITOSE. Promove o começo da anáfase por meio o bloqueio da função SEPARASE e da prevenção da proteólise da coesina e separação das CROMÁTIDES irmãs. A superexpressão de securina está associada com a TRANSFORMAÇÃO CELULAR NEOPLÁSICA e com a formação de tumor.
Subtipo de ciclina que é transportada para o NÚCLEO CELULAR no final da FASE G2. Estimula a transição entre as fases G2/M pela ativação da PROTEÍNA QUINASE CDC2.
Mad2 é um componente do aparelho do ponto de checagem do fuso. Liga-se à subunidade ativadora de Cdc20 do complexo promotor de anáfase, prevenindo o começo da anáfase até que todos os cromossomos estejam alinhados de forma adequada na placa metafásica. A Mad2 é necessária para a captura apropriada de microtúbulos nos CINETOCOROS.
Classe diversa de enzimas que interagem com as ENZIMAS DE CONJUGAÇÃO DE UBIQUITINA e substratos proteicos específicos da ubiquitinação. Cada membro deste grupo de enzimas tem sua própria especificidade distinta para um substrato e enzima de conjugação de ubiquitina. As ubiquitina-proteína-ligases existem como proteínas monoméricas e como complexos multiproteicos.
Fase da divisão do núcleo celular após a PROMETÁFASE, em que os CROMOSSOMOS se alinham no plano equatorial do FUSO MITÓTICO antes da separação.
Estrutura composta por microtúbulos que se forma durante a DIVISÃO CELULAR. Consiste de dois POLOS DO FUSO, e conjuntos de MICROTÚBULOS que podem incluir os microtúbulos do áster, os microtúbulos polares e os microtúbulos do cinetocoro.
Família de proteínas que compartilha os MOTIVOS F-BOX e estão envolvidas com as interações proteína-proteína. Desempenham um importante papel nos processos de ubiquitinação proteica por associação com diversos substratos que, por sua vez, vão resultar em complexos de SCF UBIQUITINA LIGASE. Estas proteínas são mantidas no complexo ubiquitina-ligase via ligação às proteínas com domínio SKP.
Subtipo de ciclina B que se colocaliza com MICROTÚBULOS durante a INTÉRFASE e é transportado para dentro do NÚCLEO CELULAR no final da FASE G2.
Ato de ligação de UBIQUITINAS a PROTEÍNAS formando complexos ubiquitina-proteína ligase, que marcam as proteínas que deverão ser transportadas para o COMPLEXO ENDOPEPTIDASE PROTEASSOMA, onde ocorre proteólise.
Fase da divisão do núcleo celular após a PRÓFASE quando o rompimento do ENVELOPE NUCLEAR e o APARELHO FUSAL MITÓTICO entra na região nuclear e se une aos CINETOCOROS.
Sistema de sinalização celular que suspende a progressão de células para a MITOSE ou MEIOSE se um defeito que afetará a SEGREGAÇÃO DE CROMOSSOMOS for detectada.
Série complexa de fenômenos que ocorre entre o fim de uma DIVISÃO CELULAR e o fim da divisão seguinte, através da qual o material celular é duplicado, e então, dividido entre as duas células filhas. O ciclo celular inclui a INTERFASE que inclui a FASE G0, FASE G1, FASE S e FASE G2 e a FASE DE DIVISÃO CELULAR.
Subtipo de ciclina A amplamente expresso que funciona durante as transições G1/S e G2/M do CICLO CELULAR.
Proteínas obtidas da espécie SACCHAROMYCES CEREVISIAE. A função de proteínas específicas deste organismo são objeto de intenso interesse científico e têm sido usadas para obter a compreensão básica sobre o funcionamento de proteínas semelhantes em eucariontes superiores.
Peptídeo altamente conservado composto por 76 aminoácidos universalmente encontrado nas células de eucariotos que atua como marcador no TRANSPORTE PROTEICO intracelular e na degradação proteica. A ubiquitina torna-se ativada após várias etapas complexas e forma uma ligação isopeptídica com os resíduos de lisina de proteínas específicas na célula. Estas proteínas "ubiquitinadas" podem ser reconhecidas e degradadas por proteossomos ou serem transportadas para compartimentos específicos na célula.
Classe de enzimas que forma uma ligação tioester para a UBIQUITINA com a ajuda das ENZIMAS ATIVADORAS DE UBIQUITINA. Transferem a ubiquitina para a LISINA de um substrato proteico com a ajuda das UBIQUITINA-PROTEÍNA-LIGASES.
Fosfoproteína com atividade de proteína quinase que funciona na transição de fase G2/M do CICLO CELULAR. É a subunidade catalítica do FATOR PROMOTOR DE MATURAÇÃO e se complexa tanto com a CICLINA A como com a CICLINA B das células de mamíferos. A atividade máxima da quinase 1 dependente de ciclina é alcançada quando esta é totalmente desfosforilada.
Separase é uma cisteína protease semelhante a caspase que desempenha um papel central para desencadear a ANÁFASE por meio da clivagem da subunidade SCC1/RAD21 do complexo coesina. A coesina mantém as duas CROMÁTIDES juntas durante a METÁFASE e sua clivagem resulta na segregação cromossômica.
Tipo de divisão do NÚCLEO CELULAR que ocorre durante a maturação das CÉLULAS GERMINATIVAS. A duplicação de um único cromossomo (FASE S) é seguida por duas divisões sucessivas do núcleo celular, que resulta em células filhas com a metade do número de CROMOSSOMOS das células dos pais.
A primeira LINHAGEM CELULAR humana maligna continuamente cultivada, derivada do carcinoma cervical de Henrietta Lacks. Estas células são utilizadas para a CULTURA DE VÍRUS e em ensaios de mapeamento de drogas antitumorais.
Proteínas obtidas da espécie Schizosaccharomyces pombe. As funções específicas das proteínas deste organismo são objeto de intenso interesse científico e têm sido usadas para investigar o conhecimento básico do funcionamento de proteínas semelhantes em eucariontes superiores.
Subtipo de ciclina que possui especificidade para a PROTEÍNA QUINASE CDC2 e QUINASE 2 DEPENDENTE DE CICLINA. Exerce papel na progressão do CICLO CELULAR nas transições entre as fases G1/S e G2/M.
Segregação ordenada dos CROMOSSOMOS durante a MEIOSE ou MITOSE.
Proteína quinase codificada pelo gene CDC28 de Saccharomyces cerevisiae e necessária para a progressão da FASE G1 para a FASE S do CICLO CELULAR.
Subgrupo de ubiquitina proteína ligase formadas pela associação de uma proteína com domínio SKP, uma proteína com domínio CULINA e uma proteína com domínio F-BOX.
Período do CICLO CELULAR que precede a REPLICAÇÃO DO DNA na FASE S. As subfases de G1 incluem "competência" (para responder aos fatores de crescimento), G1a (entrada na G1), G1b (progressão) e G1c (conjunto). A progressão através das subfases G1 é efetuada por fatores de crescimento limitantes, nutrientes ou inibidores.
Gênero de fungos do tipo ascomiceto (família Schizosaccharomycetaceae, ordem Schizosaccharomycetales).
Proteínas celulares codificadas pelos genes c-mos (GENES MOS). Funcionam no ciclo celular para manter o FATOR PROMOTOR DE MATURAÇÃO no estado ativo e têm atividade de proteína-serina/treonina quinase. Pode ocorrer transformação oncogênica quando as proteínas c-mos são expressas na hora errada.
Proteínas encontradas em quaisquer espécies de fungos.
A geminina inibe a replicação do DNA por meio da prevenção da incorporação do complexo MCM no complexo de pré-replicação. Está ausente durante a fase G1 do CICLO CELULAR e acumula-se nas fases S, G2 e M. É degradado na transição da metáfase para a anáfase pelo CICLOSSOMO-COMPLEXO PROMOTOR DE ANÁFASE.
Família de proteínas estruturalmente relacionadas com a ubiquitina. As ubiquitinas e as proteínas semelhantes à ubiquitina participam de várias funções celulares, como a degradação de proteínas e a RESPOSTA A CHOQUE TÉRMICO, conjugando-se a outras proteínas.
Tipo de poliploidização em que vários ciclos de REPLICAÇÃO DE DNA ocorrem na ausência de DIVISÃO CELULAR e resultam em uma CÉLULA POLIPLOIDE.
Gênero aquático da família Pipidae que ocorre na África e se distingue por ter duras garras pretas nos três dedos mediais dos membros posteriores.
Cada um dos dois filamentos longitudinalmente adjacentes formados quando um cromossomo eucariótico se replica anteriormente à mitose. As cromátides permanecem unidas no centrômero. Cromátides irmãs são derivadas do mesmo cromossomo. (Tradução livre do original: Singleton & Sainsbury, Dictionary of Microbiology and Molecular Biology, 2d ed)
Grupo de enzimas que catalisa a fosforilação de resíduos de serina ou treonina nas proteínas, com ATP ou outros nucleotídeos como doadores de fosfato.
Derivado da arginina que é um substrato para muitas enzimas proteolíticas. Como um substrato para a esterase do primeiro componente do complemento, inibe a ação de C(1) sobre C(4).
Grandes complexos multiproteicos que ligam os centrômeros dos cromossomos aos microtúbulos do fuso acromático durante a metáfase no ciclo celular.
Proteínas obtidas de várias espécies de Xenopus. Aqui, estão incluídas as proteínas da rã com pinça africana (XENOPUS LAEVIS). Muitas destas proteínas foram tema de investigações científicas na área da MORFOGÊNESE e desenvolvimento.
Grupo de proteínas do ciclo celular que regulam negativamente a atividade dos complexos CICLINAS/QUINASES CICLINAS-DEPENDENTES. Inibem a evolução do CICLO CELULAR e auxiliam no controle da PROLIFERAÇÃO CELULAR após um estresse genotóxico assim como durante a DIFERENCIAÇÃO CELULAR.
Proteínas encontradas no núcleo de uma célula. Não se deve confundir com NUCLEOPROTEÍNAS, que são proteínas conjugadas com ácidos nucleicos, que não estão necessariamente no núcleo.
Processo pelo qual substâncias endógenas ou exógenas ligam-se a proteínas, peptídeos, enzimas, precursores proteicos ou compostos relacionados. Medidas específicas de ligantes de proteínas são usadas frequentemente como ensaios em avaliações diagnósticas.
Nocodazol é um antineoplásico que mostra seu efeito despolimerizando os microtúbulos.
Cadeias simples de aminoácidos que são as unidades das PROTEÍNAS multiméricas. As proteínas multiméricas podem ser compostas por subunidades idênticas ou não idênticas. Uma ou mais subunidades monoméricas podem compor um protômero, que em si é uma subunidade de um grupo maior.
Qualquer mudança detectável e hereditária que ocorre no material genético causando uma alteração no GENÓTIPO e transmitida às células filhas e às gerações sucessivas.
Clivagem de proteínas em peptídeos menores ou aminoácidos por PROTEASES ou por mecanismo não enzimático (por exemplo, hidrólise). Não inclui PROCESSAMENTO DE PROTEÍNA PÓS-TRADUCIONAL.
Espécie do gênero SACCHAROMYCES (família Saccharomycetaceae, ordem Saccharomycetales) conhecida como levedura "do pão" ou "de cerveja". A forma seca é usada como suplemento dietético.
Grande complexo de múltiplas subunidades que desempenha um papel importante na degradação da maioria das proteínas nucleares e citosólicas das células eucarióticas. Contém um subcomplexo catalítico de 700 KDa e dois subcomplexos regulatórios de 700 kDa. O complexo digere as proteínas ubiquitinadas e as ativadas via antienzima ornitina descarboxilase.
Primeira fase da divisão do núcleo celular, na qual os CROMOSSOMOS se tornam visíveis, o NÚCLEO CELULAR começa a perder sua identidade, o FUSO MITÓTICO aparece e os CENTRÍOLOS migram em direção a polos opostos.
Fase do CICLO CELULAR após a fase G1 e precede a fase G2, quando o conteúdo total de DNA do núcleo é duplicado. É obtido por uma replicação bidirecional em vários sítios ao longo de cada cromossomo.
Processo pelo qual se divide o CITOPLASMA de uma célula.
Ordem dos aminoácidos conforme ocorrem na cadeia polipeptídica. Isto é chamado de estrutura primária das proteínas. É de importância fundamental para determinar a CONFORMAÇÃO DA PROTEÍNA.
Genes codificadores das proteínas que controlam o CICLO DA DIVISÃO CELULAR. Estes genes formam uma rede controladora que culmina no início da MITOSE por ativação da PROTEÍNA P34CDC2.
Componentes estruturais de proteínas comumente observados, formados por combinações simples de estruturas secundárias adjacentes. Uma estrutura comumente observada pode ser composta por uma SEQUÊNCIA CONSERVADA que pode ser representada por uma SEQUÊNCIA CONSENSO.
Família de proteínas, estruturalmente relacionadas, que foram originalmente identificadas por sua capacidade em formar complexos com proteínas CICLINAS. Todas apresentam um dominio comum que se liga especificamente aos MOTIVOS F-BOX. Formam parte das PROTEÍNAS LIGASES SKP CULINA F-BOX, nas quais podem unir-se a diversas PROTEÍNAS F-BOX.
Descrições de sequências específicas de aminoácidos, carboidratos ou nucleotídeos que apareceram na literatura publicada e/ou são depositadas e mantidas por bancos de dados como o GENBANK, European Molecular Biology Laboratory (EMBL), National Biomedical Research Foundation (NBRF) ou outros repositórios de sequências.
Proteínas às quais os íons de cálcio estão ligados. Podem atuar como proteínas transportadoras, reguladoras ou ativadoras. Contêm tipicamente MOTIVOS EF HAND.
Aspecto característico [(dependência)] da atividade enzimática em relação ao tipo de substrato com o qual a enzima (ou molécula catalítica) reage.
Células germinativas femininas derivadas dos OOGÔNIOS e denominados OÓCITOS quando entram em MEIOSE. Os oócitos primários iniciam a meiose, mas detêm-se durante o estágio diplóteno até a OVULAÇÃO na PUBERDADE para produzir oócitos ou óvulos secundários haploides (ÓVULO).
Família de serina-treonina quinases que estão envolvidas na regulação da MITOSE. Estão envolvidas em muitos aspectos da divisão celular, incluindo a duplicação do centrossomo, a formação do FUSO MITÓTICO, o alinhamento de cromossomo, a ligação ao fuso, a ativação do ponto de checagem e a CITOCINESE.
Preparações de constituintes celulares, ou materiais, frações (isolates), ou substâncias subcelulares.
Período do CICLO CELULAR após a síntese de DNA (FASE S) e que precede a FASE M (fase de divisão celular). Neste ponto do ciclo, os CROMOSSOMOS são tetraploides.
Ordem de fungos, do filo Ascomycota, que se multiplicam por brotamento. Inclui ascomicetos leveduriformes teleomórficos que são encontrados em diversos habitats.
Fenômeno de inativação gênica, pelo qual os RNAds (RNA DE CADEIA DUPLA) desencadeiam a degradação de RNAm homólogo (RNA MENSAGEIRO). Os RNAs de cadeia dupla específicos são processados em RNA INTERFERENTE PEQUENO (RNAsi) que serve como guia para a clivagem do RNAm homólogo no COMPLEXO DE INATIVAÇÃO INDUZIDO POR RNA. A METILAÇÃO DE DNA também pode ser desencadeada durante este processo.
Proteínas de adesão celular dependentes de cálcio. São importantes para a formação das JUNÇÕES ADHERENS entre células. As caderinas são classificadas de acordo com sua especificidade imunológica e tecidual por letras (E de epitelial, N de neural e P de placenta) ou por números (caderina 12 ou N-caderina 2 para a caderina do encéfalo). As caderinas promovem a adesão celular via um mecanismo homofílico e desempenham um papel na construção de tecidos e de todo o corpo do animal.
Proteínas que mantêm a dormência transcricional de GENES ou ÓPERONS específicos. As proteínas repressoras clássicas são as proteínas ligantes de DNA que estão normalmente ligadas à REGIÃO OPERADORA de um óperon, ou os ELEMENTOS FACILITADORES de um gene até que ocorra algum sinal que ocasione seu desprendimento.
Prófase da primeira divisão da MEIOSE (na qual ocorre a SEGREGAÇÃO DE CROMOSSOMOS homólogos). É dividida em cinco estágios: leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese.
Introdução de um grupo fosfato em um composto [respeitadas as valências de seus átomos] através da formação de uma ligação éster entre o composto e um grupo fosfato.
Oligômero formado pela sequência de ligação isopeptídica da glicina C-terminal de uma molécula de UBIQUITINA ao resíduo lisina de outra molécula de ubiquitina. É estruturalmente distinto da UBIQUITINA C, que é uma proteína simples contendo uma sequência de peptídeos da ubiquitina arranjados um atrás do outro.
O centro celular que consiste de um par de CENTRÍOLOS, envolvidos por uma nuvem de material amorfo, chamada de região pericentriolar. Durante a interfase, os microtúbulos nucleados do centrossomo superam o crescimento. O centrossomo duplica e (durante a mitose) se separa para formar os dois polos do fuso mitótico (APARELHO FUSAL MITÓTICO).
Representações teóricas que simulam o comportamento ou a actividade de processos biológicos ou doenças. Para modelos de doença em animais vivos, MODELOS ANIMAIS DE DOENÇAS está disponível. Modelos biológicos incluem o uso de equações matemáticas, computadores e outros equipamentos eletrônicos.
Representante do GYROVIRUS, pequeno vírus DNA, sem capa, originalmente isolado de vacinas contaminadas no Japão. Causador da anemia infecciosa em galinhas e talvez tenha um papel fundamental na síndrome da anemia hemorrágica, dermatite anêmica e doença da asa azul.
Proteína quinases que controlam a progressão do ciclo celular em todos os eucariotos e requerem a associação física com as CICLINAS para atingir a atividade enzimática plena. As quinases dependentes de ciclina são reguladas por eventos de fosforilação e desfosforilação.
Família de proteínas com domínio F-box que contem sequências homólogas às subunidades transducina beta. Estas proteínas desempenham um importante papel na via de degradação proteica por converterem em componentes das PROTEÍNAS LIGASES SKP CULINA F-BOX, que atuam seletivamente sobre um subgrupo de proteínas, entre as quais a beta-catenina e a IkappaBbeta.
Família de proteínas estruturalmente relacionadas que foram descobertas originalmente pelo seu papel na regulação do ciclo celular em CAENORHABDITIS ELEGANS. Desempenham papéis importantes na regulação do CICLO CELULAR e como componentes das UBIQUITINA-PROTEÍNA LIGASES.
Família de enzimas que catalisam a conversão de ATP e uma proteína a ADP e uma fosfoproteína.

A subunidade APC4 (Anaphase-Promoting Complex Subunit 4) é um componente do complexo proteína promovente da anáfase (APC/C), que desempenha um papel crucial na regulação do ciclo celular eugnóico em eucariotos. O APC/C é uma grande E3 ubiquitina ligase multiproteica responsável pela marcação de proteínas específicas com moléculas de ubiquitina, o que as destina à degradação proteossomal e controla a progressão das fases mitótica e meiótica.

A subunidade APC4 do Ciclossomo-Complexo Promotor de Anáfase é uma proteína integral do complexo APC/C, que participa ativamente na seleção e reconhecimento dos substratos a serem ubiquitinados. Além disso, APC4 desempenha um papel importante no processo de ativação do complexo APC/C durante as diferentes fases do ciclo celular.

A subunidade APC4 é codificada pelo gene ANAPC4 e apresenta domínios estruturais específicos, como o domínio HEAT (Huntingtin, Elongation factor 3, protein phosphatase 2A, TOR1), que é comum em proteínas envolvidas em interações proteína-proteína e na organização de complexos multiproteicos.

Em resumo, a subunidade APC4 do Ciclossomo-Complexo Promotor de Anáfase é uma importante proteína reguladora que desempenha um papel fundamental no processo de ubiquitinação e degradação de substratos proteicos durante o ciclo celular, garantindo a progressão ordenada das fases mitótica e meiótica.

A subunidade APC1 (Anaphase Promoting Complex Subunit 1) é um componente essencial do complexo promotor da anáfase (APC/C), que desempenha um papel fundamental no processo de divisão celular. O APC/C é uma enorme E3 ubiquitina ligase, envolvida na marcação de proteínas específicas com moléculas de ubiquitina, sinalizando-as para a degradação proteossomal durante a anáfase mitótica e a telofase meiótica.

A subunidade APC1, também conhecida como CDC27 em leveduras, é uma proteína de aproximadamente 130 kDa que pertence à família das proteínas F-box. As proteínas F-box são caracterizadas pela presença do motivo F-box, um domínio de aproximadamente 40 aminoácidos que interage com a proteína Skp1, fazendo parte da estrutura do APC/C. Além disso, a subunidade APC1 contém outros domínios importantes para a atividade ubiquitina ligase, como o domínio WD40, que é responsável pela interação com as substratos proteicos a serem degradados.

A formação do complexo APC/C requer a montagem correta dos diferentes subúntidos, incluindo a subunidade APC1. A ativação do APC/C ocorre em duas etapas, sendo regulada por proteínas de ligação e modificações póst-traducionais, como a fosforilação. O complexo APC/C desempenha um papel crucial na garantia da progressão ordenada do ciclo celular, especialmente no controle da transição mitose-g1 e meiose-interfase, através da degradação de inibidores e reguladores importantes.

Em resumo, a subunidade APC1 é um componente fundamental do complexo ubiquitina ligase APC/C, responsável pela regulação do ciclo celular. Seu papel no reconhecimento e ligação aos substratos proteicos, além de sua interação com outras subunidades do complexo, é essencial para a atividade ubiquitina ligase e o controle da progressão ordenada do ciclo celular.

A subunidade APC10 (Anaphase Promoting Complex Subunit 10, também conhecida como CDC27 ou FZR1) é uma proteína que desempenha um papel crucial no complexo promotor da anáfase (APC/C), um importante ubiquitina ligase que regula o ciclo celular eugnóico em eucariotos. O APC/C é responsável pela marcação de proteínas específicas com moléculas de ubiquitina, o que as destina à degradação proteossomal e controla assim a progressão dos estágios do ciclo celular.

A subunidade APC10 é um componente essencial do complexo APC/C e age como uma das duas principais subunidades receptoras de substratos (juntamente com a subunidade APC8/CDC23). APC10 interage diretamente com as proteínas alvo, promovendo sua ligação ao complexo APC/C e facilitando o processo de ubiquitinação. Além disso, a subunidade APC10 também participa na regulação da atividade do APC/C, através da interação com as proteínas reguladoras do ciclo celular, como a CDC20 e a CDH1.

Apesar de ser um componente fundamental do complexo promotor da anáfase, a subunidade APC10 não é absolutamente necessária para todas as atividades ubiquitina-ligases do APC/C. Estudos recentes demonstraram que outras subunidades podem compensar a falta de APC10 em determinadas condições, mantendo assim a integridade e a função do complexo. No entanto, a perda ou a inativação da subunidade APC10 geralmente levam a graves disfunções no ciclo celular, resultando em fenótipos anormais, como a aneuploidia e o câncer.

A subunidade APC5 do complexo promotor da anáfase (APC/C) é uma proteína que desempenha um papel fundamental na regulação do ciclo celular em eucariotos. O complexo APC/C é uma E3 ubiquitina ligase, responsável pela marcação de outras proteínas com moléculas de ubiquitina, o que as destina à degradação proteossomal.

A subunidade APC5, também conhecida como Cdc27 em leveduras e humanos, é uma das subunidades essenciais do complexo APC/C. Ela faz parte da estrutura do complexo e desempenha um papel importante na especificidade da substrato e no processo de ubiquitinação. Além disso, a subunidade APC5 pode interagir com outras proteínas reguladororas do ciclo celular, como a CDH1 e a CDC20, para modular a atividade do complexo APC/C ao longo das diferentes fases do ciclo.

A subunidade APC5 é essencial para a progressão da mitose e da meiose, sendo necessária para a destruição controlada de proteínas que inibem a anáfase, como a securina e a cyclina B. Desta forma, a sua ativação e regulação são essenciais para o correcto andamento do ciclo celular e para a prevenção da ocorrência de erros genéticos e anormalidades citológicas.

A subunidade APC2 (Anaphase Promoting Complex Subunit 2) é um componente do complexo proteína do ciclo celular conhecido como Ciclossomo-Complexo Promotor de Anáfase (APC/C). O APC/C desempenha um papel fundamental na regulação do ciclo celular, particularmente durante a transição entre as fases mitótica e anafase da divisão celular.

A subunidade APC2 é uma proteína que ajuda a formar o núcleo estrutural do complexo APC/C. Ela interage com outras subunidades para formar um ambiente ativo no qual as ubiquitina ligases podem adicionar moléculas de ubiquitina a proteínas específicas, marcando-as para degradação proteolítica.

A degradação dessas proteínas é crucial para o progresso do ciclo celular em momentos específicos. Por exemplo, a degradação da proteína securina durante a transição mitose-anafase permite a separação das cromátides irmãs e o início da anáfase.

Em resumo, a subunidade APC2 do Ciclossomo-Complexo Promotor de Anáfase é uma proteína essencial para a formação do complexo APC/C, que desempenha um papel crucial na regulação do ciclo celular por meio da ubiquitinação e subsequente degradação de proteínas específicas.

A subunidade APC11 (Anaphase Promoting Complex Subunit 11) é um componente essencial do complexo promotor da anáfase (APC/C), que desempenha um papel fundamental no controle do ciclo celular eufuncional em eucariotos. O APC/C é uma enorme E3 ubiquitina ligase, responsável pela ubiquitinação de proteínas-chave durante a progressão da mitose e da meiose.

A subunidade APC11, codificada pelo gene ANAPC5 em humanos, é uma proteína de 23 kDa que se localiza no núcleo e no citoplasma celular. Ela interage diretamente com a subunidade catalítica do complexo, APC2, formando um núcleo catalítico ativo responsável pela transferência de ubiquitina para os substratos alvo. Além disso, a subunidade APC11 também participa da interação com as proteínas coativas CDC20 e CDH1, que funcionam como reguladores do ciclo celular ao atuar como ligases específicas de substratos para o complexo APC/C.

A regulação precisa da subunidade APC11 é crucial para garantir a progressão ordenada e controlada dos eventos mitóticos, incluindo a separação das cromátides irmãs durante a anáfase e a entrada em interfase. Desta forma, alterações na expressão ou atividade da subunidade APC11 podem resultar em defeitos no controle do ciclo celular, levando a possíveis consequências fenotípicas indesejáveis, como anormalidades no crescimento e desenvolvimento celulares ou mesmo a carcinogênese.

A subunidade APC7 do complexo promotor da anáfase (APC/C) é uma proteína que desempenha um papel crucial na regulação do ciclo celular em eucariotos. O complexo promotor da anáfase é uma grande E3 ubiquitina ligase, responsável pela marcação de outras proteínas com moléculas de ubiquitina, o que as destina à degradação proteossomal. A subunidade APC7 é um componente essencial do complexo APC/C e desempenha um papel importante na sua formação e função.

A proteína APC7 pertence à família das WD40 repeat proteins, que são conhecidas por participarem em diversas interações proteicas e processos celulares. APC7 é particularmente importante para a atividade catalítica do complexo APC/C, uma vez que está diretamente envolvida no processo de transferência da ubiquitina dos substratos. Além disso, a subunidade APC7 também desempenha um papel na especificidade do substrato, auxiliando o complexo APC/C a reconhecer e marcar as proteínas corretas para degradação durante diferentes fases do ciclo celular.

A subunidade APC7 é essencial para a progressão normal do ciclo celular, e alterações em seu gene ou função podem resultar em defeitos na regulação da mitose e meiose, levando potencialmente a anormalidades no desenvolvimento e doenças genéticas.

O Ciclossomo-Complexo Promotor de Anáfase (CPA) é uma estrutura proteica crucial para a regulação do ciclo celular e a progressão da mitose em células eucarióticas. Ele desempenha um papel fundamental no controle da transição entre as fases de anáfase e telófase durante a divisão celular.

A CPA é composta por quatro proteínas principais: Cdc20 (ou Fizzy), Cdh1 (ou Fizzy-Related), BubR1 (ou Mad3) e Bub3. Estas proteínas se associam para formar um complexo que atua como um E3 ubiquitina ligase, responsável pela marcação de outras proteínas com ubiquitina, o que as destina à degradação pelo proteassoma 26S.

Durante a mitose, a CPA regula a transição da anáfase inibindo a atividade da anilina ciclina-dependente (CDC20-Cyclin B), uma cinase que promove a separação das cromátides irmãs. Ao inibir a CDC20-Cyclin B, a CPA permite que as células verifiquem se os centrômeros estão corretamente alinhados e o complexo de coesina é destruído, garantindo assim a segregação correta do material genético durante a anáfase.

Quando tudo estiver pronto para a transição da anáfase, as proteínas que inibem a CPA são removidas ou inativadas, permitindo que a CDC20-Cyclin B se active e promova a separação das cromátides irmãs. A degradação dos inibidores da CPA é mediada por uma via de sinalização que envolve a fosforilação e a ubiquitinação dessas proteínas, o que as marca para a degradação proteossomal.

Em resumo, a CPA desempenha um papel crucial na regulação da transição da anáfase durante a mitose, garantindo que os centrômeros estejam corretamente alinhados e o material genético seja segregado de forma correta. A inativação ou remoção dos inibidores da CPA é um ponto crucial neste processo, permitindo que a CDC20-Cyclin B se active e promova a separação das cromátides irmãs.

A subunidade APC8, também conhecida como CDC23 ou FZR1, é um componente fundamental do complexo promotor da anáfase (APC/C) no ciclo celular eucariótico. O APC/C é uma E3 ubiquitina ligase que desempenha um papel crucial na regulação da progressão do ciclo celular, particularmente durante a transição entre as fases mitose e G1.

A subunidade APC8 é uma proteína de aproximadamente 90 kDa que faz parte da estrutura do complexo APC/C. Ela interage com outras subunidades do complexo, como APC2, para formar um heterodímero que participa na reconhecimento e ligação aos substratos ubiquitinados. Além disso, a subunidade APC8 é essencial para a atividade catalítica do APC/C, uma vez que ajuda a posicionar as subunidades catalíticas adequadamente durante o processo de ubiquitinação.

A regulação da subunidade APC8 é controlada por diversos mecanismos, incluindo a fosforilação e a interação com outras proteínas reguladororias. Por exemplo, a fosforilação da subunidade APC8 pode modular sua atividade e afetar a ligação do complexo APC/C a seus substratos. Além disso, a interação de APC8 com outras proteínas, como a CDH1 ou a CDC20, pode influenciar a especificidade do substrato do complexo APC/C e, assim, controlar a progressão do ciclo celular.

Em resumo, a subunidade APC8 é uma proteína essencial do complexo promotor da anáfase (APC/C) que desempenha um papel fundamental na regulação da progressão do ciclo celular por meio da ubiquitinação de substratos específicos. A sua atividade é controlada por diversos mecanismos, incluindo a fosforilação e a interação com outras proteínas reguladororias.

A subunidade APC6 do complexo promotor de anáfase (APC/C) é um componente essencial desse importante regulador da progressão do ciclo celular em células eucarióticas. O APC/C é uma grande E3 ubiquitina ligase que desempenha um papel central na regulação do ciclo celular, marcando especificamente proteínas para degradação por ubiquitinação.

A subunidade APC6, também conhecida como APC5 ou CDC27, é uma das subunidades essenciais e está diretamente envolvida na atividade ligase do complexo APC/C. Ela auxilia no reconhecimento e na ligação de substratos específicos para a ubiquitinação, o que leva à sua subsequente degradação proteossomal e, assim, controla eventos importantes no ciclo celular, como a transição da metáfase para a anáfase durante a divisão celular.

Mutações em genes que codificam subunidades do complexo APC/C, incluindo APC6, têm sido associadas a vários distúrbios genéticos e à patogênese de certos tipos de câncer. Portanto, uma compreensão detalhada da estrutura e função desse complexo é fundamental para o avanço do conhecimento em biologia celular e medicina.

A subunidade APC3 (Anaphase Promoting Complex Subunit 3) é um componente do complexo proteína E3 ubiquitina ligase, denominado Ciclossomo-Complexo Promotor de Anáfase (APC/C). O APC/C desempenha um papel fundamental na regulação do ciclo celular eucariótico, especialmente durante a transição entre as fases mitótica e anafase.

A subunidade APC3, também conhecida como Cdc27 em leveduras ou Fzr1 em *Drosophila*, é uma proteína integral do complexo APC/C. Ela participa ativamente na ligação de ubiquitina a substratos específicos, marcando-os para degradação proteossomal. Isso resulta no controle da estabilidade e atividade de diversos reguladores do ciclo celular, como as cinases dependentes de ciclina (CDKs) e a proteína de ligação às cinases (CKS).

A subunidade APC3 é essencial para a ativação do complexo APC/C em diferentes pontos do ciclo celular, sendo regulada por interações com outras subunidades e modificações póst-traducionais. Além disso, a sua expressão geralmente é constitutiva, o que contrasta com as subunidades APC2 e APC11, cujas expressões são reguladas durante o ciclo celular.

Em resumo, a subunidade APC3 do Ciclossomo-Complexo Promotor de Anáfase é uma proteína fundamental no controle da progressão do ciclo celular eucariótico, desempenhando um papel crucial na ativação do complexo APC/C e na degradação de substratos específicos.

Os complexos ubiquitina-proteína ligase (E3) são enzimas que desempenham um papel fundamental no processo de ubiquitinação, que é uma modificação postraducional de proteínas envolvida na regulação da estabilidade e função das proteínas. Este complexo é composto por duas ou três subunidades: ubiquitina-conjugating enzyme (E2) e ubiquitin ligase (E3), sendo que a E3 é responsável pela especificidade da substrato, reconhecendo as proteínas alvo para marcar com ubiquitina. A adição de ubiquitina pode resultar em diferentes consequências, como a degradação das proteínas por parte do proteossoma ou alterações na localização e interação dessas proteínas no interior da célula. Devido à sua importância na regulação celular, defeitos nos complexos ubiquitina-proteína ligase têm sido associados a diversas patologias, incluindo doenças neurodegenerativas e câncer.

Cdc20 (Divisão-Controlada por Proteína 20) é uma proteína que atua como reguladora crucial no processo de divisão celular em eucariotos. Ela se associa e ativa a anápase-promovente complexo (APC/C), um ubiquitina ligase essencial para a progressão da mitose e meiose. A activação do APC/C por Cdc20 leva à degradação de inibidores da anáfase, permitindo assim a separação dos cromossomas e o encerramento do ciclo celular.

A proteína Cdc20 é altamente regulada durante a divisão celular, com níveis elevados no início da anáfase e uma diminuição significativa à medida que a célula se aproxima do fim da mitose. A sua regulação é controlada por mecanismos complexos, incluindo a interação com outras proteínas e modificações pósticas, como a fosforilação e ubiquitinação.

Desregulações no funcionamento da proteína Cdc20 têm sido associadas a diversas condições patológicas, incluindo anormalidades na progressão do ciclo celular, câncer e doenças neurodegenerativas.

Cdh1 (Cadherin-1) é uma proteína que pertence à família das cadherinas clássicas e desempenha um papel importante na regulação do ciclo celular, especialmente no processo de destruição das proteínas da fase M do ciclo celular.

Cdh1 é uma subunidade da E3 ubiquitina ligase anaflase promovida por fatores (APC/C), que marca outras proteínas para degradação pelo proteossoma. Durante a fase G1 do ciclo celular, Cdh1 se liga ao APC/C e promove a degradação de proteínas que inibem a progressão da célula para a fase S, como a proteína cyclina B e securina.

Além disso, Cdh1 também desempenha um papel na regulação da transcrição genética, reparo do DNA e apoptose celular. A expressão de Cdh1 é controlada por vários fatores, incluindo a fosforilação e a ligação com outras proteínas reguladororias.

A mutação ou alteração na expressão de Cdh1 pode levar a uma série de desordens celulares, como o câncer e outras doenças genéticas.

Em medicina e biologia, a anáfase é uma fase crucial no processo de divisão celular durante a mitose ou meiose. Nesta etapa, as duas cópias das cromátides sororadas (estruturas que contêm DNA) em cada cromossoma se separam completamente uma da outra e migram para polos opostos da célula. Essa separação é facilitada por proteínas motoras, como a cinase do complexo bipolar ou a dineína, que se ligam às fibrilas do fuso acromático (uma estrutura formada por microtúbulos) e puxam as cromátides para os polos opostos. A anáfase é seguida pela telofase, na qual as membranas nucleares se reconstituem em torno de cada conjunto de cromátides separadas, marcando o final da divisão nuclear e a preparação para a divisão citoplasmática (citocinese), que irá dividir a célula em duas células filhas distintas.

As proteínas do ciclo celular são um grupo de proteínas intracelulares que desempenham papéis fundamentais na regulação e coordenação do ciclo celular, processo fundamental para o crescimento, desenvolvimento e divisão das células. O ciclo celular é composto por quatro fases principais: G1 (fase de preparação), S (fase de síntese do DNA), G2 (fase de preparação para a mitose) e M (mitose e citocinese).

Existem diferentes classes de proteínas de ciclo celular, incluindo cinases reguladoras, fosfatases, inibidores e reguladores transcripcionais. Estes controlam a progressão do ciclo celular por meio da regulação da expressão gênica, modificação das proteínas e sinalização intracelular. Algumas das principais proteínas de ciclo celular incluem as cinases dependentes de ciclina (CDKs), que são heterodímeros formados por uma subunidade reguladora, a ciclina, e uma subunidade catalítica, a CDK. A atividade das CDKs é controlada pela expressão e degradação das ciclinas ao longo do ciclo celular, bem como pela fosforilação e desfosforilação das CDKs por cinases e fosfatases específicas.

A regulação dos níveis de proteínas de ciclo celular é crucial para garantir a precisão e o controle do ciclo celular, evitando erros na replicação e segregação do DNA que poderiam levar ao desenvolvimento de anormalidades genéticas e cancerígenas. Dисрурсiões nas proteínas de ciclo celular e nas vias de sinalização associadas têm sido relacionadas a diversos transtornos, incluindo câncer, doenças neurodegenerativas e envelhecimento prematuro.

Mitose é um processo fundamental em biologia que ocorre durante a divisão celular, onde a célula-mãe se divide em duas células-filhas geneticamente idênticas. Isso é essencial para o crescimento, desenvolvimento e manutenção dos tecidos em organismos vivos.

Durante a mitose, o núcleo da célula-mãe se desfaz e os cromossomos duplos (compostos por DNA e proteínas) condensam e alinham no centro da célula. Em seguida, um mecanismo complexo de fibras microtubulares separa as cópias dos cromossomos para cada lado do centro da célula. Finalmente, a membrana nuclear se reconstitui em torno de cada conjunto de cromossomos, resultando em duas células-filhas com o mesmo número e arranjo de genes que a célula-mãe original.

A mitose é um processo altamente controlado e regulado, envolvendo uma série de eventos moleculares complexos. Ela desempenha um papel crucial em diversos processos biológicos, como o crescimento e desenvolvimento dos tecidos, a reparação de feridas e a manutenção do equilíbrio celular. No entanto, quando os mecanismos regulatórios da mitose falham ou são desregulados, isso pode levar ao câncer e outras doenças.

Ligases são um tipo específico de enzimas que catalisam a formação de ligações covalentes entre duas moléculas, geralmente entre os extremos de cadeias polinucleotídicas ou polipeptídicas. No contexto da biologia molecular e genética, as ligases desempenham um papel fundamental em processos como a reparação do DNA, a recombinação genética e a replicação do DNA.

Existem diferentes tipos de ligases presentes em organismos vivos, mas todas elas compartilham a mesma função básica: juntar duas moléculas que tenham compatibilidade para formarem uma ligação covalente. As ligases geralmente requerem energia adicional para realizar essa tarefa, normalmente obtida através da hidrólise de ATP em AMP e pirofosfato inorgânico (PPi).

Em resumo, as ligases são enzimas que catalisam a formação de ligações covalentes entre duas moléculas, mais comumente entre os extremos de cadeias polinucleotídicas ou polipeptídicas, desempenhando um papel crucial em diversos processos celulares.

La Securina é una proteína presente nei procarioti e negli eucarioti che svolge un ruolo importante nella regolazione del ciclo cellulare, in particolare durante l'apoptosi (morte cellulare programmata) e la divisione cellulare. Esistono diversi tipi di securine, ma la più studiata è la securina-Pttg1, che è stata identificata per la prima volta nei vermi nematodi Caenorhabditis elegans.

Durante l'apoptosi, la securina-Pttg1 viene degradata da specifiche proteasi, come le caspasi, portando alla separazione dei cromosomi e alla morte cellulare. Inoltre, la securina-Pttg1 è stata anche associata al cancro, poiché livelli elevati di questa proteina possono promuovere la proliferazione cellulare incontrollata e l'invasione tumorale.

In sintesi, la securina è una proteina regolatrice del ciclo cellulare che svolge un ruolo cruciale nella divisione cellulare e nell'apoptosi, e può essere associata allo sviluppo di alcune forme di cancro.

Na medicina e biologia celular, a ciclina B é uma proteína que regula o ciclo celular, especificamente no momento em que as células se preparam para se dividirem. A ciclina B se liga e ativa a enzima CDK1 (Cyclin-dependent kinase 1), formando um complexo que desempenha um papel crucial na progressão da fase G2 para a mitose.

A expressão da ciclina B aumenta durante a fase G2 do ciclo celular e atinge seu pico no início da mitose. Durante a profase, a ciclina B se liga à CDK1 e induz a fosforilação de diversos substratos, levando à reorganização do esqueleto celular, separação dos cromossomos e iniciação da divisão celular. Após a conclusão da mitose, as células entram em interfase, e a actinação das proteínas APC/C (Anaphase-promoting complex/cyclosome) induz a degradação da ciclina B, o que inibe a atividade da CDK1 e impede a progressão prematura para a mitose.

Desregulações no processo de expressão e degradação da ciclina B podem contribuir para o desenvolvimento de doenças, como o câncer, devido ao descontrole do ciclo celular e à proliferação celular inadequada.

Mad2 (Mitotic Arrest Deficient 2) é uma proteína que desempenha um papel crucial no processo de regulação do ciclo celular, especificamente durante a fase de mitose. Ela pertence à família das proteínas de controle da mitose (MCPs) e age como um importante sensor de erros na ligação dos microtúbulos ao cinetocoro, uma estrutura proteica presente no centrômero dos cromossomos que se liga aos microtúbulos durante a divisão celular.

A Mad2 desempenha um papel fundamental no mecanismo de checagem da mitose (spindle assembly checkpoint - SAC), que garante que todos os cromossomas sejam devidamente alinhados e conectados aos microtúbulos antes da divisão celular ocorrer. Quando esta verificação identifica algum erro ou desequilíbrio, a Mad2 é ativada e impede a progressão do ciclo celular, dando tempo para que as correções sejam feitas.

A proteína Mad2 existe em duas formas distintas: a forma "open" (aberta) e a forma "closed" (fechada). A forma aberta é inativa e presente no citoplasma, enquanto que a forma fechada é a forma ativa, responsável por bloquear o avanço da mitose. Quando os microtúbulos se ligam incorretamente ao cinetocoro, a Mad2 aberta se liga à proteína Cdc20, formando um complexo que subsequentemente é convertido na forma ativa e fechada da Mad2. Este complexo inibe a activação da E3 ubiquitina ligase anaphase-promoting complex/cyclosome (APC/C), o que impede a progressão para a fase de anafase e garante que as correções sejam feitas antes do processo continuar.

Em resumo, as proteínas Mad2 desempenham um papel crucial na regulação do ciclo celular, garantindo que as células sofrem as divisões corretamente e evitando a ocorrência de erros genéticos ou anormalidades citológicas.

Ubiquitina-proteína ligases (E3s) são enzimas que desempenham um papel fundamental no processo de ubiquitinação, que é uma modificação postraducional importante em células eucarióticas. A ubiquitinação envolve a adição de moléculas de ubiquitina, uma pequena proteína conservada, a outras proteínas alvo específicas. As ubiquitina-proteína ligases são responsáveis por reconhecer e interagir com as proteínas alvo, catalisando o tranferimento da ubiquitina desde uma ubiquitina activada até a proteína alvo. Este processo geralmente marca a proteína alvo para degradação proteossomal, mas também pode desempenhar outras funções regulatórias, como alterar a localização subcelular ou a atividade enzimática da proteína alvo.

A ubiquitinação é um processo sequencial que requer a participação de três tipos diferentes de enzimas: ubiquitin activating enzyme (E1), ubiquitin conjugating enzyme (E2) e ubiquitin-protein ligase (E3). Cada proteína alvo é reconhecida por uma combinação específica de E2 e E3, o que permite a regulação espacial e temporal da ubiquitinação. Existem centenas de diferentes ubiquitina-proteína ligases identificadas em células humanas, cada uma com um conjunto único de proteínas alvo e funções regulatórias.

As ubiquitina-proteína ligases podem ser classificadas em três categorias principais: HECT (Homologous to the E6-AP Carboxyl Terminus), RING (Really Interesting New Gene) e RING-between-RING (RBR). Cada categoria tem um mecanismo de ação diferente para transferir ubiquitina da E2 para o substrato. As HECT ligases possuem um domínio catalítico que recebe ubiquitina da E2 e, em seguida, transfere-a para o substrato. As RING ligases não possuem atividade catalítica própria e servem como adaptadores entre a E2 e o substrato, facilitando a transferência direta de ubiquitina do E2 para o substrato. As RBR ligases têm um domínio híbrido que combina as características das HECT e RING ligases, permitindo uma maior flexibilidade na regulação da ubiquitinação.

As ubiquitina-proteína ligases desempenham papéis importantes em diversos processos celulares, incluindo a resposta ao estresse, o ciclo celular, a diferenciação celular e a apoptose. Além disso, as alterações no funcionamento das ubiquitina-proteína ligases têm sido associadas a várias doenças humanas, como o câncer, as doenças neurodegenerativas e as doenças inflamatórias. Portanto, o estudo das ubiquitina-proteína ligases pode fornecer informações valiosas sobre os mecanismos moleculares subjacentes a esses processos e pode ajudar no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para o tratamento dessas doenças.

Em biologia celular e medicina, a metáfase é uma fase crucial do ciclo celular durante a mitose ou meiose, na qual os cromossomos se alinham no plano equatorial da célula antes de serem separados em duas células filhas. Durante a metáfase, as cromátides sororas (as duas cópias de cada cromossomo resultantes da replicação) estão maximamente condensadas e são unidas nas suas extremidades por proteínas chamadas coesinas. Além disso, o fuso mitótico, uma estrutura formada por microtúbulos, estabelece ligações entre as cromátides sororas em diferentes pares de cromossomos, alinhando-os no plano equatorial da célula. A seguir, a enzima separase é ativada e corta as coesinas, permitindo que as cromátides sororas sejam separadas e distribuídas igualmente entre as duas células filhas durante a anáfase.

O fuso acromático é uma região da célula do cone no olho responsável pela percepção e discriminação de cores. Ao contrário do fuso pigmentado, que contém os pigmentos visuais vermelhos e longos (L), verdes e médios (M) e azuis e curtos (S), o fuso acromático não contém esses pigmentos e é insensível à luz colorida. Em vez disso, ele é responsável pela visão em preto e branco e pela percepção de contraste, forma e detalhes finos da imagem visual.

A estrutura do fuso acromático inclui os cones M e L, que são frequentemente agrupados juntos e denominados cones de comprimento de onda médio (MW), bem como uma população menor de cones S especializados em detectar comprimentos de onda mais curtos. Essas células nervosas respondem a diferentes comprimentos de onda da luz, mas não possuem os pigmentos necessários para distinguir as cores. Em vez disso, eles enviam sinais ao cérebro que são processados em combinação com outras informações visuais para permitir a percepção de cores.

Em resumo, o fuso acromático é uma região da célula do cone no olho responsável pela percepção e discriminação de cores, mas não contém os pigmentos necessários para distinguir as cores. Em vez disso, ele é responsável pela visão em preto e branco e pela percepção de contraste, forma e detalhes finos da imagem visual.

As proteínas F-box são um tipo específico de proteínas que desempenham um papel fundamental no processo de ubiquitinação, o qual é responsável pela regulação da decomposição das proteínas em células. Essas proteínas recebem este nome graças à presença do domínio F-box, que é uma sequência de aminoácidos característica encontrada nessas proteínas.

O complexo SCF (SKP1-CUL1-F-box protein) é o principal responsável pela ubiquitinação das proteínas alvo e consiste em três componentes principais: SKP1, CUL1 e uma proteína F-box. A proteína F-box atua como um adaptador que permite a interação entre o complexo SCF e as proteínas específicas que serão marcadas para degradação. Existem diversos tipos de proteínas F-box, cada uma delas se associando a diferentes substratos, o que confere especificidade ao processo de ubiquitinação.

A desregulação dos processos envolvendo as proteínas F-box pode contribuir para o desenvolvimento de diversas doenças, incluindo câncer e distúrbios neurodegenerativos. Por isso, a compreensão detalhada do funcionamento das proteínas F-box é crucial para o avanço do conhecimento em diversas áreas da biomedicina.

Ciclina B1 é uma proteína que se acumula dentro da célula ao longo do ciclo celular e desempenha um papel fundamental na regulação da progressão da fase G2 para a mitose. Ela se liga e ativa a quinase dependente de ciclina CDK1, formando o complexo CDK1/Ciclina B1, que é responsável por promover a transição da fase G2 para a mitose. A atividade do complexo CDK1/Ciclina B1 é controlada por mecanismos de feed-back negativo, incluindo a fosforilação e a inativação da própria Ciclina B1 e do CDK1, bem como a degradação da Ciclina B1 mediada pelo ubiquitina-proteasoma. A regulação dessa via é crucial para garantir que as células se dividam corretamente e evitar erros genéticos que podem levar ao câncer ou outras doenças.

Ubiquitinação é um processo post-traducional fundamental em células eucarióticas que envolve a modificação covalente de proteínas com a molécula ubiquitina. Este processo desempenha um papel crucial na regulação da estabilidade e função das proteínas, além de estar envolvido em diversos processos celulares, como o controle do ciclo celular, resposta ao estresse, diferenciação celular e resposta imune.

A ubiquitinação é catalisada por uma cascata enzimática que inclui a ubiquitina activadora E1, a ubiquitina conjugante E2 e a ligase de ubiquitina E3. A ubiquitina é primeiro activada pela ubiquitina activadora E1 em uma reacção ATP-dependente, formando um tioéster entre o seu extremo carboxilo e o grupo sulfidrilo (-SH) do resíduo de cisteína da enzima. Em seguida, a ubiquitina activada é transferida para o resíduo de cisteína de uma ubiquitina conjugante E2 através dum tioéster intermediário. Finalmente, a ligase de ubiquitina E3 catalisa a ligação da ubiquitina à proteína alvo, geralmente numa reacção entre o grupo carboxilo da ubiquitina e um resíduo de lisina na proteína alvo.

A ubiquitina pode ser adicionada como uma única molécula (monoubiquitinação) ou em forma de cadeias poliubiquitina, onde várias moléculas de ubiquitina são ligadas entre si e à proteína alvo. A configuração da cadeia de ubiquitina determina o destino da proteína alvo: as cadeias de ubiquitina ligadas a lisinas K48 ou K11 geralmente promovem a degradação proteossomal, enquanto que as cadeias ligadas a lisinas K63 regulam processos como a resposta ao estresse e o tráfego intracelular.

A ubiquitina é um regulador importante da estabilidade e função das proteínas, desempenhando um papel fundamental em vários processos celulares, incluindo a degradação proteossomal, a resposta ao estresse, o tráfego intracelular, a reparação do DNA e a transcrição. O sistema ubiquitina-proteassoma é frequentemente desregulado em várias doenças, incluindo cancro, neurodegeneração e infecções virais.

Em terminologia médica e de biologia celular, a prometáfase refere-se a uma fase específica do ciclo celular que ocorre durante a mitose ou divisão celular. A prometáfase é a segunda das cinco fases da profase, que é a primeira etapa da mitose.

Durante a prometáfase, as membranas que envolvem os nucleosomas (corpos densos de DNA e proteínas) se desintegram, um processo conhecido como dissolução da membrana nuclear ou enucleação. Isso permite que os microtúbulos do fuso acromático, uma estrutura responsável pela separação dos cromossomos duplos em células divididas, se ligem aos cinetocoros (regiões proteicas especializadas) localizados nos centrómeros dos cromossomos. Essas ligações são cruciales para o correcto alinhamento e separação dos cromossomos durante a mitose posterior.

Em resumo, a prometáfase é uma fase importante da divisão celular em que os microtúbulos se ligam aos cromossomos, preparando-os para a sua separação e distribuição equitativa entre as duas células filhas.

Os Pontos de Checagem da Fase M do Ciclo Celular, também conhecidos como Points of Cell Cycle Checkpoints in the M Phase, são pontos estratégicos no ciclo celular em que as células verificam e garantem a integridade e a precisão dos eventos que ocorrem durante a fase M (mitose/citocinese), antes de continuar para a próxima divisão celular. Existem três pontos de checagem principais nesta fase:

1. Pontos de Checagem da Mitose (Mitosis Checkpoints): Estes pontos verificam se as condições necessárias foram atingidas para que a mitose prossegue, incluindo a adequada conectividade dos microtúbulos e a correta alinhamento dos cromossomos no plano equatorial do fuso mitótico.

2. Pontos de Checagem da Citocinese (Cytokinesis Checkpoints): Estes pontos garantem que as células tenham concluído a citocinese, o processo em que as células se dividem em duas células filhas distintas, antes de entrar na próxima fase do ciclo celular.

3. Pontos de Checagem da Integridade do Genoma (Genomic Integrity Checkpoints): Estes pontos verificam a integridade do genoma e garantem que as células não continuem o ciclo celular se houver danos no DNA, como quebra ou lesões. Se detectados danos, os mecanismos de reparo são ativados para corrigir esses problemas antes da continuação do ciclo celular. Caso contrário, as células podem entrar em apoptose (morte celular programada) para evitar a propagação de células com material genético defeituoso.

Esses pontos de checagem são essenciais para garantir a precisão e a integridade do ciclo celular, bem como para prevenir a proliferação de células anormais ou cancerígenas.

O ciclo celular é o processo ordenado e controlado de crescimento, replicação do DNA e divisão celular que ocorre nas células eucarióticas. Ele pode ser dividido em quatro fases distintas:

1. Fase G1: Nesta fase, a célula cresce em tamanho, sintetiza proteínas e outros macromoléculas, e se prepara para a replicação do DNA.
2. Fase S: Durante a fase S, ocorre a replicação do DNA, ou seja, as duas cópias do genoma da célula são syntetizadas.
3. Fase G2: Após a replicação do DNA, a célula entra na fase G2, onde continua a crescer em tamanho e se prepara para a divisão celular. Nesta fase, as estruturas que irão permitir a divisão celular, como o fuso mitótico, são sintetizadas.
4. Fase M: A fase M é a dividida em duas subfases, a profase e a citocinese. Na profase, o núcleo se desorganiza e as cromatides irmãs (as duas cópias do DNA replicado) se condensam e alinham no centro da célula. Em seguida, o fuso mitótico é formado e as cromatides irmãs são separadas e distribuídas igualmente entre as duas células filhas durante a citocinese.

O ciclo celular é controlado por uma complexa rede de sinais e mecanismos regulatórios que garantem que as células se dividam apenas quando estiverem prontas e em condições adequadas. Esses mecanismos de controle são essenciais para a manutenção da integridade do genoma e para o crescimento e desenvolvimento normal dos organismos.

Ciclina A2 é uma proteína que se acumula e se degrada durante o ciclo celular. Ela pertence à família das ciclinas, que são reguladoras importantes do ciclo celular, ligando-se e ativando as quinases dependentes de ciclina (CDKs). A Ciclina A2 é especificamente expressa durante a fase G2 e mitose do ciclo celular.

A formação do complexo CDK/Ciclina A2 desempenha um papel fundamental na regulação da progressão da célula através da fase G2 e da entrada na mitose. Além disso, a Ciclina A2 também está envolvida no controle da replicação do DNA e na resposta à danos no DNA.

A degradação da Ciclina A2 é mediada por ubiquitinação, um processo em que a proteína é marcada para destruição pelo sistema proteolítico ubiquitina-proteasoma. A degradação da Ciclina A2 é essencial para a célula sair da mitose e entrar na fase G1 do ciclo celular.

Desregulações no nível ou atividade da Ciclina A2 podem levar a distúrbios no controle do ciclo celular, o que pode resultar em anormalidades no crescimento e proliferação celular, assim como em patologias como o câncer.

"Proteínas de Saccharomyces cerevisiae" se referem a proteínas extraídas da levedura de cerveja comum, Saccharomyces cerevisiae, que é amplamente utilizada em processos industriais, alimentícios e de pesquisa científica. Essa levedura é um organismo modelo muito importante na biologia molecular e genética, sendo sua proteoma (conjunto completo de proteínas) bem estudado e caracterizado.

As proteínas de Saccharomyces cerevisiae desempenham diversas funções importantes no ciclo celular, metabolismo, resposta ao estresse, transporte de membrana, e outros processos biológicos essenciais. Estudar essas proteínas pode ajudar na compreensão dos fundamentos da biologia celular e em potenciais aplicações em bioengenharia, biotecnologia e medicina.

Alguns exemplos de proteínas de Saccharomyces cerevisiae incluem:

1. Proteínas de choque térmico (HSPs) - Ajudam na resposta às mudanças de temperatura e outros estressores ambientais.
2. Enzimas metabólicas - Catalisam reações químicas envolvidas no metabolismo energético, como a glicose e a oxidação do álcool.
3. Proteínas de transporte membranares - Participam do transporte ativo e passivo de moléculas através das membranas celulares.
4. Fatores de transcrição - Regulam a expressão gênica ao se ligarem a sequências específicas de DNA.
5. Proteínas estruturais - Fornecem suporte e estabilidade à célula, bem como participam da divisão celular.

Em resumo, as proteínas de Saccharomyces cerevisiae são um vasto conjunto de moléculas com diferentes funções que desempenham papéis cruciais no funcionamento e sobrevivência das células de levedura.

Ubiquitina é uma pequena proteína altamente conservada que desempenha um papel fundamental no sistema de ubiquitinação, um mecanismo regulador importante em células eucarióticas. O processo de ubiquitinação envolve a marcação de outras proteínas com moléculas de ubiquitina, o que pode levar à sua degradação, localização intracelular alterada ou modulação das interações proteína-proteína.

A ubiquitina é adicionada a substratos proteicos específicos por meio de um processo em três etapas envolvendo uma cascata enzimática: activação (E1), conjugação (E2) e ligase (E3). A ubiquitina ativada é transferida para a proteína alvo através da ação sequencial das E2 e E3, resultando na formação de uma ligação isopeptídica entre o grupo carboxila terminal da ubiquitina e um resíduo de lisina no substrato. As moléculas adicionais de ubiquitina podem ser adicionadas às ubiquitinas pré-existentes, levando à formação de cadeias poliubiquitinas com diferentes configurações topológicas e extensões.

A modificação por ubiquitina desempenha um papel crucial em diversos processos celulares, incluindo a regulação do ciclo celular, resposta ao estresse, resposta imune, diferenciação celular e apoptose. Além disso, alterações no sistema de ubiquitinação têm sido associadas a várias doenças humanas, como doenças neurodegenerativas, câncer e desordens imunes.

As enzimas de conjugação de ubiquitina desempenham um papel fundamental no processo de ubiquitinação, que é uma via importante de regulação post-traducional em células eucarióticas. A ubiquitinação consiste na ligação covalente de moléculas de ubiquitina a proteínas específicas, marcando-as para processamento posterior, como a degradação proteossomal ou o desvio da via de resposta ao estresse.

O processo de conjugação de ubiquitina envolve três classes principais de enzimas:

1. E1 - Ubiquitin activating enzyme (E1): A enzima E1 ativa a ubiquitina adicionando um grupo tiol à sua extremidade terminal, formando un complexo ubiquitina-tiolado. Em seguida, a ubiquitina é transferida para o resíduo de cisteína da próxima enzima.
2. E2 - Ubiquitin conjugating enzyme (E2): A enzima E2 recebe a ubiquitina do complexo ubiquitina-tiolado e forma um intermediário ubiquitina-E2. Existem várias isoformas de E2, cada uma com preferência por diferentes substratos proteicos.
3. E3 - Ubiquitin ligase enzyme (E3): A enzima E3 é responsável pela especificidade do substrato e promove a transferência da ubiquitina do intermediário ubiquitina-E2 para o resíduo de lisina específico no substrato proteico. Existem duas classes principais de enzimas E3: as que contêm um domínio HECT (Homólogo ao E6-AP Carboxi Terminal) e as que possuem um domínio RING (Really Interesting New Gene).

A conjugação de ubiquitina pode ocorrer como monoubiquitinação, multiubiquitinação ou poliubiquitinação. A monoubiquitinação é a adição de uma única molécula de ubiquitina a um substrato proteico e geralmente está relacionada à regulação da atividade enzimática, localização subcelular ou interação com outras proteínas. A multiubiquitinação é a adição de várias moléculas de ubiquitina ao mesmo resíduo de lisina no substrato e pode resultar em diferentes padrões de ligação, como cadeias lineares ou ramificadas. A poliubiquitinação é o processo de adição de uma cadeia de ubiquitinas ligadas entre si por isopeptídeos no resíduo de lisina C-terminal da ubiquitina, geralmente resultando em marcas para a degradação proteossomal.

A modificação por ubiquitina desempenha um papel fundamental na regulação de diversos processos celulares, como resposta ao estresse, controle do ciclo celular, diferenciação celular, apoptose e inflamação. Além disso, a modificação por ubiquitina também está envolvida no desenvolvimento de várias doenças, incluindo câncer, neurodegenerativas e infecções virais.

CDC2 (Célula Divisão Ciclo 2) é uma proteína quinase que desempenha um papel fundamental na regulação do ciclo celular eufuncional em células eucarióticas. A atividade da proteína quinase CDC2 é essencial para a transição da fase G2 para a mitose, uma etapa crítica no processo de divisão celular.

A proteína quinase CDC2 pertence à família de serina/treonina proteínas quinasas e é ativada por fosforilação em resíduos específicos de treonina e tirosina. A ativação da proteína quinase CDC2 é controlada por uma complexa rede de reguladores, incluindo as proteínas cinases CDK (Ciclina-Dependente Quinase) e as fosfatases CDC25.

A inibição da proteína quinase CDC2 pode levar a um ciclo celular interrompido e à apoptose, enquanto a sua sobreactivação pode resultar em anormalidades no ciclo celular e na proliferação celular desregulada, o que está associado ao desenvolvimento de vários tipos de câncer.

Em resumo, a proteína quinase CDC2 é uma importante proteína reguladora do ciclo celular, cuja ativação e inibição são controladas por mecanismos complexos envolvendo outras proteínas cinases e fosfatases.

Em biologia celular, Separase é uma protease crucial durante a divisão celular em organismos que se reproduzem assexuadamente. Ela desempenha um papel fundamental no processo de anafase, que ocorre durante a mitose e a meiose. A separase é responsável por cortar as proteínas chamadas coesinas, que ligam as cromátides irmãs (as duas cópias da mesma cromossomos) durante a fase de profase do ciclo celular.

A ativação da separase permite que as cromátides irmãs sejam separadas e migrarem para os pólos opostos da célula, resultando em duas células filhas geneticamente distintas. A regulação precisa da atividade da separase é essencial para garantir a integridade do material genético e a estabilidade do genoma durante a divisão celular.

Em resumo, Separase é uma enzima proteolítica que desempenha um papel fundamental no processo de segregação dos cromossomos durante a divisão celular, garantindo assim a distribuição correta do material genético para as células filhas.

A meiose é um tipo especial de divisão celular que ocorre em eucariotos diploides, resultando em quatro células haploides com metade do número de cromossomos da célula original. Ela desempenha um papel fundamental na reprodução sexual, permitindo a recombinação genética e a produção de gametas haploides.

O processo de meiose é dividido em duas fases principais: meiose I (ou profase I) e meiose II (ou profase II). Durante a meiose I, a célula diplóide sofre uma recombinação genética entre os pares homólogos de cromossomos, seguida por sua segregação aleatória. Isso resulta em duas células haploides com combinações únicas de genes. Em seguida, as células haploides passam por uma segunda divisão celular (meiose II), que é semelhante à mitose, levando à formação de quatro células haploides, cada uma contendo um conjunto completo de cromossomos.

A meiose é um processo complexo e altamente regulado, envolvendo diversas proteínas e eventos moleculares que garantem a precisão da segregação dos cromossomos e a integridade do genoma. Desequivações ou falhas na meiose podem levar a aneuploidias, como a síndrome de Down (trissomia 21), e outras condições genéticas.

As células HeLa são uma linhagem celular humana imortal, originada a partir de um câncer de colo de útero. Elas foram descobertas em 1951 por George Otto Gey e sua assistente Mary Kubicek, quando estudavam amostras de tecido canceroso retiradas do tumor de Henrietta Lacks, uma paciente de 31 anos que morreu de câncer.

As células HeLa são extremamente duráveis e podem se dividir indefinidamente em cultura, o que as torna muito úteis para a pesquisa científica. Elas foram usadas em milhares de estudos e descobertas científicas, incluindo o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite e avanços no estudo do câncer, do envelhecimento e de várias doenças.

As células HeLa têm um genoma muito complexo e instável, com muitas alterações genéticas em relação às células sadias humanas. Além disso, elas contêm DNA de vírus do papiloma humano (VPH), que está associado ao câncer de colo de útero.

A história das células HeLa é controversa, uma vez que a família de Henrietta Lacks não foi consultada ou informada sobre o uso de suas células em pesquisas e nem obteve benefícios financeiros delas. Desde então, houve debates éticos sobre os direitos das pessoas doadas em estudos científicos e a necessidade de obter consentimento informado para o uso de amostras biológicas humanas em pesquisas.

Desculpe, meu conhecimento é baseado em dados até 2021 e não tenho a capacidade de acessar informações além dessa data. Até onde sei, "Proteínas de Schizosaccharomyces pombe" se referem às proteínas identificadas no fungo unicelular Schizosaccharomyces pombe, também conhecido como fission yeast. Este organismo modelo é amplamente estudado em biologia celular e molecular devido à sua alta homologia com as células de mamíferos em termos de mecanismos regulatórios e processos celulares.

Embora eu não tenha uma definição médica específica para "Proteínas de Schizosaccharomyces pombe", posso dizer que o estudo dessas proteínas pode ajudar no entendimento de diversas funções e processos celulares, como ciclo celular, reparo do DNA, transcrição, tradução e resposta ao estresse, entre outros. Alterações nestes processos podem estar relacionadas a diversas condições médicas e doenças, incluindo câncer e doenças genéticas. No entanto, é importante notar que a maioria dos estudos sobre essas proteínas são de natureza básica e não necessariamente direcionados ao contexto clínico ou médico.

Ciclina A é uma proteína que se acumula no núcleo das células durante a fase G1 e S do ciclo celular e atinge seu pico durante a fase G2. Ela desempenha um papel crucial na regulação da progressão do ciclo celular, especialmente na transição de G2 para a mitose. A Ciclina A se liga e ativa a quinase dependente de ciclina (CDK), mais especificamente a CDK2, formando o complexo Ciclina A-CDK2.

Este complexo é responsável por fosforilar diversos alvos que desencadeiam eventos essenciais para a entrada e progressão da mitose, como a separação dos cromossomos irmãos, a condensação do DNA e o alongamento do fuso acromático. Após a conclusão da mitose, as Ciclinas são degradadas por proteassomas, o que leva à inativação do complexo Ciclina A-CDK2 e interrompe a progressão do ciclo celular, permitindo que a célula retorne ao estado quiescente (G0) ou reinicie o ciclo em G1.

A regulação da expressão e degradação das Ciclinas A é crucial para garantir a precisão e o controle do ciclo celular, e sua disfunção pode resultar em anormalidades na proliferação celular, como ocorre em diversos cânceres.

Segregação de cromossomos é um processo fundamental que ocorre durante a divisão celular, especificamente na mitose e meiose. Neste processo, os cromossomos duplos, que consistem em duas cópias idênticas chamadas cromátides irmãs, são separados em caminhos independentes para que cada célula filha receba um conjunto completo de cromossomos.

Na mitose, a segregação dos cromossomos ocorre após a replicação do DNA e a condensação dos cromossomos em uma fase chamada anáfase. A enzima chamada citocinase entra em ação para dividir o citoplasma da célula em duas partes iguais, enquanto os filamentos do fuso acromático se contraiem e puxam as cromátides irmãs para polos opostos da célula. Isso resulta na formação de duas células filhas geneticamente idênticas com o mesmo número e tipo de cromossomos que a célula original.

Na meiose, a segregação dos cromossomos é um pouco mais complexa, pois ocorre em dois eventos separados durante a meiose I e meiose II. Na meiose I, os cromossomos homólogos são separados, resultando em células filhas com apenas metade do número normal de cromossomos. Na meiose II, as cromátides irmãs são separadas, assim como na mitose, resultando em quatro células filhas haploides com um único conjunto completo de cromossomos cada.

A segregação dos cromossomos é controlada por uma série de eventos regulados geneticamente e mediados por proteínas específicas, como as quinasas do fuso acromático e a proteína coesina. A falha na segregação dos cromossomos pode resultar em aneuploidia, uma condição genética caracterizada pela presença de um número anormal de cromossomos em uma célula, o que pode levar a doenças genéticas graves e até mesmo à morte celular.

A Proteína Quinase CDC28 de Saccharomyces cerevisiae é uma enzima kinase essencial envolvida no ciclo celular eudeseafivél de leveduras, mais especificamente no processo de divisão celular em Saccharomyces cerevisiae. Ela é homóloga à proteína quinase CDK1 (Cyclin-dependent kinase 1) encontrada em células de mamíferos e desempenha funções semelhantes na regulação do ciclo celular.

A CDC28 é ativada por associação com ciclina, formando um complexo proteico que promove a transição da fase G1 para a fase S e depois da fase G2 para a mitose. Além disso, a CDC28 desempenha um papel crucial na regulação da expressão gênica durante o ciclo celular, através da fosforilação e inativação de transcritores e repressores.

A ativação e desativação da proteína quinase CDC28 são controladas por mecanismos complexos de regulação, incluindo a fosforilação e desfosforilação, a ligação e dissociação com ciclinas, e a interação com inibidores específicos. Esses mecanismos permitem que a CDC28 coordene uma série de eventos no ciclo celular, garantindo a progressão ordenada da célula através das diferentes fases do ciclo e a sua divisão em células filhas geneticamente idênticas.

A pesquisa sobre a proteína quinase CDC28 tem contribuído significativamente para o entendimento dos mecanismos moleculares que regem o ciclo celular eudeseafivél, fornecendo insights valiosos sobre os processos de divisão celular em organismos superiores, incluindo os humanos.

As proteínas ligases SKP Cullina F-box são enzimas que desempenham um papel fundamental no processo de ubiquitinação, o qual é responsável pela regulação da degradação de proteínas em células. Essas enzimas são componentes do complexo E3 ubiquitina ligase, que é uma das três classes de enzimas envolvidas no processo de ubiquitinação.

O componente F-box dessa proteína liga-se a outras proteínas adaptadoras, como a SKP1 e a Culina, formando assim o complexo E3 ubiquitina ligase. O domínio F-box é uma região de aproximadamente 40 aminoácidos que se liga à proteína SKP1, enquanto a proteína Culina se liga à SKP1 e também à E2 ubiquitina conjugase.

As proteínas ligases SKP Cullina F-box são capazes de reconhecer e se ligar a substratos específicos, marcando-os para degradação por meio da adição de cadeias de ubiquitina. Esse processo é crucial para a regulação de diversos processos celulares, como o ciclo celular, a resposta ao estresse e a sinalização celular.

Existem diferentes tipos de proteínas ligases SKP Cullina F-box, cada uma com seu próprio substrato específico. Algumas dessas proteínas ligases são também capazes de se associar a outras proteínas adaptadoras além da SKP1, ampliando assim o espectro de substratos que podem ser reconhecidos e marcados para degradação.

Em terminologia médica e científica, a fase G1 é uma das fases do ciclo celular eocorada à síntese de proteínas e preparação para a duplicação do DNA. É a primeira fase do interfase, que precede a divisão celular. Nesta fase, a célula cresce em tamanho, sintetiza proteínas e outros componentes celulares, e se prepara para a replicação do DNA que ocorre na fase S subsequente. A duração da fase G1 pode variar dependendo do tipo de célula e das condições de crescimento. Algumas células podem entrar em um estado de repouso conhecido como G0, onde permanecem até que haja estímulos adequados para reentrarem no ciclo celular.

Schizosaccharomyces é um gênero de fungos da divisão Ascomycota, que inclui leveduras verdadeiras. Esses organismos unicelulares são encontrados em diferentes habitats, como solo, plantas e ambientes aquáticos. Eles têm uma importância significativa no setor industrial, principalmente na produção de bebidas alcoólicas, como cerveja e sake, graças à sua capacidade de fermentar açúcares em álcool etílico e dióxido de carbono.

A espécie mais conhecida do gênero Schizosaccharomyces é o Schizosaccharomyces pombe, que tem sido amplamente estudado como um organismo modelo no campo da biologia celular e molecular. O genoma desse organismo foi sequenciado em 2002, tornando-se um recurso valioso para a pesquisa científica.

Apesar de compartilharem o nome com a doença mental "esquizofrenia", não há relação etiológica ou mecanismos patológicos entre os dois. A semelhança no termo é simplesmente coincidência.

As proteínas proto-oncogênicas c-myc (também simplesmente chamadas de proteínas c-Myc) são um tipo de fator de transcrição que desempenha um papel fundamental na regulação da expressão gênica, especialmente durante o crescimento e proliferação celular. Elas estão envolvidas em diversos processos celulares, como controle do ciclo celular, diferenciação celular, apoptose (morte celular programada) e metabolismo.

A proteína c-Myc forma um complexo de DNA com outra proteína chamada Max, que se liga a sequências específicas de DNA conhecidas como E-boxes em promotores de genes alvo. Essa ligação resulta na ativação ou repressão da transcrição gênica desses genes, dependendo do contexto celular e das interações com outros fatores regulatórios.

Quando as proteínas c-Myc estão mutadas ou sobreexpressas, elas podem contribuir para a transformação cancerosa e desregulação da proliferação celular incontrolada, características do câncer. Essa forma mutante ou sobreexpressa das proteínas c-Myc é chamada de oncogene, enquanto a forma normal é chamada de proto-oncogene.

Em resumo, as proteínas proto-oncogênicas c-myc são fatores de transcrição importantes para o controle do crescimento e proliferação celular, mas quando mutadas ou sobreexpressas, podem contribuir para a transformação cancerosa e desregulação da divisão celular.

As proteínas fúngicas referem-se a um vasto conjunto de proteínas encontradas em fungos, incluindo leveduras, bolores e outros tipos de fungos. Essas proteínas desempenham diversas funções importantes no crescimento, desenvolvimento e sobrevivência dos fungos. Elas estão envolvidas em processos metabólicos, como a catabolismo e anabolismo de nutrientes, resposta ao estresse ambiental, reconhecimento e defesa contra patógenos, entre outras funções. Algumas proteínas fúngicas também podem estar envolvidas em interações com outros organismos, incluindo plantas e animais. A compreensão das proteínas fúngicas é crucial para o estudo da biologia dos fungos, bem como para o desenvolvimento de estratégias de controle de doenças fúngicas e a produção de biofármacos e enzimas industriais.

Geminina é uma proteína que desempenha um papel crucial na regulação do ciclo celular, especialmente no processo de divisão celular. Ela age como um regulador negativo da geminação dos centrómeros durante a fase de mitose, o que é essencial para a segregação correta dos cromossomos duplicados nas células filhas. A geminiana desempenha esse papel ao inibir a atividade da proteína CDC20, uma componente do complexo anafase-promovente que é necessário para a progressão da mitose. Além disso, a geminiana também está envolvida em outros processos celulares, como a transcrição gênica e a reparação do DNA. Dificuldades no funcionamento adequado da geminiana podem levar a defeitos na divisão celular e ao desenvolvimento de doenças, incluindo câncer. No entanto, é importante notar que esta é uma definição médica simplificada e que o papel exato da geminiana no ciclo celular e em outros processos biológicos ainda está sendo estudado ativamente.

As ubiquitinas são pequenas proteínas altamente conservadas encontradas em todos os organismos vivos, desempenhando um papel fundamental na regulação de diversos processos celulares em nossos corpos. Elas possuem aproximadamente 76 resíduos de aminoácidos de comprimento e apresentam uma estrutura tridimensional compacta e globular, com um domínio dobrado beta-grasp que é responsável por sua interação com enzimas envolvidas no processo de ubiquitinação.

A ubiquitinação é o processo covalente de adição de uma ou mais moléculas de ubiquitina a outras proteínas, geralmente em um dos resíduos de lisina da proteína alvo. Este processo é catalisado por um complexo enzimático formado por três componentes: ubiquitina activadora (E1), ubiquitina conjugadora (E2) e ligases de ubiquitina (E3). A sequência de reações envolvidas no processo de ubiquitinação resulta na formação de uma cadeia poliubiquitina, que pode variar em comprimento e configuração.

A modificação por ubiquitina desempenha um papel crucial em diversas vias celulares, incluindo a regulação do ciclo celular, resposta ao estresse, processamento de proteínas e degradação de proteínas. Em particular, a ubiquitinação pode marcar uma proteína para ser degradada pelo proteossoma, um complexo macromolecular responsável pela degradação de proteínas intracelulares. Além disso, a ubiquitina também pode atuar como um sinal regulatório em processos como a resposta ao DNA danificado, reparo do DNA e inflamação.

Em resumo, as ubiquitinas são proteínas essenciais à regulação de diversas vias celulares, envolvidas no marcamento de proteínas para degradação, bem como na transdução de sinais regulatórios em processos fisiológicos e patológicos.

Endoreduplicação é um processo na biologia celular em que ocorre a replicação do DNA sem a correspondente divisão celular, levando à presença de mais de uma cópia do genoma em um único núcleo celular. Isso resulta em células com níveis elevados de poliploidia (maior que o normal 2n). A endoreduplicação é encontrada em vários organismos, incluindo plantas e insetos, e geralmente está associada a tecidos especializados ou estágios do desenvolvimento.

Em determinadas circunstâncias, a endoreduplicação pode ser uma resposta às mudanças ambientais, como estresse abiótico (por exemplo, luz ultravioleta ou radiação ionizante), fitopatogenicidade ou deficiência nutricional. Além disso, a endoreduplicação pode desempenhar um papel na evolução genética, aumentando a diversidade genética e facilitando a seleção de mutações benéficas em organismos diplóides.

No entanto, o mecanismo molecular exato da endoreduplicação ainda não é totalmente compreendido. Acredita-se que envolva a regulação dos ciclos celulares e a inibição da citocinese, bem como a ativação de caminhos específicos de replicação do DNA. A endoreduplicação pode ser um processo controlado ou resultar de defeitos na regulação do ciclo celular.

"Xenopus" é um género de anfíbios anuros da família Pipidae, que inclui várias espécies de rãs africanas conhecidas vulgarmente como "rãs-de-lago". A espécie mais comum e estudada é a Xenopus laevis, originária da África Austral. Estes anfíbios são utilizados frequentemente em pesquisas científicas, particularmente em biologia do desenvolvimento, devido à sua fertilização externa e óvulos grandes que facilitam o estudo. Além disso, o seu genoma foi sequenciado, tornando-os ainda mais úteis para a investigação científica.

Em suma, "Xenopus" refere-se a um género de rãs africanas de grande utilidade em pesquisas biológicas, devido às suas características reprodutivas e genéticas.

Na terminologia médica e científica, particularmente em genética, as cromátides referem-se a cada uma das duas partes idênticas de uma cromossomos que estão unidas no meio por uma região chamada centômero. As cromátides são geralmente formadas durante a replicação do DNA antes da divisão celular, resultando em duas cópias geneticamente idênticas de um cromossomo. Cada cromátide contém uma única molécula de DNA altamente enrolada e organizada em estruturas chamadas nucleossomos. Após a divisão celular, as cromátides separadas são distribuídas igualmente entre as duas células filhas, garantindo assim que cada célula herde uma cópia completa do material genético original.

As Proteínas Serina- Treonina Quinases (STKs, do inglés Serine/Threonine kinases) são um tipo de enzima que catalisa a transferência de grupos fosfato dos nucleotídeos trifosfatos (geralmente ATP) para os resíduos de serina ou treonina em proteínas, processo conhecido como fosforilação. Essa modificação post-traducional é fundamental para a regulação de diversas vias bioquímicas no organismo, incluindo o metabolismo, crescimento celular, diferenciação e apoptose.

As STKs desempenham um papel crucial em diversos processos fisiológicos e patológicos, como por exemplo na transdução de sinais celulares, no controle do ciclo celular, na resposta ao estresse oxidativo e na ativação ou inibição de diversas cascatas enzimáticas. Devido à sua importância em diversos processos biológicos, as STKs têm sido alvo de pesquisas para o desenvolvimento de novas terapias contra doenças como câncer, diabetes e doenças neurodegenerativas.

Tosilarginina metil éster, também conhecido como Tosyl-L-Arginine Methyl Ester ou TLME, é um composto sintético que atua como uma substância inibitória da enzima de conversão da angiotensina (ECA). A ECA desempenha um papel importante no sistema renina-angiotensina-aldosterona, que regula a pressão arterial e o equilíbrio de líquidos e eletrólitos no corpo.

TLME é frequentemente usado em pesquisas biomédicas como um inibidor da ECA para investigar os mecanismos fisiológicos relacionados à pressão arterial e à função cardiovascular. No entanto, TLME não é clinicamente utilizado como um medicamento para o tratamento de hipertensão ou outras condições médicas.

O cinetocoro é uma estrutura proteica encontrada no centrômero de cada cromossomo, que desempenha um papel fundamental na divisão celular durante a mitose e a meiose. Ele se conecta aos microtúbulos do fuso acromático, que são responsáveis por separar as cópias das cromátides irmãs durante a divisão celular. O cinetocoro é composto por várias proteínas diferentes, incluindo as proteínas chamadas cinetocorinas e proteínas motoras como a dinactina e a cinesina. Essas proteínas trabalham juntas para garantir que os cromossomos sejam distribuídos uniformemente entre as duas células filhas durante a divisão celular. Desregulações no funcionamento do cinetocoro podem levar a anormalidades na divisão celular, o que pode resultar em uma variedade de problemas genéticos e desenvolvimentais.

As proteínas de Xenopus referem-se especificamente a proteínas identificadas e estudadas a partir do gênero de rãs aquáticas não tóxicas conhecidas como Xenopus. O Xenopus laevis, uma espécie sul-africana, é frequentemente utilizado em pesquisas científicas, particularmente em biologia do desenvolvimento e genética devido à sua facilidade de manuseio, rápida taxa de reprodução e similaridade geral com o desenvolvimento humano.

A análise das proteínas de Xenopus fornece informações importantes sobre a função e a interação dessas moléculas no contexto do desenvolvimento embrionário e outros processos biológicos. Por exemplo, o estudo da história evolutiva e das diferenças entre as proteínas de Xenopus e mamíferos pode ajudar a esclarecer os mecanismos subjacentes à diversidade dos organismos vivos. Além disso, esses estudos podem contribuir para o entendimento da patogênese de doenças humanas e para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas.

Proteínas inibidoras de quinase dependente de ciclina (Cyclin-dependent kinase inhibitors ou CDKIs) são moléculas reguladoras que se ligam e inibem a atividade das quinasas dependentes de ciclina (CDKs), um tipo importante de enzima envolvida no controle do ciclo celular. As CDKs desempenham um papel fundamental na coordenação dos eventos que ocorrem durante as diferentes fases do ciclo celular, como a replicação do DNA e a divisão celular.

Existem vários tipos de CDKIs, mas elas podem ser geralmente classificadas em duas categorias: INK4 (inibidores de quinase dependentes de ciclina 4) e CIP/KIP (inibidores de CDK interagindo com proteínas citoplasmáticas / proteínas relacionadas aos pontos de controle do ciclo celular). As INK4 especificamente inibem as CDKs associadas à ciclina D, enquanto as CIP/KIP podem inibir várias CDKs associadas às ciclinas E, A e B.

As proteínas CDKIs desempenham um papel crucial na garantia da integridade do ciclo celular, impedindo a progressão prematura ou aberrante das células em resposta a estímulos externos ou danos no DNA. A disregulação dessas proteínas inibidoras pode levar ao desenvolvimento de doenças, incluindo câncer e outras condições patológicas relacionadas à proliferação celular descontrolada.

Proteínas nucleares se referem a um grande grupo e diversificado de proteínas que estão presentes no núcleo das células e desempenham funções essenciais na regulação da organização e expressão gênica. Elas participam de uma variedade de processos celulares, incluindo a transcrição, tradução, reparo e embalagem do DNA. Algumas proteínas nucleares são capazes de se ligar diretamente ao DNA e desempenhar um papel na regulação da expressão gênica, enquanto outras podem estar envolvidas no processamento e modificação dos RNA mensageiros (mRNAs) após a transcrição.

Existem diferentes classes de proteínas nucleares, incluindo histonas, proteínas de ligação à cromatina, fatores de transcrição e proteínas envolvidas no processamento do RNA. As histonas são proteínas básicas que se associam ao DNA para formar a estrutura básica da cromatina, enquanto as proteínas de ligação à cromatina desempenham um papel na compactação e organização do DNA em níveis superiores.

Fatores de transcrição são proteínas que se ligam a elementos regulatórios específicos no DNA e controlam a transcrição gênica, enquanto as proteínas envolvidas no processamento do RNA desempenham um papel na maturação dos mRNAs, incluindo o corte e empalme de intrões e a adição de grupos metilo às extremidades 5' e 3' dos mRNAs.

Em resumo, as proteínas nucleares são um grupo heterogêneo de proteínas que desempenham funções cruciais na regulação da expressão gênica e no processamento do RNA no núcleo das células.

Em bioquímica, uma ligação proteica refere-se a um tipo específico de interação entre duas moléculas, geralmente entre uma proteína e outa molécula (como outra proteína, peptídeo, carboidrato, lípido, DNA, ou outro ligante orgânico ou inorgânico). Essas interações são essenciais para a estrutura, função e regulação das proteínas. Existem diferentes tipos de ligações proteicas, incluindo:

1. Ligação covalente: É o tipo mais forte de interação entre as moléculas, envolvendo a troca ou compartilhamento de elétrons. Um exemplo é a ligação disulfureto (-S-S-) formada pela oxidação de dois resíduos de cisteínas em proteínas.

2. Ligação iônica: É uma interação eletrostática entre átomos com cargas opostas, como as ligações entre resíduos de aminoácidos carregados positivamente (lisina, arginina) e negativamente (ácido aspártico, ácido glutâmico).

3. Ligação hidrogênio: É uma interação dipolo-dipolo entre um átomo parcialmente positivo e um átomo parcialmente negativo, mantido por um "ponte" de hidrogênio. Em proteínas, os grupos hidroxila (-OH), amida (-CO-NH-) e guanidina (R-NH2) são exemplos comuns de grupos que podem formar ligações de hidrogênio.

4. Interações hidrofóbicas: São as interações entre resíduos apolares, onde os grupos hidrofóbicos tenderão a se afastar da água e agrupar-se juntos para minimizar o contato com o solvente aquoso.

5. Interações de Van der Waals: São as forças intermoleculares fracas resultantes das flutuações quantísticas dos dipolos elétricos em átomos e moléculas. Essas interações são importantes para a estabilização da estrutura terciária e quaternária de proteínas.

Todas essas interações contribuem para a estabilidade da estrutura das proteínas, bem como para sua interação com outras moléculas, como ligantes e substratos.

Nocodazole é um agente antimicrotúbulo que interfere na polimerização dos tubulina microtubulos, levando à despolarização dos microtúbulos e a subsequente interrupção da mitose em células enoveladas. É usado em pesquisas laboratoriais como um agente citotóxico que induz a apoptose em células cancerígenas, bem como para sincronizar as células em fase G2/M do ciclo celular. Também é utilizado no estudo da dinâmica dos microtúbulos e do transporte intracelular. Os efeitos colaterais em humanos ainda não foram bem estudados, mas podem incluir náuseas, vômitos e diarreia em doses elevadas.

Proteínas são compostos macromoleculares formados por cadeias de aminoácidos e desempenham funções essenciais em todos os organismos vivos. Muitas proteínas são construídas a partir de subunidades menores, denominadas "subunidades proteicas".

Subunidades proteicas são porções discretas e funcionalmente distintas de uma proteína complexa que podem se combinar para formar a estrutura tridimensional ativa da proteína completa. Essas subunidades geralmente são codificadas por genes separados e podem ser modificadas postraducionalmente para atingir sua conformação e função finais.

A organização em subunidades permite que as proteínas sejam sintetizadas e montadas de forma eficiente, além de proporcionar mecanismos regulatórios adicionais, como a dissociação e reassociação das subunidades em resposta a estímulos celulares. Além disso, as subunidades proteicas podem ser compartilhadas entre diferentes proteínas, o que permite a economia de recursos genéticos e funcionais no genoma.

Em resumo, as subunidades proteicas são componentes estruturais e funcionais das proteínas complexas, desempenhando um papel fundamental na determinação da atividade, regulação e diversidade de funções das proteínas.

Em genética, uma mutação é um cambo hereditário na sequência do DNA (ácido desoxirribonucleico) que pode resultar em um cambio no gene ou região reguladora. Mutações poden ser causadas por erros de replicación ou réparo do DNA, exposição a radiação ionizante ou substancias químicas mutagénicas, ou por virus.

Existem diferentes tipos de mutações, incluindo:

1. Pontuais: afetan un único nucleótido ou pairaxe de nucleótidos no DNA. Pueden ser categorizadas como misturas (cambios na sequencia do DNA que resultan en un aminoácido diferente), nonsense (cambios que introducen un códon de parada prematura e truncan a proteína) ou indels (insercións/eliminacións de nucleótidos que desplazan o marco de lectura).

2. Estruturais: involvan cambios maiores no DNA, como deleciones, duplicacións, inversións ou translocacións cromosómicas. Estas mutações poden afectar a un único gene ou extensos tramos do DNA e pueden resultar en graves cambios fenotípicos.

As mutações poden ser benévolas, neutras ou deletéras, dependendo da localización e tipo de mutación. Algúns tipos de mutações poden estar associados con desordens genéticas ou predisposición a determinadas enfermidades, mentres que outros non teñen efecto sobre a saúde.

Na medicina, o estudo das mutações é importante para o diagnóstico e tratamento de enfermedades genéticas, así como para a investigación da patogénese de diversas enfermidades complexas.

Proteólise é um processo bioquímico no qual proteínas são quebradas em peptídeos ou aminoácidos individuais por enzimas chamadas proteases ou peptidases. Essa reação de degradação ocorre em condições fisiológicas e desempenha funções importantes, como a regulação do metabolismo de proteínas, ativação e inativação de proteínas, processamento e digestão de proteínas. No entanto, a proteólise excessiva ou inadequada pode estar relacionada a diversos distúrbios fisiopatológicos, como doenças neurodegenerativas e câncer.

"Saccharomyces cerevisiae" é uma espécie de levedura unicelular, facultativamente anaeróbia, encontrada em ambientes como a casca de frutas e vegetais em decomposição. É também conhecida como "levedura de padeiro" ou "levedura de cerveja", pois é amplamente utilizada na indústria alimentícia para fermentação alcoólica e produção de pão.

A levedura S. cerevisiae tem um genoma relativamente pequeno e bem estudado, o que a tornou uma importante ferramenta de pesquisa em biologia molecular, genética e bioquímica. Seu uso como organismo modelo permitiu avanços significativos no entendimento dos processos celulares básicos, incluindo o ciclo celular, reparo do DNA, expressão gênica e mecanismos de doenças humanas.

Além disso, a levedura S. cerevisiae é utilizada em aplicações industriais e biotecnológicas, como a produção de proteínas recombinantes, vacinas, fármacos e biocombustíveis. É também empregada no tratamento de doenças humanas, especialmente na terapia de substituição enzimática para tratar distúrbios metabólicos hereditários.

O complexo de endopeptidases do proteassoma é um importante sistema enzimático encontrado em células eucarióticas, responsável por desempenhar um papel fundamental no processamento e degradação de proteínas intracelulares. Este complexo enzimático é composto por quatro partículas catalíticas (β1, β2, β5 e, em alguns casos, β1i/LMP2, β2i/MECL-1 e β5i/LMP7) e outras subunidades estruturais que formam um anel proteico.

As endopeptidases do proteassoma são capazes de clivar ligações peptídicas específicas em proteínas, gerando péptidos curtos que podem ser posteriormente processados e apresentados às células imunológicas como epítopos. Este mecanismo é essencial para a regulação da resposta imune, a eliminação de proteínas danificadas ou desnaturadas, e o controle do ciclo celular e diferenciação celular.

Além disso, as endopeptidases do proteassoma estão envolvidas no processamento e ativação de diversos fatores de transcrição, hormônios e citocinas, além de desempenharem um papel crucial na regulação da resposta ao estresse celular e no mecanismo de morte celular programada, ou apoptose.

Devido à sua importância em diversos processos celulares, o complexo de endopeptidases do proteassoma tem sido alvo de pesquisas para o desenvolvimento de fármacos que possam modular seu funcionamento, com potencial aplicação em diversas áreas da medicina, como no tratamento de doenças neurodegenerativas, câncer e infecções virais.

A prófase é a primeira fase da divisão celular, especificamente na mitose e durante a divisão meiótica (que ocorre em organismos sexuados durante a formação dos gametas). Nesta fase, as cromátides irmãs (formadas após a replicação do DNA) começam a se condensar e coesinagem é degradada, permitindo que as cromátides irmãs se separem. Além disso, o nucléolo desaparece e o envelope nuclear se desintegra, preparando a célula para a separação das cromátides irmãs na fase seguinte, a metáfase.

Na terminologia médica, a "Fase S" é usada em referência ao ciclo celular e refere-se especificamente à Fase Sintética ou Fase de Síntese. Durante esta fase, a célula syntetiza, ou seja, produz DNA através da replicação do mesmo, duplicando assim o seu conteúdo genético antes de se dividir em duas células idênticas durante a mitose. A fase S é geralmente precedida pela Fase G1 e seguida pela Fase G2 no ciclo celular.

Citocinese é um processo mitótico durante a divisão celular em eucariontes (organismos com células nucleadas) que resulta na equalização dos conteúdos citoplasmáticos entre duas células filhas. É o último estágio da divisão celular, após a separação dos cromossomos iguais em anafase e antes do desmembramento da célula madre em duas células filhas durante a telofase.

Durante a citocinese, um anel contrátil de actina e miosina forma uma estrutura chamada "anel de constriction" na região equatorial da célula, onde os cromossomos se separaram. A constrição do anel resulta na divisão do citoplasma em duas células filhas distintas, cada uma com um núcleo e um conjunto igual de organelos.

A citocinese pode ser dividida em duas categorias principais: citocinese celular (ou citocinese externa) e citocinese nuclear (ou citocinese interna). A citocinese celular ocorre nas células animais, onde a membrana plasmática se invagina e forma uma estrutura chamada "vesícula fagocítica" que se fecha para formar duas células filhas. Já a citocinese nuclear ocorre em células vegetais e fungos, onde a parede celular é modificada para permitir a formação de uma nova parede celular entre as células filhas.

A citocinese desempenha um papel importante no crescimento e desenvolvimento dos organismos, bem como na manutenção da integridade e funcionalidade dos tecidos.

Uma sequência de aminoácidos refere-se à ordem exata em que aminoácidos específicos estão ligados por ligações peptídicas para formar uma cadeia polipeptídica ou proteína. Existem 20 aminoácidos diferentes que podem ocorrer naturalmente nas sequências de proteínas, cada um com sua própria propriedade química distinta. A sequência exata dos aminoácidos em uma proteína é geneticamente determinada e desempenha um papel crucial na estrutura tridimensional, função e atividade biológica da proteína. Alterações na sequência de aminoácidos podem resultar em proteínas anormais ou não funcionais, o que pode contribuir para doenças humanas.

CDC, abreviatura de "celular divisão ciclo," refere-se a um grupo de genes que desempenham um papel crucial na regulação do ciclo celular em organismos vivos. Eles são essenciais para o processo ordenado e controlado da divisão celular, garantindo que as células se dividam corretamente e em momentos apropriados.

Existem vários genes CDC em diferentes organismos, mas um dos exemplos mais bem estudados é o gene CDC28 encontrado em leveduras. Este gene codifica uma quinase que atua como um interruptor molecular importante no ciclo celular, regulando a transição entre as fases G1 e S do ciclo celular.

Mutações em genes CDC podem resultar em anormalidades na divisão celular, o que pode levar a uma variedade de problemas de saúde, incluindo câncer e outras condições genéticas. Portanto, é fundamental entender como esses genes funcionam e como são regulados para obter informações sobre os mecanismos subjacentes à doença humana.

Motivo de aminoácido é um termo usado em bioquímica e estrutura proteica para se referir a uma sequência específica de aminoácidos que ocorrem repetidamente em uma proteína. Esses motivos podem ser formados por uma variedade de diferentes combinações de aminoácidos e podem desempenhar um papel importante na função e estrutura da proteína.

Alguns motivos de aminoácidos são reconhecidos por suas propriedades funcionais específicas, como a ligação de ligantes ou a catalise de reações químicas. Outros motivos podem estar relacionados à estrutura secundária da proteína, como hélices alfa ou folhas beta, e ajudar a estabilizar essas estruturas.

A identificação de motivos de aminoácidos pode ser útil para prever a função de uma proteína desconhecida ou para ajudar a classificar proteínas em famílias estruturais e funcionais relacionadas. Existem vários bancos de dados e ferramentas computacionais disponíveis para a detecção e análise de motivos de aminoácidos em proteínas.

As Proteínas Quinases Associadas a Fase S (PKAS) são um grupo de proteínas quinases que desempenham um papel crucial na regulação da resposta celular ao sinal de crescimento e diferenciação. Elas são ativadas em resposta à estimulação por fatores de crescimento, hormônios e neurotransmissores que atuam através de receptores acoplados a proteínas G. A activação da PKAS desencadeia uma cascata de eventos que levam à proliferação e diferenciação celular, metabolismo e sobrevivência celular.

A PKAS é composta por quatro subunidades catalíticas (Cα, Cβ, Cγ e Cε) e duas regulatorias (RIα, RIβ, RIIα, RIIβ, RIIγ e RIII). A activação da PKAS ocorre quando as subunidades reguladoras se dissociam das subunidades catalíticas em resposta à elevação dos níveis de dGMPc (guanosina monofosfato cíclico), um segundo mensageiro intracelular. A activação da PKAS resulta em sua capacidade de transferir grupos fosfato a partir do ATP para serinas e treoninas específicas em substratos proteicos, alterando assim sua atividade e função.

A PKAS desempenha um papel importante na regulação da expressão gênica, metabolismo de carboidratos e lipídios, proliferação celular, diferenciação e sobrevivência celular. Desregulações na atividade da PKAS têm sido associadas a várias doenças, incluindo câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.

"Dados de sequência molecular" referem-se a informações sobre a ordem ou seqüência dos constituintes moleculares em uma molécula biológica específica, particularmente ácidos nucléicos (como DNA ou RNA) e proteínas. Esses dados são obtidos através de técnicas experimentais, como sequenciamento de DNA ou proteínas, e fornecem informações fundamentais sobre a estrutura, função e evolução das moléculas biológicas. A análise desses dados pode revelar padrões e características importantes, tais como genes, sítios de ligação regulatórios, domínios proteicos e motivos estruturais, que podem ser usados para fins de pesquisa científica, diagnóstico clínico ou desenvolvimento de biotecnologia.

As proteínas de ligação ao cálcio são um tipo específico de proteínas que se ligam e regulam o cálcio, um mineral importante no organismo. Estas proteínas desempenham um papel crucial em diversos processos fisiológicos, como a contração muscular, a transmissão nervosa, a secreção hormonal e a coagulação sanguínea.

Existem diferentes tipos de proteínas de ligação ao cálcio, cada uma com funções específicas. Algumas das principais proteínas de ligação ao cálcio incluem:

1. Calmodulina: É uma pequena proteína que se une a diversos alvos celulares e regula suas atividades em resposta às mudanças nos níveis de cálcio intracelular. A calmodulina desempenha um papel importante na regulação da contratilidade muscular, excitabilidade neuronal e outras funções celulares.

2. Proteínas de ligação ao cálcio do retículo sarcoplasmático (CSQs): Estas proteínas estão presentes no retículo sarcoplasmático, um orgânulo que armazena cálcio nas células musculares. As CSQs se ligam ao cálcio e o mantém disponível para a liberação rápida durante a contração muscular.

3. Parvalbúmina: É uma proteína de ligação ao cálcio presente em grande quantidade no músculo rápido, responsável por movimentos rápidos e fortes, como os dos olhos e das extremidades. A parvalbúmina regula a liberação de cálcio durante a contração muscular, mantendo o equilíbrio entre a quantidade de cálcio armazenada e a disponível para a contratilidade.

4. Troponina C: É uma proteína de ligação ao cálcio que desempenha um papel fundamental na regulação da contração muscular. A troponina C se liga ao cálcio liberado durante a ativação do músculo, levando à exposição dos sítios de ligação da actina e da miosina, o que permite a interação entre essas proteínas e a geração de força.

5. Calmodulina: É uma proteína de ligação ao cálcio ubiquitária, presente em diversos tipos celulares. A calmodulina regula vários processos celulares, como a transdução de sinal, metabolismo e contratilidade muscular, por meio da modulação da atividade de enzimas dependentes do cálcio.

Em resumo, as proteínas de ligação ao cálcio desempenham um papel crucial na regulação dos níveis de cálcio intracelular e no controle das funções celulares que dependem da sua disponibilidade. A interação entre o cálcio e essas proteínas permite a ativação ou inibição de diversos processos, como a contração muscular, a transdução de sinal e o metabolismo energético.

'Especificidade do substrato' é um termo usado em farmacologia e bioquímica para descrever a capacidade de uma enzima ou proteína de se ligar e catalisar apenas determinados substratos, excluindo outros que são semelhantes mas não exatamente os mesmos. Isso significa que a enzima tem alta especificidade para seu substrato particular, o que permite que as reações bioquímicas sejam reguladas e controladas de forma eficiente no organismo vivo.

Em outras palavras, a especificidade do substrato é a habilidade de uma enzima em distinguir um substrato de outros compostos semelhantes, o que garante que as reações químicas ocorram apenas entre os substratos corretos e suas enzimas correspondentes. Essa especificidade é determinada pela estrutura tridimensional da enzima e do substrato, e pelo reconhecimento molecular entre eles.

A especificidade do substrato pode ser classificada como absoluta ou relativa. A especificidade absoluta ocorre quando uma enzima catalisa apenas um único substrato, enquanto a especificidade relativa permite que a enzima atue sobre um grupo de substratos semelhantes, mas com preferência por um em particular.

Em resumo, a especificidade do substrato é uma propriedade importante das enzimas que garante a eficiência e a precisão das reações bioquímicas no corpo humano.

Os oócitos são células germinativas femininas imaturas que se encontram no ovário e contêm todo o material genético necessário para a formação de um óvulo maduro. Durante o desenvolvimento embrionário, as células germinativas primordiais migram para os rins fetais e, posteriormente, para os ovários em desenvolvimento. As células germinativas primordiais se transformam em oócitos durante a infância e permanecem inactivos até à puberdade.

Existem dois tipos principais de oócitos: os oócitos primários e os oócitos secundários. Os oócitos primários são as células germinativas imaturas que ainda não sofreram a divisão meiótica completa, enquanto que os oócitos secundários já completaram a primeira divisão meiótica e contêm apenas metade do número normal de cromossomas.

Durante cada ciclo menstrual, um oócito secundário é recrutado para começar a segunda divisão meiótica, processo que resulta na formação de um óvulo maduro e um corpúsculo polar. O óvulo maduro é libertado do ovário durante a ovulação e pode ser fecundado por um espermatozoide para formar um zigoto, enquanto que o corpúsculo polar degenera-se e é reabsorvido pelo organismo.

Os oócitos são células extremamente sensíveis e vulneráveis ao estresse oxidativo, radiação ionizante e outros fatores ambientais adversos, o que pode levar à sua degeneração e reduzir a reserva ovárica de uma mulher. A diminuição da reserva ovárica está associada à menopausa precoce e à infertilidade feminina.

Aurora quinases são uma família de serina/treonina protein quinases que desempenham papéis importantes na regulação do ciclo celular, especialmente durante a mitose. Existem três membros principais da família Aurora kinase em vertebrados: Aurora-A, Aurora-B e Aurora-C.

1. Aurora-A é expressa no centrosoma durante a interfase e iniciação da mitose. Ela regula a formação do fuso mitótico, separação dos centrómeros e o início da anafase.
2. Aurora-B, também conhecida como Ipl1 em leveduras, é expressa no complexo cinetocoro-microtúbulo durante a mitose. Ela regula a ativação do complexo de controle do fuso (CCF), o alinhamento correto dos cromossomos na placa metafásica e a segregação dos cromossomos durante a anafase.
3. Aurora-C é expressa em células germinativas e tem funções semelhantes às de Aurora-B, mas é específica para o controle do ciclo celular nessas células.

As auroras quinases são frequentemente encontradas sobreexpressas ou mutadas em vários tipos de câncer, tornando-se alvos promissores para o desenvolvimento de terapias anticancerígenas.

Os extratos celulares referem-se aos componentes ou substâncias que são extraídos das células após um processo de extração laboratorial. Esses extratos contêm uma variedade de moléculas, como proteínas, lípidos, carboidratos e ácidos nucleicos, que podem ser analisados para fins de pesquisa ou diagnóstico médico. A extração celular geralmente é realizada destruindo a membrana celular por meios mecânicos ou químicos, permitindo assim que os componentes intracelulares sejam liberados e separados do material celular residual. O processo específico de extração dependerá do tipo de célula e da molécula alvo de interesse.

G2 é uma fase específica do ciclo celular eucariótico, que ocorre após a fase S (em que a replicação do DNA acontece) e antes da mitose ou divisão celular. Nesta fase, a célula continua a crescer em tamanho e realiza as últimas preparações para a divisão celular, incluindo a síntese de proteínas e a organização do esqueleto interno da célula (citosqueleto). Além disso, durante a fase G2, a célula verifica se o DNA foi replicado com precisão e se as condições ambientais são favoráveis à divisão celular. Se algum problema for detectado, a célula pode entrar em um processo de checagem e reparo do DNA ou, em casos graves, entrar em apoptose (morte celular programada) para evitar a propagação de células com danos genéticos.

Saccharomycetales é uma ordem de fungos da classe Saccharomycetes, que inclui leveduras verdadeiras. Esses organismos unicelulares geralmente se reproduzem assexuada e sexualmente por gemação ou formação de esporos. Eles são importantes na indústria alimentícia, onde são usados no processamento de pães, cervejas, vinhos e outros produtos fermentados. Alguns Saccharomycetales também podem causar infecções oportunistas em humanos, especialmente em indivíduos imunocomprometidos.

A interferência de RNA (RNAi) é um mecanismo de silenciamento gênico em células eucariontes que envolve a inativação ou degradação de moléculas de RNA mensageiro (mRNA) para impedir a tradução do mRNA em proteínas. Isto é desencadeado pela presença de pequenas moléculas de RNA duplas chamadas siRNAs (pequenos RNAs interferentes) ou miRNAs (miRNAs, microRNAs), que se assemelham a parte do mRNA alvo. Esses pequenos RNAs se associam a um complexo proteico chamado de complexo RISC (Complexo da Argonauta associado ao RNA interferente), o qual é capaz de reconhecer e clivar o mRNA alvo, levando à sua destruição e, consequentemente, à inibição da síntese proteica. A interferência de RNA desempenha um papel importante na regulação gênica, defesa contra elementos genéticos móveis (tais como vírus) e desenvolvimento embrionário em organismos superiores.

Desculpe, acredito que tenha havido um pequeno erro no seu pedido. A palavra "caderinas" não parece ser um termo médico reconhecido em inglês ou em português. Se pudesse fornecer mais detalhes ou esclarecer o que deseja saber, eu estareria feliz em ajudar. No entanto, se você estiver à procura de informações sobre "cadernas," entendo que possam ser referidas à estruturas anatômicas do corpo humano relacionadas aos quadris ou às articularções. Se isso for o caso, posso fornecer uma definição médica relacionada.

Cadernas (anatomia): As cadernas são um par de ossos alongados e curvos localizados na região pélvica do corpo humano. Cada cadeira é composta por três partes: o ilíaco, o ísquio e o púbis. As duas caderas se unem à coluna vertebral na articulação sacroilíaca e se conectam às pernas pelas articulações coxofemorais. As caderas desempenham um papel crucial no suporte do peso corporal, na locomoção e na estabilidade pélvica.

Proteínas repressoras são proteínas que se ligam a regiões específicas do DNA, geralmente localizadas em ou perto dos promotores dos genes, inibindo assim a transcrição desse gene em RNA mensageiro (mRNA). Esse processo de inibição é frequentemente realizado por meio da interação da proteína repressora com o operador do gene alvo, um sítio de ligação específico no DNA. A ligação da proteína repressora ao operador impede que a RNA polimerase se ligue e inicie a transcrição do gene.

As proteínas repressoras desempenham um papel fundamental na regulação gênica, especialmente no controle da expressão dos genes envolvidos em diferentes processos celulares, como o crescimento, desenvolvimento e resposta a estímulos ambientais. Além disso, as proteínas repressoras também estão envolvidas na regulação de sistemas genéticos complexos, como os operons bacterianos.

Em alguns casos, a atividade da proteína repressora pode ser modulada por moléculas sinalizadoras ou outras proteínas regulatórias, permitindo que as células respondam rapidamente a mudanças no ambiente celular ou corporal. Por exemplo, a ligação de um ligante a uma proteína repressora pode induzir um cambalearamento conformacional nesta proteína, levando à dissociação da proteína do DNA e, consequentemente, à ativação da transcrição gênica.

A prófase meiótica I é a primeira das quatro fases da divisão celular meiótica, que resulta na produção de células gametas com metade do número de cromossomos encontrados nas células somáticas. Durante a prófase meiótica I, as seguintes etapas ocorrem:

1. Leptoteno: os cromossomos duplos (cada um contendo duas cópias de cada cromossomo, chamadas de cromátides irmãs) condensam e começam a pairar em regiões específicas do genoma, formando os chamados "associações de laços".
2. Zygoteno: as duplas de cromossomos homólogos (que contêm genes similares) encontram e se alinham um ao outro, processo conhecido como sinapse. Durante a sinapse, os cromossomos homólogos são mantidos juntos por uma estrutura proteica chamada complexo sinaptonémico.
3. Pachytene: o complexo sinaptonémico se desfaz nas extremidades dos cromossomos, mas continua a manter os cromossomos homólogos juntos no centro. Nesta fase, ocorre o processo de crossing-over, no qual as cromátides irmãs trocam material genético entre si, resultando em recombinação genética e aumentando a diversidade genética nas células filhas.
4. Diploteno: os complexos sinaptonémicos desfazem-se completamente, e os cromossomos homólogos se separam parcialmente, mas continuam ligados em pontos chamados corpos de recombinação. Nesta fase, as células podem mostrar um alongamento dos cromossomos e uma separação adicional dos cromossomos homólogos.
5. Diacinesis: os cromossomos estão completamente descondensados e prontos para a divisão celular, com os cromossomos homólogos totalmente separados e alinhados no equador da célula. A seguir, ocorre a divisão nuclear e citoplasmática, resultando em duas células filhas, cada uma contendo um conjunto completo de cromossomos.

A fase diploteno é frequentemente associada à meiose em organismos multicelulares, mas pode ocorrer em outras situações, como na divisão reducional de células haploides em alguns fungos e algas.

Fosforilação é um processo bioquímico fundamental em células vivas, no qual um grupo fosfato é transferido de uma molécula energética chamada ATP (trifosfato de adenosina) para outras proteínas ou moléculas. Essa reação é catalisada por enzimas específicas, denominadas quinases, e resulta em um aumento na atividade, estabilidade ou localização das moléculas alvo.

Existem dois tipos principais de fosforilação: a fosforilação intracelular e a fosforilação extracelular. A fosforilação intracelular ocorre dentro da célula, geralmente como parte de vias de sinalização celular ou regulação enzimática. Já a fosforilação extracelular é um processo em que as moléculas são fosforiladas após serem secretadas ou expostas na superfície da célula, geralmente por meio de proteínas quinasas localizadas na membrana plasmática.

A fosforilação desempenha um papel crucial em diversos processos celulares, como a transdução de sinal, o metabolismo energético, a divisão e diferenciação celular, e a resposta ao estresse e doenças. Devido à sua importância regulatória, a fosforilação é frequentemente alterada em diversas condições patológicas, como câncer, diabetes e doenças neurodegenerativas.

Poliubiquitina é um termo usado em bioquímica e biologia celular para se referir a cadeias formadas por unidades repetidas de ubiquitina, uma pequena proteína presente em todos os eucariotos. A ubiquitina pode ser ligada a outras proteínas como um marcador, processo chamado ubiquitinação. Quando várias moléculas de ubiquitina são ligadas uma à outra, forma-se uma cadeia de poliubiquitina.

Existem diferentes tipos de ligações entre as moléculas de ubiquitina na cadeia, o que pode resultar em diferentes efeitos sobre a proteína que está sendo marcada. Por exemplo, a formação de uma cadeia de poliubiquitina ligada a um lisina em posição 48 (K48) geralmente serve como sinal para a degradação da proteína por um complexo enzimático denominado proteassoma. Por outro lado, cadeias de poliubiquitina ligadas a outras posições de lisina ou a outros resíduos podem ter efeitos não relacionados à degradação, como alterações na localização subcelular da proteína, modulação de suas interações com outras proteínas ou regulação de sua atividade enzimática.

A poliubiquitina desempenha um papel fundamental no controle da estabilidade e função das proteínas, sendo essencial para a manutenção da homeostase celular. Distúrbios no processo de ubiquitinação e na formação de cadeias de poliubiquitina têm sido associados a diversas doenças humanas, incluindo doenças neurodegenerativas, câncer e doenças inflamatórias.

O centrómero é uma região central e condensada da cromatina em um cromossomo, que desempenha um papel importante na divisão celular. Durante a mitose e meiose, as fibras do fuso mitótico se ligam aos centrômeros de cada cromátide irmã, permitindo que os cromossomos se alinhem e se separem corretamente. O centróluro, um par de centriolos alongados rodeados por material pericentriolar denso, está localizado no centrósomo e desempenha um papel na organização do fuso mitótico durante a divisão celular.

Biological models, em um contexto médico ou científico, referem-se a sistemas ou organismos vivos utilizados para entender, demonstrar ou predizer respostas biológicas ou fenômenos. Eles podem ser usados ​​para estudar doenças, testar novos tratamentos ou investigar processos fisiológicos. Existem diferentes tipos de modelos biológicos, incluindo:

1. Modelos in vitro: experimentos realizados em ambientes controlados fora de um organismo vivo, geralmente em células cultivadas em placa ou tubo de petri.

2. Modelos animais: utilizam animais como ratos, camundongos, coelhos, porcos e primatas para estudar doenças e respostas a tratamentos. Esses modelos permitem o estudo de processos fisiológicos complexos em um organismo inteiro.

3. Modelos celulares: utilizam células humanas ou animais cultivadas para investigar processos biológicos, como proliferação celular, morte celular programada (apoptose) e sinalização celular.

4. Modelos computacionais/matemáticos: simulam sistemas biológicos ou processos usando algoritmos e equações matemáticas para predizer resultados e comportamentos. Eles podem ser baseados em dados experimentais ou teóricos.

5. Modelos humanos: incluem estudos clínicos em pacientes humanos, bancos de dados médicos e técnicas de imagem como ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC).

Modelos biológicos ajudam os cientistas a testar hipóteses, desenvolver novas terapias e entender melhor os processos biológicos que ocorrem em nossos corpos. No entanto, é importante lembrar que nem todos os resultados obtidos em modelos animais ou in vitro podem ser diretamente aplicáveis ao ser humano devido às diferenças entre espécies e contextos fisiológicos.

A definição médica do "Vírus da Anemia da Galinha" é o agente etiológico responsável pela anemia aviária infecciosa, uma doença hemorrágica contagiosa que afeta principalmente aves domésticas como galinhas, frangos e outras espécies de aves. O vírus é um membro da família Flaviviridae e possui um genoma de RNA simples com aproximadamente 11 kilobases.

Existem duas principais cepas do vírus: a cepa virulenta, causadora da forma aguda da doença, e a cepa atenuada, responsável pela forma crônica ou subclínica. A infecção por esta cepa atenuada pode levar à forma persistente de anemia aviária infecciosa.

A transmissão do vírus ocorre principalmente através do contato direto com sangue ou outros fluidos corporais infectados, bem como por meio de moscas e ácaros que servem como vetores mecânicos. A infecção pode causar sintomas graves, incluindo anemia, icterícia, letargia, falta de apetite e hemorragias internas e externas, podendo levar à morte em poucos dias após a exposição.

A prevenção e o controle da doença geralmente envolvem medidas de biossegurança rigorosas, como a quarentena de aves suspeitas ou infectadas, a desinfecção de equipamentos e instalações, a vacinação e a restrição de movimentação de aves em áreas afetadas.

As Quinases Ciclina-Dependente (CDKs, do inglês Cyclin-Dependent Kinases) são um tipo específico de enzimas quinases que desempenham papéis cruciais na regulação do ciclo celular eufuncional em células eucarióticas. A atividade da CDK depende da associação com as proteínas reguladoras chamadas ciclinas, que são sintetizadas e degradadas em momentos específicos do ciclo celular.

Ao longo dos diferentes estágios do ciclo celular, a formação de complexos CDK-ciclina promove a progressão da célula para a fase seguinte, por meio da fosforilação de diversas proteínas alvo, incluindo outras quinases, fatores de transcrição e estruturas da célula. A regulação da atividade das CDKs é controlada por mecanismos complexos, envolvendo a modulação da ligação com as ciclinas, a fosforilação e desfosforilação de resíduos específicos nas CDKs, e a inibição direta pelas proteínas inibidoras das quinases ciclina-dependentes (CKIs, do inglês Cyclin-Dependent Kinase Inhibitors).

As alterações no funcionamento normal das CDKs têm sido associadas a diversos transtornos, incluindo o câncer. Portanto, as CDKs são alvos farmacológicos importantes para o desenvolvimento de terapias anticancerígenas.

As proteínas que contêm repetições de beta-transducina são um tipo específico de proteínas que apresentam sequências de aminoácidos repetitivas relacionadas à subunidade beta da proteína transducina, uma proteína envolvida no processo de transdução de sinal na visão e nas vias de sinalização intracelular em geral.

Este tipo de proteínas é frequentemente encontrado em contextos patológicos, particularmente em doenças neurológicas e musculares degenerativas, como a doença de Huntington, a distrofia miotónica e a ataxia espinocerebelar. As repetições de beta-transducina geralmente ocorrem no contexto de expansões anormais de sequências de trinucleotídeos, o que leva à produção de proteínas com estruturas anormais e funções alteradas.

A acumulação destas proteínas anómalas pode resultar em toxicidade celular, levando ao comprometimento da função normal dos tecidos afetados e, consequentemente, à manifestação de sintomas clínicos associados a essas doenças. No entanto, é importante notar que o mecanismo exato pelo qual as repetições de beta-transducina contribuem para a patogênese dessas doenças ainda não está completamente esclarecido e é um campo ativo de investigação científica.

Desculpe por o mal-entendido, "proteínas culinárias" não é um termo médico ou bioquímico estabelecido. Pode ser que você se refere a proteínas presentes em alimentos ou ingredientes culinários. As proteínas são moléculas fundamentais para a vida, desempenhando funções essenciais em nosso organismo, como o crescimento, reparo e manutenção de tecidos, além de atuar em diversos processos metabólicos.

Existem diferentes tipos de proteínas presentes em vários alimentos, como:

1. Albumina: Presente em ovos, leite, carne e vegetais. É uma proteína solúvel em água e tem função estrutural.
2. Globulinas: Também encontradas em ovos, leite e carnes. São proteínas que se precipitam com a adição de soluções salinas.
3. Caseínas: Presentes no leite, são insolúveis em água, mas solúveis em soluções alcalinas ou ácidas.
4. Queratina: Encontrada em cabelos, unhas, peles e penas de animais. É uma proteína fibrosa resistente a desintegração.
5. Colágeno: Principal proteína estrutural dos tecidos conjuntivos, encontrada em couro, ossos, tendões e cartilagens.

Em um contexto culinário, as proteínas são importantes para a textura, sabor e nutrição dos alimentos. A manipulação térmica ou química das proteínas durante a preparação dos alimentos pode alterar suas propriedades, afetando a consistência, a solubilidade e a digestibilidade dos pratos.

Proteínas Quinases são um tipo específico de enzimas (proteínas que catalisam reações químicas em outras moléculas) que transferem grupos fosfato a partir de moléculas de ATP para certos sítios de aminoácidos específicos em outras proteínas. Este processo, chamado fosforilação, pode ativar ou desativar as funções da proteína-alvo e desempenhar um papel fundamental na regulação de diversos processos celulares, como o metabolismo, crescimento celular, diferenciação celular, apoptose (morte celular programada) e sinalização celular.

Existem centenas de proteínas quinases diferentes em células vivas, e elas variam na sua especificidade para as proteínas-alvo e os aminoácidos alvo. Algumas proteínas quinases são constitutivamente ativas, enquanto outras são ativadas por sinais externos ou internos que desencadeiam uma cascata de eventos que levam à sua ativação. A desregulação das proteínas quinases pode contribuir para o desenvolvimento e progressão de diversas doenças, incluindo câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.

Ciclossomo-Complexo Promotor de Anáfase [D12.776.167.024] Ciclossomo-Complexo Promotor de Anáfase ...

No FAQ disponível com os "ciclossomo complexo promotor de anáfase"

No imagens disponível com os "ciclossomo complexo promotor de anáfase"