De acordo com a maioria dos códigos de ética médica e da American Medical Association (AMA), "propaganda" é geralmente considerada um termo pejorativo quando aplicado à comunicação sobre assuntos médicos ou de saúde. A AMA define propaganda como "a emissão sistemática de mensagens que são prejudiciais à saúde pública, enganosas e/ou tendenciosas".

A preocupação com a propaganda em saúde surgiu historicamente devido às práticas de marketing desonestas de tabaco e álcool no início do século XX. Desde então, o termo tem sido amplamente aplicado a qualquer comunicação que possa ser enganosa ou tendenciosa, particularmente quando empregada por indústrias com interesses financeiros em jogo.

A definição de propaganda na medicina geralmente inclui as seguintes características:

1. É uma comunicação sistemática e organizada: A propaganda é disseminada de forma consistente e persistente, com o objetivo de influenciar as opiniões ou comportamentos dos indivíduos em relação a determinados assuntos de saúde.
2. Contém mensagens enganosas ou tendenciosas: As informações apresentadas na propaganda podem ser parciais, exageradas ou totalmente falsas, com o objetivo de induzir os indivíduos a adotar determinados comportamentos ou crenças relacionadas à saúde.
3. Pode ser patrocinada por interesses financeiros: A propaganda em saúde geralmente é empregada por indústrias que têm um interesse financeiro em determinar os resultados, como a indústria do tabaco, alimentícia ou farmacêutica.
4. Pode ser prejudicial à saúde pública: A propaganda pode levar as pessoas a adotar comportamentos ou crenças que são prejudiciais à sua saúde ou à saúde da comunidade em geral.

Exemplos de propaganda em saúde incluem campanhas publicitárias financiadas por indústrias que promovem o consumo de alimentos processados, bebidas açucaradas ou tabaco, além de informações enganosas sobre os riscos e benefícios de determinados tratamentos médicos ou procedimentos cirúrgicos.

Uma revisão da pesquisa por pares, também conhecida como revisão sistemática ou meta-análise, é um tipo específico de estudo secundário que utiliza métodos sistemáticos e transparentes para localizar, avaliar e sintetizar evidências de alta qualidade a partir de pesquisas primárias relevantes e publicadas previamente sobre uma questão claramente formulada. Essa revisão é conduzida por um ou mais revisores imparciais, geralmente especialistas no campo em questão, que avaliam criticamente os estudos incluídos e extraem dados relevantes para análise estatística. O objetivo principal dessa abordagem é fornecer uma visão abrangente e confiável do estado atual da pesquisa sobre um tópico específico, ajudando assim a orientar a prática clínica, a formular políticas de saúde e a identificar lacunas no conhecimento que possam ser abordadas em estudos futuros.