Hemoflagelado parasita do subgênero Leishmania viannia que infecta o homem e animais, causando LEISHMANIOSE MUCOCUTÂNEA. A transmissão ocorre por mosquitos-pólvora Lutzomyia.
Doença caracterizada pela disseminação progressiva e crônica de lesões da leishmaniose cutânea do Novo Mundo causada por espécies do complexo da L. braziliensis para a mucosa nasal, faríngea e oral algum tempo após o aparecimento da lesão cutânea inicial. A obstrução nasal e epistaxe são sintomas que se apresentam com frequência.
Antiprotozoário eficiente no tratamento das tripanossomíases, leishmanioses e algumas infecções fúngicas. É utilizado no tratamento da pneumonia por PNEUMOCYSTIS em pacientes infectados por HIV. Pode causar diabetes mellitus, danos no sistema nervoso central e outros efeitos tóxicos.
Gênero de protozoários flagelados que compreende diversas espécies patogênicas ao homem. Organismos deste gênero possuem fases amastigota e promastigota em seu ciclo de vida. Como resultado de estudos enzimáticos, este único gênero foi divido em dois subgêneros: Leishmania leishmania e Leishmania viannia. Espécies do subgênero Leishmania leishmania incluem: L. aethiopica, L. arabica, L. donovani, L. enrietti, L. gerbilli, L. hertigi, L. infantum, L. major, L. mexicana e L. tropica. As seguintes espécies compõem o subgênero Leishmania viannia: L. braziliensis, L. guyanensis, L. lainsoni, L. naiffi e L. shawi.
Doença endêmica que é caracterizada pelo desenvolvimento de lesões localizadas múltiplas ou únicas em áreas expostas da pele que frequentemente se ulceram. A doença tem sido dividida nas formas "Novo Mundo" e "Velho Mundo". A leishmaniose do "Velho Mundo" é separada em três tipos distintos de acordo com manifestações epidemiológicas e clínicas e é causada por espécies dos complexos L. tropica e L. aethiopica assim como por espécies do maior gênero da Leishmania. A leishmaniose do "Novo Mundo", também chamada de leishmaniose americana, ocorre nas Américas Central e do Sul e é causada por espécies dos complexos L. mexicana e L. braziliensis.
Hemoflagelado parasita do subgênero Leishmania viannia que infecta o homem e animais. Causa LEISHMANIOSE CUTÂNEA, LEISHMANIOSE CUTÂNEA DIFUSA e LEISHMANIOSE MUCOCUTÂNEA, dependendo da subespécie deste organismo. O mosquito-pólvora, Lutzomyia, é o vetor. O complexo Leishmania braziliensis inclui as subespécies braziliensis e peruviana. Uta, forma de leishmaniose cutânea do Novo Mundo, é causada pela subespécie peruviana.
Hemoflagelado parasita do subgênero Leishmania leishmania que infecta o homem e animais causando LEISHMANIOSE CUTÂNEA do Velho Mundo. A transmissão ocorre por mosquitos-pólvora Phlebotomus.
Hemoflagelado parasita do subgênero Leishmania leishmania que infecta o homem e animais e causa LEISHMANIOSE VISCERAL. Os gêneros de mosquitos-palha Phlebotomus e Lutzomyia são os vetores.
Hemoflagelado parasita do subgênero Leishmania leishmania que infecta o homem e animais causando LEISHMANIOSE VISCERAL. Infecções em humanos são praticamente restritas a crianças. Este parasita é comumente visto em cães, outros Canidae, e porcos-espinhos, sendo os humanos considerados hospedeiros acidentais. A transmissão ocorre por mosquitos-pólvora Phlebotomus.
Hemoflagelado parasita do subgênero Leishmania leishmania que infecta o homem e animais, incluindo roedores. O complexo Leishmania mexicana causa tanto LEISHMANIOSE CUTÂNEA quanto LEISHMANIOSE CUTÂNEA DIFUSA, e inclui as subespécies amazonensis, garnhami, mexicana, pifanoi e venezuelensis. L. m. mexicana causa úlcera dos chicleros, uma forma de LEISHMANIOSE CUTÂNEA no Novo Mundo. O mosquito-pólvora, Lutzomyia, parece ser o vetor.
Doença causada por qualquer uma das espécies de protozoários do gênero LEISHMANIA. Há quatro tipos clínicos principais dessa infecção: cutânea, (LEISHMANIOSE CUTÂNEA), cutânea difusa (LEISHMANIOSE CUTÂNEA DIFUSA), mucocutânea (LEISHMANIOSE MUCOCUTÂNEA) e visceral (LEISHMANIOSE VISCERAL).
Moscas parecidas com mariposas, pequenas e peludas, que são de considerável importância para a saúde pública como vetores de certos organismos patogênicos. Importantes gêneros relacionados a doenças são PHLEBOTOMUS, Lutzomyia e Sergentomyia.
Mamíferos de vagarosa movimentação e exclusivamente arborícolas que habitam florestas tropicais das Américas do Sul e Central.
Divisão de plantas simples sem tecido vascular, com órgãos rudimentares semelhantes à raizes (rizoides). Como os MUSGOS, as hepáticas, apresentam alternância de geração entre as formas haploide com gametas (gametófitos) e diploide com esporos (esporofitos).
Ordem de protozoários flagelados. Suas características incluem a presença de um ou dois flagelos emergindo de depressão no corpo celular, e uma única mitocôndria que se estende pelo comprimento do corpo.
Subordem de protozoários monoflagelados parasitas que vivem no sangue e tecidos do homem e outros animais. Gêneros representativos incluem: Blastocrithidia, Leptomonas, CRITHIDIA, Herpetomonas, LEISHMANIA, Phytomonas e TRYPANOSOMA. Espécies desta subordem podem existir em duas ou mais fases morfológicas, previamente nomeadas segundo os gêneros que exemplificam estas formas - amastigota (LEISHMANIA), coanomastigota (CRITHIDIA), promastigota (Leptomonas), opistomastigota (Herpetomonas), epimastigota (Blastocrithidia) e tripomastigota (TRYPANOSOMA).
Um dos três domínios da vida (os outros são BACTÉRIAS e ARCHAEA), também chamado de Eukarya. Constituem os organismos cujas células são envolvidas por membranas e possuem um núcleo. Compreendem quase todos os organismos pluricelulares e muitos dos unicelulares, e são tradicionalmente divididos em grupos (algumas vezes chamados reinos) que incluem ANIMAIS, PLANTAS, FUNGOS, várias algas e outros ‘taxa’ que foram previamente parte do antigo reino Protista.
Movimento ou capacidade para se deslocar de um lugar a outro. Pode se referir a humanos, vertebrados ou invertebrados, e microrganismos.
Fibras TÊXTEIS obtidas do arilo (exterior das SEMENTES) das sementes do algodoeiro (GOSSYPIUM). A inalação do pó da fibra do algodão por um periodo prolongado pode resultar em BISSINOSE.
Gênero de plantas (família MALVACEAE) fonte da FIBRA DO ALGODÃO, ÓLEO DE SEMENTE DE ALGODÃO, usado para cozinhar e GOSSIPOL. A colheita do algodão, economicamente importante, é a principal usuária dos PRAGUICIDAS agrícolas.
Relacionamentos entre grupos de organismos em função de sua composição genética.
Conjuntos de reagentes preparados comercialmente, com dispositivos acessórios, contendo os principais componentes (e literatura) necessários para realizar um ou mais testes ou os procedimentos diagnósticos especificados. Podem ser para uso laboratorial ou individual.
O processo total pelo qual organismos geram a prole. (Stedman, 25a ed)
Doença crônica causada por LEISHMANIA DONOVANI e transmitida pela picada de várias espécies de flebótomos do gênero Phlebotomus e Lutzomyia. Ela é frequentemente caracterizada por febre, calafrios, vômitos, anemia, hepatoesplenomegalia, leucopenia, hipergamaglobulinemia, emagrecimento e uma coloração acinzentada da pele. A doença é classificada em três tipos principais de acordo com a distribuição geográfica: indiana, mediterrânea (infantil) e africana.
Substâncias que destroem protozoários.
Gênero da família PSYCHODIDAE que age como vetor de vários organismos patogênicos, incluindo LEISHMANIA DONOVANI, LEISHMANIA TROPICA, Bartonella bacilliformis e o vírus da febre Papataci (VÍRUS DA FEBRE DO FLEBÓTOMO NAPOLITANO).
Insetos que transmitem organismos infecciosos de um hospedeiro para outro, ou de um reservatório inanimado para um hospedeiro animado.
A República Federativa do Brasil é formada por 5 regiões (norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul), 26 Estados e o Distrito Federal (Brasília). A atual divisão político-administrativa é de 1988, quando foi criado o estado do Tocantins, a partir do desmembramento de parte de Goiás, e os territórios de Amapá e Roraima foram transformados em estados. Quinto país do mundo em área total, superado por Federação Russa, Canadá, China e EUA, e maior da América do Sul, o Brasil ocupa a parte centro-oriental do continente. São 23.089 km de fronteiras, sendo 7.367 km marítimas e 15.719 km terrestres. A orla litorânea estende-se do cabo Orange, na foz do rio Oiapoque, ao norte, até o arroio Chuí, no sul. Todos os países sul-americanos, com exceção de Equador e Chile, fazem fronteira com Brasil. Pouco mais de 70 km tornam a extensão norte-sul do país superior ao sentido leste-oeste. São 4.394,7 km entre os extremos leste e oeste. Ao norte, o ponto extremo do Brasil é a nascente do rio Ailã, no monte Caburaí, em Roraima, fronteira com a Guiana. Ao sul, o arroio Chuí, na divisa do Rio Grande do Sul com o Uruguai. A leste, a ponta do Seixas, na Paraíba. E a oeste, as nascentes do rio Moa, na serra da Contamana, no Acre, fronteira com o Peru. O centro geográfico fica na margem esquerda do rio Jarina, em Barra do Garça em Mato Grosso. (Almanaque Abril. Brasil, SP: Editora Abril S.A., 2002). Existe grande contraste entre os estados em relação aos aspectos físicos e demográficos e aos indicadores sociais e econômicos. A área do Amazonas, por exemplo, é maior do que a área somada dos nove estados da região nordeste. Enquanto Roraima e Amazonas têm cerca de um a dois habitantes por km2, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal esse índice é superior a 300 (a média para o país é de 20,19 IBGE 2004). A população brasileira estimada para 2006 é de 186 milhões de habitantes distribuída em uma área de 8.514.215,3 km2 (média de 46 hab/km2). A mortalidade infantil média para o país é de 26,6 óbitos de crianças menores de um ano por 1000 nascidos vivos, variando de 47,1 para o estado de Alagoas (IBGE 2004) e 13,5 para o estado de São Paulo (SEADE 2005). A esperança (ou expectativa) de vida do brasileiro ao nascer é de 71,7 anos (IBGE 2004). A taxa de fecundidade é de 2,3 filhos por mulher menor de 20 anos (IBGE 2004). Em relação à economia, apenas três estados do Sudeste - São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais - respondem por cerca de 60 por cento do PIB brasileiro.