Gostaria de saber se a epilepsia é considerada uma deficiência?


Sou portadora de epilepsia e tenho curiosidade em saber se portadores da mesma podem ser considerados deficientes, e se a resposta for sim; por que?

Agradeço.
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Copiei alguns artigos na internet para você. É fundamental fazer uso contínuo de medicação a fim de controlar as crises e evitar a degeneração cerebral. Até onde sei, não são deficientes, mas não podem executar algumas tarefas, como dirigir, operar máquinas, em função das crises e das medicações de controle. É arriscado para si e para outros.

É possível viver muito bem com epilepsia, desde que tome as medicações regularmente. Meu filho tem e não tem crises há mais de 10 anos.
Epilepsia

O que é a epilepsia?
A epilepsia é uma doença física que causa alterações súbitas, breves e recorrentes na actividade eléctrica normal do cérebro, de modo que, durante um episódio de epilepsia, denominado crise epiléptica, as células do cérebro “disparam” de modo incontrolável a um ritmo que pode chegar a ser quatro vezes maior que o normal, levando, assim, a alterações do movimento, pensamentos, sensações e comportamento da pessoa.

As células que “disparam” este padrão anormal podem envolver todo o cérebro, originando uma crise generalizada primária ou, então, constituir apenas uma área circunscrita, isto é, um foco, atingindo apenas uma região limitada do cérebro, causando, neste caso, uma crise parcial.



Por que acontece a epilepsia?
Sabe-se que são diversas as condições que podem afectar o cérebro e desencadear epilepsia. Assim temos, por exemplo:

lesões cerebrais, quer ocorram antes ou depois do nascimento;

tumores cerebrais;

infecções (meningites e encefalites);

doenças genéticas;

anomalias estruturais dos vasos sanguíneos cerebrais;

intoxicação por chumbo.

No entanto, na maioria dos casos (cerca de 70%) a causa específica não é determinada.



Como se manifesta a epilepsia?
A doença pode apresentar-se de diferentes formas, consoante a extensão do cérebro que é atingida, e onde se localiza a área afectada:

1. Crise generalizada primária: envolve simultaneamente todo o cérebro

Crise tónico-clónica generalizada (“Grande Mal“)

Neste tipo de crise o paciente perde a consciência, cai e pára , temporariamente, de respirar, podendo, inclusivamente, perder o controlo dos esfíncteres anal e vesical. São os clássico "ataques" que já toda a gente viu uma vez ou outra, e que geralmente causa grande alarme entre os circunstantes. O nome desta forma advém do facto de numa primeira fase todos os músculos do corpo apresentarem uma contracção ininterrupta (fase tónica), logo seguida de uma série de contracções rítmicas curtas (fase clónica). O episódio dura, geralmente, mais de um minuto e é seguido de um período de relaxamento e sonolência e, por vezes, de uma dor de cabeça;

Pequeno Mal

Esta forma de epilepsia caracteriza-se por uma perda de consciência tão breve que o paciente nem chega a mudar de posição. Nestes poucos segundos o paciente pode apresentar um olhar fixo, um rápido pestanejar, movimentos de mastigação ou um movimento rítmico breve de uma extremidade;

2. Crise parcial (focal): envolve apenas um área do cérebro (foco)

Crise parcial simples

Neste caso o paciente mantém-se acordado e consciente, sendo que os sintomas são variáveis em função da área cerebral afectada. Assim, o paciente pode apresentar movimentos bruscos e súbitos (“sacudidelas”) de uma parte do corpo ou, experienciar odores estranhos ou uma distorção do ambiente que o rodeia, náuseas ou sintomas emocionais, como um medo ou ira inexplicáveis;

Crise parcial complexa

Neste caso o paciente não responde aos estímulos. Pode apresentar um olhar fixo, movimentos de mastigação ou actividade aleatória. Após a crise ele não recorda nada do episódio.

Coma epiléptico

Ocorre quando um paciente sofre uma série de crises generalizadas, umas após as outras, sem chegar a recuperar a consciência entre elas. É uma situação grave, que põe em risco a vida e que necessita de tratamento urgente.



Como se diagnostica a epilepsia?
O médico faz o diagnóstico desta situação baseado na história, no exame físico minucioso, no exame neurológico e no resultado de exames complementares, nomeadamente o electroencefalograma, a TAC (Tomografia Axial Computadorizada), ou a RM (Ressonância Magnética).

Uma vez que, geralmente, quando o médico vê o paciente este encontra-se bem e não tem memória do que lhe aconteceu, é fundamental que hajam relatos de testemunhas do ou dos episódios, que descrevam o que se passou.



Como se trata a epilepsia?
Na maioria dos casos o tratamento inicia-se por um dos muitos antiepilépticos disponíveis: carbamazepina, clonazepam, fenobarbital, fenitoína, ácido valpróico, valproato de sódio, gabapentina, etc; sendo que a escolha do composto a utilizar depende do tipo de epilepsia em causa.

Quando a medicação não consegue controlar as crises, considera-se o recurso à cirurgia, sendo que a decisão de optar por esta terapêutica depende de muitos factores: frequência e intensidade das crises, o risco de lesões cerebrais ou mesmo corporais decorrente das frequentes c  (+ info)

O que fazer quando uma pessoa que tem epilepsia não aceita que tem a doença e não aceita tratamento?


meu irmão tem epilepsia e não aceita, não quer ser tratado. O que tenho que fazer para conseguir convence-lo a se tratar?
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Muita conversa, muita paciência, muita persistência.
Procure se informar sobre o assunto, riscos, tratamentos, prognósticos, tipos de epilepsia, etc. e, com muita persistência, tente mostrar, aos poucos, a importância do tratamento para seu irmão.
É importante que ele seja respeitado e tratado com dignidade.
Nestas horas, muita paciência e persistência serão necessárias..

Boa sorte  (+ info)

Qual a possibilidade de uma pessoa que teve traumatismo intracraniano ter epilepsia?


Tenho um parente que foi atropelado e teve um hematoma intracraniano no lobo temporal esquerdo, dai queria saber qual a possibilidade de ter epilepsia e qual tipo desta doença costuma acontecer nestes casos.
Houve intervenção cirúrgica para retirar o coágulo.
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Olá Brito,
Sempre que há um TCE ( traumatismo cranio-encefálico ) há grandes chances de haver prejuízos e sequelas físicas e mentais, quando não há morte. Depende muito da extensão dos danos.
Quanto à chance de ocorrer uma epilepsia como sequela é bem possível. Porém seria inviável quantificar as possibilidades.
Aliás, tenho alguns pacientes em tratamento devido a situações semelhantes. Estes tiveram não somente epilepsia, mas também alterações comportamentais.
Agora é fundamental o acompanhamento do neurologista.
Abraços  (+ info)

Por que quem tem epilepsia tem q consultar um medico antes de jogar Playstation?


Eu vi na caixa do meu Ps2 tava dizendo para consultar um medico antes de jogar quem tem epilepsia
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Os constrastes das cores da tv podem causar convulsoes. N é só com playstation nao.  (+ info)

Posso eu administrar esteróides anabolizantes juntamente ao Roacutan e remédio para epilepsia?


Tenho epilepsia e tomo torval cr 500mg, e a 5 meses tomo Roacutan(Isotretinoina), existe algum esteróide anabólico que possa ser administrado com isso?
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Como a convulsão surge de uma hora para outra?


Estava eu e o meu esposo no cinema quando um garoto ao lado, do nada teve uma Epilepsia / Convulsão - Ataque epiléptico.
Levamos um susto tremendo, não foi necessário chamar uma ambulância.
Eu sempre soube que uma pessoa só tem esse problema quando se sente em perigo ou perturbada.
Mas esse garoto de aproximadamente 14 anos estava tranqüilo.
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Betty, o garoto a seu lado no cinema não teve uma convulsão "do nada", como você refere. Em verdade, ele é portador de uma condição neurológica, muito provavelmente epilepsia (mas, poderiam ser algumas outras patologias neurológicas) e a crise convulsiva MUITO FREQUENTEMENTE pode ser desencadeada por estímulação visual. Então, pessoas epiléticas que vão a danceterias, por exemplo, onde existem aquelas luzes intensas e piscantes, as tais de estroboscópicas ou coisa equivalente, com muita probabilidade irão sofrer crises (convulsões). A sucessão rápida de imagens no cinema, a variação de luzes na tela, estimulos visuais de cores intensas, talvez cenas de ação em que imagens se sucediam com grande rapidez, mais a excitação provocada pelo filme, tudo isso são fatores determinantes de crises epiléticas. Toda extraordinária excitação do tecido nervoso (cérebro) é potencialmente causadora de convulsões. Esse garoto, provavelmente, estará sendo acompanhado por um Colega, espera-se que esteja sendo medicado com algum remédio anticonvulsivante (de tantos existentes no mercado), algo como Fenitoína, ou Haloperidol, ou Valproato, Carbamazepina, enfim, há uma gama muito grande de medicamentos com essa indicação. Mas, seria completamente previsível que pudesse ocorrer algo como o que você presenciou, em função da hiper-estimulação do cérebro desse garoto com as imagens e todo o mais que aparecia na tela do cinema. Abraço.  (+ info)

Conhecem estatística dos estados Brasileiros que já realizaram tratamento de Epilepsia?


Preciso de informações especificas sobre os Estados brasileiros que realizam "Exploração diagnostica e cirurgia de epilepsia".
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Olá!
Gostaria muito de te ajudar, mas a pergunta lembra um trabalho escolar.
Todos os Estados do Brasil realizam tratamento para epilepcia.
Quanto a exploração diagnóstica, certamente a Região Sudeste é grande referência neste assunto.
Consulte os centros de referência em Neurocirurgia.
Um abraço!  (+ info)

Quais os maleficios do flash fotografico na retina de uma criança?


Gostaria de saber se o flash de uma camara fotografica pode trazer algum efeito malefico para a saude de uma criança. Já ouvi falar em epilepsia, estrabismo... Será que alguem me pode ajudar?
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Uma simples máquina fotográfica com flash ou uma lâmpada caseira podem servir de alerta e prevenir males maiores. A detecção é simples. Dr. Sidnei Epelman, presidente da TUCCA - Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, oncologista pediátrico do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Santa Marcelina, explica que a doença pode ser percebida pelos próprios pais, em casa, como ocorre em 90% dos casos. Basta ficarem atentos à presença de um reflexo pupilar branco ou "olho de gato", chamado de leucocoria, que pode ser visto em algumas posições do olhar da criança à luz artificial, quando a pupila estiver dilatada, ou em fotos, quando o flash bate sobre os olhos. Outros sinais como estrabismo, dificuldade visual, aparência anormal do olho, glaucoma e inflamações também podem estar associados ao retinoblastoma.

Mais informações sobre a doença, seu diagnóstico e tratamentos disponíveis podem ser obtidas pelo 0800 770 4665.  (+ info)

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