Filariose ou Elefantíase??? DOU 10 PONTOS....?


1) Principais Caracteristicas
2)Ciclo de Vida
3)Qual é o hospedeiro intermediário? E o definitivo?
4)Medidas Profiláticas
5)Curiosidades

Ajudem! Melhor resposta ganha 10 PONTOS!!!!!
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Saudações terráquea epidemiologista,

1) Principais Caracteristicas
A Filariose Linfática também conhecida por elefantíase, por causar aumentos e deformidades no corpo humano, com espessamento da pele, particularmente em membros inferiores apresentando muita semelhança com a pata de um elefante.

2)Ciclo de Vida
As larvas são transmitidas pela picada dos mosquitos Culex, Mansonia, Anopheles e Aedes. Da corrente sanguínea, elas dirigem-se para os vasos linfáticos, onde se maturam nas formas adultas sexuais. Após cerca de oito meses da infecção inicial (período pré-patente), começam a produzir microfilárias que surgem no sangue, assim como em muitos orgãos. O mosquito é infectado quando pica um ser humano doente. Dentro do mosquito as microfilárias modificam-se ao fim de alguns dias em formas infectantes, que migram principalmente para a cabeça do mosquito.

3)Qual é o hospedeiro intermediário? E o definitivo?
Filariose é um termo aplicado para infecções nos seres humanos e em animais por certos nematóides (vermes de corpo redondos) pertencentes a super família Filarioidea.
Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia ou Aedes (hospedeiros intermediários), presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematóideo obstrui o vaso linfático, o edema é irreversível, daí a importância da prevenção com mosquiteiros e repelentes, além de evitar o acúmulo de água parada em pneus velhos, latas, potes e outros.
Coube ao inglês George Low, em 1900 na Inglaterra, confirmar que a transmissão da infecção para o homem(hospedeiro definitivo) era feita realmente pelo mosquito.

4)Medidas Profiláticas
O antiparasítico usado é dietilcarbamazina (DEC) que elimina as microfilárias e o verme adulto. Pode-se recorrer a cirurgia reparadora em caso de elefantíase (fase crônica da doença). É importante tratar as infecções secundárias.
Há um programa da OMS que procura eliminar a doença com fármacos administrados como prevenção e inseticidas. É útil usar roupas que cubram o máximo possível da pele, repelentes de insetos e dormir protegido com redes.

5)Curiosidades
Acredita-se que a filariose bancroftiana seja originária da Polinésia, de onde migrou para a China e posteriormente para outros países da Ásia e África. Sua introdução nas Américas provavelmente ocorreu com a vinda dos escravos africanos.
A primeira descrição da filariose credita-se ao médico francês Jean-Nicolas Demarquay em 1863 que, trabalhando em Paris, identificou microfilárias em líquido quilocélico de um paciente procedente de Havana, Cuba. Pouco depois, em 1866, o médico alemão Otto Wucherer, trabalhando na Bahia, acidentalmente encontrou microfilárias na urina hematoquilosa de um paciente. O médico inglês radicado na Austrália, Joseph Bancroft retirou, em 1876, quatro vermes adultos vivos da bolsa escrotal de um paciente e, no ano seguinte, os enviou para o parasitologista inglês Cobbold que denominou a espécie com o nome de Filaria bancrofti . Neste mesmo ano, o brasileiro Silva Araújo denominou o verme adulto de Wuchereria bancrofti em homenagem a Wucherer e Bancroft, que descreveram as microfilárias e os vermes adultos, respectivamente.
Conheciam-se os parasitos, mas não se sabia como eles eram transmitidos ao homem. Foi aí que uma figura importante começou a investigar como isso acontecia: Sir Patrick Manson, que em 1878, comprovou a hipótese levantada por Bancroft de que um mosquito era o transmissor da doença. Ele persuadiu seu jardineiro chinês, sabidamente microfilarêmico (com microfilárias em seu sangue), a dormir numa casa cheia de mosquitos . No dia seguinte, coletou os insetos cheios de sangue e identificou as microfilárias ao examinar os mosquitos.
Uma outra coisa que intrigava muito os pesquisadores era o estranho comportamento das microfilárias de Wuchereria bancrofti : elas eram identificadas no sangue somente no período da noite. Foi também o Dr. Manson que fez as observações a respeito desse fato, o que chamou de “periodicidade noturna das microfilárias”. Até hoje permanece o mistério porque as microfilárias circulam no sangue durante a noite e ficam retidas no pulmão durante o dia, sem aparentemente causar nenhum mal ao portador. Acredita-se que esse mistério pode ser causado pelo mosquito que transmite a infecção, pois o Culex , tem hábitos de só picar a noite. Pensa-se que o mosquito libere alguma substância ao picar os indivíduos à noite e isso atrairia as microfilárias para o sangue periférico. É importante lembrar aqui que existem regiões do mundo onde as microfilárias são chamadas de sub periódicas, pois podem ser encontradas no sangue também no período do dia. É ocaso da Wuchereia bancrofti variedade pacifica (uma prima da Wuchereria bancrofti ). Ela existe em uma grande ilha no continente Australiano, chamada Papua Nova Guiné. Nessa região o vetor principal é o Anopheles.

Seja Feliz.  (+ info)

Alguem que ja esteve em Angola?


Bem... Eu estou em Angola à algum tempo, e tive o famoso paludismo. Acontece que após falar com diversas pessoas (Inclusive médicos) existem respostas diferentes à minha pergunta...

Apanhando paludismo, significa que depois quando saímos de um país onde existe o virus para um país que nao tem, podemos ter ao longo da vida pois o virus fica no corpo?

Umas respostas dizem que sim... O virus pode acordar a qualquer momento.

Outras respostas dizem que apenas quando ele não é tratado convenientemente. Se for tratado de forma a que se fique limpo, o vírus não volta a aparecer a menos que sejamos novamente picados...

Alguém tem uma opinião pessoal acerca disto?
Algum médico que possa explicar?

Obrigado, desde já pelas respostas. Irei pontuar a mais completa e se tiver fontes credíveis.
John - Se chamarem digam que saí -> Já li o que você meteu, assim como outros documentos... Mas fica sem responder à minha pergunta... Não consigo depreender daí se o vírus se mantém ou desaparece após tratamento feito! A minha questão, é mesmo se vou ter de ir ao médico cada vez que me dá um sintoma similar, fora de um país sem o mosquito em si, ou se o vírus só voltará a atacar se for novamente picado! Se consegue tirar alguma resposta a isso desse texto, adicione o seu parecer. Obrigado.
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Malária
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Paludismo)
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Paludismo / Malária
Classificações e recursos externos

Glóbulo vermelho atacado pelo P. Vivax.
CID-10 B50.
CID-9 084
OMIM 248310
DiseasesDB 7728
MedlinePlus 000621
eMedicine med/1385 emerg/305 ped/1357
MeSH C03.752.250.552
A malária ou paludismo é uma doença infecciosa aguda ou crônica causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles.

A malária mata 3 milhões de pessoas por ano[1], uma taxa só comparável à da SIDA/AIDS, e afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical e uma das mais frequentes causas de morte em crianças nesses países: (mata um milhão de crianças com menos de 5 anos a cada ano). Segundo a OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.

A designação paludismo surgiu no século XIX, formada a partir da forma latinizada de paul, palude, com o sufixo -ismo. Malária é termo de origem italiana que se internacionalizou e que surge em obras em português na mesma altura. Termo médico tradicional era sezonismo, de sezão, este atestado desde o século XIII.[2] Existem muitas outras designações.

Índice [esconder]
1 Transmissão
2 Progressão e sintomas
3 Epidemiologia
4 Prevenção
5 Diagnóstico
5.1 Diagnóstico Clínico
5.2 Diagnóstico Laboratorial
6 Tratamento
7 Efeitos genéticos nas populações afectadas
8 História
9 Outras designações
10 Ligações externas
11 Referências



[editar] Transmissão

Fêmea de Anopheles alimentando-se de sangue humanoA malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. A transmissão geralmente ocorre em regiões rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas urbanas, principalmente em periferias. Em cidades situadas em locais cuja altitude seja superior a 1500 metros, no entanto, o risco de aquisição de malária é pequeno. Os mosquitos têm maior atividade durante o período da noite, do crepúsculo ao amanhecer. Contaminam-se ao picar os portadores da doença, tornando-se o principal vetor de transmissão desta para outras pessoas. O risco maior de aquisição de malária é no interior das habitações, embora a transmissão também possa ocorrer ao ar livre.

O mosquito da malária só sobrevive em áreas que apresentem médias das temperaturas mínimas superiores a 15°C, e só atinge número suficiente de indivíduos para a transmissão da doença em regiões onde as temperaturas médias sejam cerca de 20-30°C, e umidade alta. Só os mosquitos fêmeas picam o homem e alimentam-se de sangue. Os machos vivem de seivas de plantas. As larvas se desenvolvem em águas paradas, e a prevalência máxima ocorre durante as estações com chuva abundante.

A malária pode apresentar algumas variações no ciclo da doença, mas em geral pode ser descrita da forma apresentada a seguir:

Quando o protozoário penetra no sangue humano, aloja-se nas células do fígado. Depois de um período, passa a usar os glóbulos vermelhos (também denominadas de hemácias) para se reproduzir. As infestações nestes dois tipos de células provocam graves sintomas, tais como: intensas dores abdominais, no corpo e na cabeça, febre, calafrios e vômitos. Em muitos casos, quando a malária não é tratada adequadamente, pode levar a morte. Os ciclos de febre coincidem com um grande número de explosões de hemácias e a liberação de protozoários no sangue do hospedeiro.


[editar] Progressão e sintomas
A malária causada pelo protozoário P.falciparum caracteriza-se inicialmente por sintomas inespecíficos, como dores de cabeça, fadiga, febre e náuseas. Estes sintomas podem durar vários dias (seis para P.falciparum, várias semanas para as outras espécies).

Mais tarde, caracterizam-se por acessos periódicos de calafrios e febre intensos que coincidem com a destruição maciça de hemácias e com a descarga de substâncias imunogénicas tóxicas na corrente sangüínea ao fim de cada ciclo reprodutivo do parasita. Estas crises paroxísticas, mais frequentes ao cair da tarde, iniciam-se com subida da temperatura até 39-40°C. São seguidas de palidez da pele e tremores violentos durante cerca de 15 minutos a uma hora. Depois cessam os tremores e seguem-se duas a seis horas de febre a 41°C, terminando em vermelhidão da pele e suores abundantes. O doente sente-se perfeitamente bem depois e até à crise seguinte, dois a três dias depois. Se a infecção for de P. falciparum, denominada malária maligna, pode haver sintomas adicionais mais graves como: choque circulatório, síncopes (desmaios), convulsões, delírios e crises vaso-oclusivas. A morte pode ocorrer a cada crise de malária maligna. Pode também ocorrer a chamada malária cerebral: a oclusão de vasos sanguíneos no cérebro pelos eritrócitos infectados causa défices mentais e coma seguidos de morte  (+ info)

Sobre ELEFANTÍASE...?


eu queria saber algumas coisa sobre essa doença
tratamento
causa
prevenção
sintomas
quem é o vetor
que é o transmissor

se alguém souber e responder direito eu dou 10 pontos

QUALQUER GRACINHA, OPINIÃO OFENSIVA OU BESTEIRAS SERÁ DENUNCIADA

Beijo
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Esta doença, a elefantíase ou filaríase, é uma doença que afecta os vasos linfáticos, causando edemas, o que faz com que a parte do corpo afectada inche e se pareça como um elefante, daí o nome dado. É causada pelos parasitas nematóides, que são os vetores, Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, comumente chamados filária, que se alojam nos vasos linfáticos, causando linfedema. Os transmissores são os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia ou Aedes, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. O período de incubação pode ser de um mês ou vários meses. A maioria dos casos é assintomática, contudo existe produção de microfilárias e o indivíduo dissemina a infecção através dos mosquitos que o picam.Os episódios de transmissão de microfilárias (geralmente à noite, a depender da espécie do vetor) pelos vasos sanguíneos podem levar a reações do sistema imunitário, como prurido, febre, mal estar, tosse, asma, fatiga, exantemas, adenopatias (inchaço dos gânglios linfáticos) e com inchaços nos membros, escroto ou mamas. Por vezes causa inflamação dos testículos (orquite).A longo prazo, a presença de vários pares de adultos nos vasos linfáticos, com fibrosação e obstrução dos vasos (formando nódulos palpáveis) pode levar a acumulações de linfa a montante das obstruções, com dilatação de vasos linfáticos alternativos e espessamento da pele. Esta condição, dez a quinze anos depois, manifesta-se como aumento de volume grotesco das regiões afectadas, principalmente pernas e escroto, devido à retenção de linfa. No que toca a prevenção há um programa da Organização Mundial da Saúde que procura eliminar a doença com fármacos administrados como prevenção e inseticidas. É útil usar roupas que cubram o máximo possível da pele, repelentes de insetos e dormir protegido com redes. O tratamento é simples, usa uma combinação de duas drogas, ambas doadas gratuitamente pela GlaxoSmithKline and Merck and Co. Elas precisam de ser aplicadas uma vez por ano durante cinco anos para assegurar que a doença não se espalha. Espero ter ajudado








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caracteristica morfologica do agente da malaria?


Malária ou paludismo, entre outras designações, é uma doença infecciosa aguda ou crônica causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles.

A malária mata 2 milhões de pessoas por ano, uma taxa só comparável à da SIDA/AIDS, e afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical e uma das mais frequentes causas de morte em crianças nesses países: (mata um milhão de crianças com menos de 5 anos a cada ano). Segundo a OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.

A malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. A transmissão geralmente ocorre em regiões rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas urbanas, principalmente em suas periferias. Em cidades situadas em locais cuja altitude seja superior a 1500 metros, no entanto, o risco de aquisição de malária é pequeno. Os mosquitos têm maior atividade durante o período da noite, do crepúsculo ao amanhecer. Contaminam-se ao picar os portadores da doença, tornando-se o principal vetor de transmissão desta para outras pessoas. O risco maior de aquisição de malária é no interior das habitações, embora a transmissão também possa ocorrer ao ar livre.

O mosquito da malária só sobrevive em áreas que apresentem médias das temperaturas mínimas superiores a 15ºC, e só atinge número suficiente de indivíduos para a transmissão da doença em regiões onde as temperaturas médias sejam cerca de 20-30ºC, e umidade alta. Só os mosquitos fêmeas picam o homem e alimentam-se de sangue. Os machos vivem de seivas de plantas. As larvas se desenvolvem em águas paradas, e a prevalência máxima ocorre durante as estações com chuva abundante.


[editar] Progressão e sintomas
A malária causada por P.falciparum caracteriza-se inicialmente por sintomas inespecíficos, como dores de cabeça, fadiga, febre e náuseas. Estes sintomas podem durar vários dias (seis para P.falciparum, várias semanas para as outras espécies).

Mais tarde, caracterizam-se por acessos periódicos de calafrios e febre intensos que coincidem com a destruição maciça de hemácias e com a descarga de substâncias imunogénicas tóxicas na corrente sangüínea ao fim de cada ciclo reprodutivo do parasita. Estas crises paroxísticas, mais frequentes ao cair da tarde, iniciam-se com subida da temperatura até 39-40ºC. São seguidas de palidez da pele e tremores violentos durante cerca de 15 minutos a uma hora. Depois cessam os tremores e seguem-se duas a seis horas de febre a 41ºC, terminando em vermelhidão da pele e suores abundantes. O doente sente-se perfeitamente bem depois e até à crise seguinte, dois a três dias depois. Se a infecção for de P. falciparum, denominada malária maligna, pode haver sintomas adicionais mais graves como: choque circulatório, síncopes (desmaios), convulsões, delírios e crises vaso-oclusivas. A morte pode ocorrer a cada crise de malária maligna. Pode também ocorrer a chamada malária cerebral: a oclusão de vasos sanguíneos no cérebro pelos eritrócitos infectados causa défices mentais e coma seguidos de morte (ou défice mental irreversível). Danos renais e hepáticos graves ocorrem pelas mesmas razões. As formas causadas pelas outras espécies ("benignas") são geralmente apenas debilitantes, ocorrendo raramente a morte.

Os intervalos entre as crises paroxísticas são diferentes consoante a espécie. Para as espécies de P. falciparum, P. ovale e P. vivax, o ciclo da invasão de hemácias por uma geração, multiplicação interna na célula, lise (rebentamento da hemácia) e invasão pela nova geração de mais hemácias dura 48 horas. Normalmente há acessos de febre violenta e tremores no dia 1, e passados 48 horas já no dia 3, etc, sendo classificada de malária ternária. A infecção pelo P. malariae tem ciclos de 72 horas, dando-se no dia 1, depois no dia 4, etc, constituindo a malária quaternária. A detecção precoce de malária quaternária é importante porque este tipo não pode ser devido a P. falciparum, sendo, portanto, menos perigoso.

Sintomas crónicos incluem a anemia, cansaço, debilitação com redução da capacidade de trabalho e da inteligência funcional, hemorragias e infartos de incidência muito aumentada, como infarto agudo do miocárdio e AVCs (especialmente com P. falciparum).

Se não diagnosticada e tratada, a malária maligna causada pelo P. falciparum pode evoluir rapidamente, resultando em morte. A malária "benigna" das outras espécies resulta em debilitação crónica mas mais raramente em morte.


[editar] Epidemiologia
É uma das doenças mais importantes para a humanidade, devido ao seu impacto e custos, e constitui um fardo extremamente pesado para as populações dos países atingidos, principalmente em África, incomparável aos custos sociais de qualquer doença ocidental. A malária existe potencialmente em todas as regiões onde existem humanos e mosquitos Anopheles em quantidade suficiente, o que inclui todas as regiões tropicais de todos os continentes e muitas regiões subtropicais. Hoje em dia, a África é particularmente atingida, estando poupadas apenas o norte e a África do Sul. Na América existe em toda a região central (México e países do istmo) e norte da América do Sul, incluindo mais de metade do território do Brasil (todo o Nordeste e Amazónia) e ainda nas Caraíbas (não existe no Sul incluindo Sul do Brasil). Na Ásia está presente em todo o subcontinente indiano, Médio Oriente, Irão, Ásia central, Sudeste asiático, Indonésia, Filipinas e sul da China. A malária já existiu mas foi erradicada no século XX da região mediterrânea, incluindo Sul da Europa: Portugal, Espanha, Itália, sul da França e Grécia; e no Sul e Oeste dos EUA. Ao todo, vivem quase 3 mil milhões de pessoas em regiões endémicas (ou seja, metade da humanidade) em mais de 100 países.

Há, todos os anos, 300 a 500 milhões de casos da malária, dos quais mais de 90% em África, a maioria com resolução satisfatória, mas resultando em enfraquecimento e perda de dias de trabalho significativos. Ela mata, contudo, cerca de 2 milhões de pessoas em cada ano, cerca de um milhão das quais são crianças com menos de 5 anos.

Na Europa e, mais especificamente, em Portugal, os casos são muito menos graves, havendo apenas alguns milhares. A grande maioria dos casos, e provavelmente a sua totalidade, são importados de pessoas que visitaram países tropicais.


[editar] Prevenção

Dormir coberto por rede anti-mosquito protege significativamente contra a MaláriaA melhor medida é a erradicação do mosquito Anopheles. Ultimamente, o uso de inseticidas potentes mas tóxicos, proibidos no ocidente, tem aumentado porque os riscos da malária são muito superiores aos do inseticida. O uso de redes contra mosquitos é eficaz na proteção durante o sono, quando ocorre a grande maioria das infecções. Os cremes repelentes de insetos também são eficazes, mas mais caros que as redes. A roupa deve cobrir a pele nua o mais completamente possível de dia. O mosquito não tem tanta tendência para picar o rosto ou as mãos, onde os vasos sanguíneos são menos acessíveis, quanto as pernas, os braços ou o pescoço os vasos sanguíneos são mais acessíveis .

A drenagem de pântanos e outras águas paradas é uma medida de saúde pública eficaz.


[editar] Diagnóstico

[editar] Diagnóstico Clínico
O elemento fundamental no diagnóstico clínico da malária, tanto nas áeras endêmicas como não-endêmicas, é sempre pensar na possibilidade da doença. Como a distribuição geográfica da malária não é homogênea, nem mesmo nos países onde a transmissão é elevada, torna-se importante, durante o exame clínico, resgatar informações sobre a aréa de residência ou relato de viagens de exposição ao parasita como nas áreas endêmicas (tropicais). Além disso informações sobre transfusão de sangue, compartilhamento de agulhas em usuários de drogas injetáveis, transplante de órgãos podem sugerir a possibilidade de malária induzida.


[editar] Diagnóstico Laboratorial
O diagnóstico de certeza da infeção malárica só é possível pela demonstração do parasito, ou de antígenos relacionados, no sangue periférico do paciente, através dos métodos diagnósticos especificados a seguir:

Gota espessa - É o método adotado oficialmente no Brasil para o diagnóstico da malária. Mesmo após o avanço de técnicas diagnósticas, este exame continua sendo um método simples, eficaz, de baixo custo e fácil realização. Sua técnica baseia-se na visualização do parasito através de microscopia ótica, após coloração com corante vital (azul de metileno e Giemsa), permitindo a diferenciação específica dos parasitos a partir da análise da sua morfologia, e pelos estágios de desenvolvimento do parasito encontrados no sangue periférico.
Esfregaço delgado - Possui baixa sensibilidade (estima-se que, a gota espessa é cerca de 30 vezes mais eficiente que o esfregaço delgado na detecção da infecção malárica). Porém, o esfregaço delgado é o único método que permite, com facilidade e segurança, a diferenciação específica dos parasitos, a partir da análise da sua morfologia e das alterações provocadas no eritrócito infectado.
Testes rápidos para detecção de componentes antigênicos de plasmódio - Testes imunocromatográficos representam novos metodos de diagnóstico rápido de malária. Realizados em fitas de nitrocelulose contendo anticorpo monoclonal contra antígenos específicos do parasito. Apresentam sensibilidade superior a 95% quando comparado à gota espessa, e com parasitemia superior a 100 parasitos/µL.

[editar] Tratamento

Cinchona contendo Quinina, o primeiro antimaláricoA malária maligna, causada pelo P.falciparum é uma emergência médica. As outras malárias são doenças crónicas.

O tratamento farmacológico da malária baseia-se na susceptibilidade do parasita aos radicais livres e substâncias oxidantes, morrendo em concentrações destes agentes inferiores às mortais para as células humanas. Os fármacos usados aumentam essas concentrações.

A quinina (ou o seu isómero quinidina), um medicamento antigamente extraído da casca da Cinchona, é ainda usada no seu tratamento. No entanto, a maioria dos parasitas já é resistente às suas acções. Foi suplantada por drogas sintéticas mais eficientes, como quinacrina, cloroquina, e primaquina. É frequente serem usados cocktails (misturas) de vários destes fármacos, pois há parasitas resistentes a qualquer um deles por si só. A resistência torna a cura difícil e cara.

Ultimamente a artemisinina, extraída de uma planta chinesa, tem dado resultados encorajadores. Ela produz radicais livres em contacto com ferro, que existe especialmente na hemoglobina no interior das hemácias, onde se localiza o parasita. É extremamente eficaz em destruí-lo, causando efeitos adversos mínimos. No entanto, as quantidades produzidas hoje são insuficientes. No futuro, a cultura da planta artemisina na África poderá reduzir substancialmente os custos. É o único fármaco antimalárico para o qual ainda não existem casos descritos de resistência.

Algumas vacinas estão em desenvolvimento.


[editar] Efeitos genéticos nas populações afectadas
A anemia falciforme é uma doença genética recessiva (os dois alelos do gene em causa têm de estar mutados) que ocorre nas mesma regiões de alta incidência de malária. No entanto os portadores da deficiência (com apenas um alelo mutado e o outro normal), têm altas taxas de sobrevivência à malária, sendo parcialmente resistentes a ela. Isso tudo devido ao fato do plasmódio não reconhecer a hemácia devido sua anormalidade na conformação.

Outros portadores de doenças genéticas, como algumas talassémias, ou deficiências no gene da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase, existentes no Mediterrâneo também poderão ser o produto de selecção natural positiva dos portadores devido a maior resistência ao parasita. Algumas dessas mutações aumentam os radicais livres nas hemácias, aos quais o parasita é susceptível.


[editar] História
Os seres humanos são infectados pela malária há 50 000 anos. O baixo número anterior de casos em humanos, se em comparação com os elevados índices em outros animais, implicava que os mosquitos que se alimentam dos outros animais fossem muito mais frequentes que o Anopheles, que tem predilecção pelos humanos. Só com o início da agricultura, há 10 000 anos (em algumas regiões, mas noutras só há 5000 anos) e com o crescimento populacional e destruição dos ambientes naturais desses outros animais e seus mosquitos, é que as populações de Anopheles explodiram em número, iniciando-se a verdadeira epidemia de malária que existe hoje.

A malária foi uma das doenças que mais atingiram o Império romano e a sua base populacional e económica, levando à sua queda.

Em Portugal houve até ao início do século XX alguma malária transmitida por Anopheles que se multiplicavam em pântanos. No entanto, nunca houve uma situação catastrófica como a actual em África, porque o clima frio nunca permitiu a multiplicação de suficiente número de mosquitos. A drenagem dos pântanos, como as ordenadas pelo Rei Dom Dinis, reduziram certamente a incidência da doença. Hoje não há malária transmitida em Portugal. O último caso autóctone foi em 1962, tendo no fim do século XIX afectado principalmente o Ribatejo, Alentejo e Trás-os-Montes, com algumas dezenas de casos anuais causados por P. falciparum ou P. vivax, transmitidos pelo Anopheles maculipenis, que prefere o gado ao homem.

A malária foi uma das principais razões da lenta penetração dos portugueses e outros europeus no interior da África aquando da época colonial. Mesmo no caso dos portugueses, que devido à sua maior propensão para casar com nativas, rapidamente desenvolveram descendência parcialmente resistente, as colónias de Angola e Moçambique continuaram por muitos anos a situar-se na costa, mais fresca e salubre.

Na América do Sul, os nativos (índios) dos Andes e outros tinham desde tempos imemoriais usado a casca da árvore da Cinchona para tratar a malária, assim como os Chineses já usavam a planta Artemísia (uma "nova" droga antimalárica revolucionária "descoberta" só recentemente). Em 1640 o espanhol Huan del Vego usou a tintura da casca da cinchona para tratar com sucesso a malária. No entanto, só em 1820 os franceses Pierre Pelletier e Joseph Caventou extraíram com sucesso a quinina, o princípio activo antimalárico, da tintura.

Foi o italiano Giovanni Maria Lancisi que, em 1717, notando que eram os habitantes dos pântanos os que mais sofriam da doença, renomeou o paludismo de malária, significando maus ares.

Só com o desenvolvimento da quinina (hoje a resistência do parasita é quase universal devido ao mau uso), o primeiro fármaco antimalárico, puderam os europeus sobreviver em grande número no interior africano, dando finalmente origem, no fim do século XIX, à corrida pelas colónias africanas e partição do continente entre Portugal, Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Itália e Espanha.

O causador da malária, o Plasmodium, foi descoberto pelo médico do Exército Francês, Charles Louis Alphonse Laveran, trabalhando na Argélia, que recebeu o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina pelo seu trabalho, em 1907.

A existência de malária e outras doenças debilitantes como a Doença do sono é, segundo muitos especialistas, a razão do não desenvolvimento de muitas civilizações (houve ainda assim algumas) proeminentes na África a sul do Saara. A África, como berço da humanidade, é também o berço de quase todos os parasitas e doenças infecciosas humanas, muitas das quais não existem em mais nenhum lado. O custo económico e social da malária e outras doenças africanas é inimaginável para um ocidental ou mesmo um americano ou asiático da região tropical. Com o desenvolvimento futuro (hoje ainda é um flagelo) de medicamentos e terapias eficazes contra a Malária bem como outras doenças, incluindo a SIDA/AIDS, espera-se que o progresso económico e social dos africanos seja grandemente acelerado.


ok  (+ info)

Malária deixa seqüelas?


A malária é causada por um parasita que é transmitido de um humano para outro pela picada dos mosquitos Anopheles. Nos humanos, os parasitas (chamados de esporozoítos), migram para o fígado, onde amadurecem e liberam uma outra forma, os merozoítos. Estes entram na corrente sangüínea e infectam os glóbulos vermelhos. Os parasitas se multiplicam dentro dos glóbulos vermelhos que se rompem em um prazo de 48 a 72 horas, infectando mais glóbulos vermelhos. Os sintomas ocorrem em ciclos de 48 a 72 horas. A maioria dos sintomas é causada por uma liberação maciça de merozoítos na corrente sangüínea, a anemia causada pela destruição dos glóbulos vermelhos e os problemas causados pela grande quantidade de hemoglobina liberada na circulação depois do rompimento dos glóbulos vermelhos.

A malária também pode ser transmitida congenitamente (da mãe para o bebê que vai nascer) e por meio de transfusões de sangue. Os mosquitos de climas temperados podem ser portadores da malária durante as estações temperadas, mas o parasita desaparece no inverno.

Esta doença é um grande problema de saúde em muitos dos trópicos e subtrópicos. Mais de 200 milhões de pessoas no mundo são portadoras de malária. Em algumas áreas do mundo, os mosquitos que transmitem a malária desenvolveram resistência a inseticidas, enquanto que os parasitas desenvolveram resistência aos antibióticos. Isto gerou uma dificuldade de controlar tanto a taxa de infecção quanto a disseminação da doença. A malária falcípara, um dos quatro tipos diferentes, afeta uma proporção maior de células vermelhas do que os outros tipos e é muito mais séria. Pode ser fatal em um prazo de poucas horas depois dos primeiros sintomas.

Sintomas:
calafrios, febre e suor sucessivos
dor de cabeça
náuseas e vômitos
dor muscular
anemia
fezes com sangue
icterícia
convulsões
coma
Sinais e exames:
O exame físico pode detectar um fígado dilatado (hepatomegalia) e um baço aumentado (esplenomegalia).
Exames:
Esfregaços de sangue para malária realizados em intervalos de 6 a 12 horas confirmam o diagnóstico.
Tratamento:
PARA TURISTAS
As drogas antimalária podem ser prescritas para visitantes de áreas onde há incidência de malária. O tratamento deve começar duas semanas antes de se entrar na área, e continuar por 4 semanas após deixar a área. Os tipos de medicamentos antimalária prescritos dependerão dos modelos de resistência à droga nas áreas a serem visitadas. A cloroquina, o quinino e a combinação de pirimetamina e sulfadoxina são alguns exemplos de drogas que você pode receber. É muito importante conhecer os países e as áreas que você estará visitando para obter o apoio preventivo correto contra a malária.
PARA INFECÇÕES ATIVAS
A malária, especialmenete a malária falcípara, é uma emergência médica que requer hospitalização. A cloroquina é o medicamento antimalária mais freqüentemente utilizado, mas o quindino ou quinino, ou a combinação de pirimetamina e sulfadoxina são ministradas para infecções resistentes à cloroquina.

Expectativas (prognóstico):
O resultado esperado na maioria dos casos de malária com tratamento é bom, mas em caso de infecção por falcípara com complicações o resultado é ruim.
Complicações:
insuficiência hepática e insuficiência renal
destruição das células sangüíneas (anemia hemolítica)
meningite
ruptura do baço com subseqüente hemorragia excessiva
Prevenção:
A maioria das pessoas que habita áreas onde a malária está presente adquiriram alguma imunidade à doença. Visitantes não possuem imunidade e precisam tomar medicamentos preventivos. Os medicamentos preventivos devem ser tomadas inclusive por mulheres gestantes porque o risco do medicamento para o feto é menor que o risco de adquirir uma infecção congênita. Pessoas que tomam medicamentos antimalária podem, ainda assim, ser infectadas. Evite as picadas de mosquito usando roupas que protejam os braços e as pernas, usando telas nas janelas, bem como repelente de insetos.
A cloroquina foi a droga escolhida para a proteção contra a malária. Devido à resistência, seu uso está restringido a áreas onde Plasmodium vivax, P. oval e P. malarie estão presentes. A malária falcípara está se tornando cada vez mais resistente aos medicamentos.

Para os viajantes com destino a áreas endêmicas, de malária falcípara, a droga em uso atualmente é a mefloquina. A mefloquina foi aprovada pelo FDA e é eficaz na prevenção da malária falcípara. Outras drogas incluem o Proguanil (disponível apenas na África e Fansidar (pirimete/sulfadoxina).

Viajantes podem entrar em contato com o CDC para obter informações sobre os tipos de malária em uma determinada área geográfica, medicamentos preventivos e períodos em que deve evitar viajar.

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qual é o tratamento da malaria?


tratamento da malaria
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Malária

Causa
A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, que se reproduz em regiões que combinam calor, umidade e vegetação. Das quatro formas do parasita que causam a malária - Plasmodium falciparum, vivax, ovale e malariae -, o mortal P. falciparum é o mais virulento. A transmissão do parasita pelos mosquitos é afetada pelo clima e geografia, e sua maior incidência se dá durante as estações de chuva.


Sintomas
Os principais sintomas de malária são variações bruscas de temperatura, calafrios e dores de cabeça. Podem incluir ainda dores nas articulações, vômitos, convulsões e coma.


Distribuição
Estima-se que 90% dos casos mundiais e 90% de toda a mortalidade por malária ocorram na África subsaariana. A doença também ocorre nas Américas Central e do Sul, sobretudo na região amazônica, e em países da Ásia.


Legenda do mapa: Distribuição mundial da malária, 2003.


Tratamento
A cloroquina, um medicamento barato administrado em forma de comprimido, chegou ao mercado perto de 1940 e ajudou a diminuir a disseminação da doença. Entretanto, ela não é mais eficaz em várias regiões, pois os parasitas desenvolveram resistência ao seu princípio ativo. Outros medicamentos disponíveis também estão perdendo a eficácia face às novas defesas dos parasitas. Somente o quinino, reservado para casos mais sérios, e derivados baseados em artemisinina, uma planta chinesa, ainda são eficazes em todos os lugares. A combinação de medicamentos contendo artemisinina (os chamados ACTs, pela sua sigla em inglês para Arthemisinine Combination Therapy) é agora recomendada internacionalmente como o melhor tratamento disponível para a malária. O conceito de terapia de combinação se baseia no potencial aditivo ou sinérgico de dois ou mais medicamentos, que juntos, são capazes de melhorar a eficácia terapêutica, bem como atrasar o desenvolvimento de resistência dos componentes individuais da combinação.


Prevenção
A prevenção se dá tanto através de medidas de prevenção individual - uso de mosquiteiros com ou sem inseticidas, repelentes, roupas protetoras, telas em portas e janelas etc. - , como de coletiva, que visam o controle do vetor - eliminação dos criadouros, aterros, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e uso racional da terra. Entretanto, as medidas de prevenção não são suficientes por si só. O diagnóstico rápido e eficaz seguido de tratamento correto é uma das principais estratégias para o controle da doença, contribuindo não só para reduzir a duração da doença e o risco de morte, como também para diminuir o desenvolvimento de resistência do parasita aos medicamentos.


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O que é Elefantíase???


A Filariose (ou Elefantiase) é a doença causada pelos parasitas nematódes Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema. Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia ou Aedes, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematódeo obstrui o vaso linfático o edema é irreversível, daí a importância da prevenção com mosquiteiros e repelentes, além de evitar o acúmulo de águas paradas em pneus velhos, latas, potes e outros.

Wuchereria e Brugia

Verme Brugia malayiAs formas adultas são vermes nemátodes de secção circular e com tubo digestivo completo. As fêmeas (alguns centímetros) são maiores que os machos e a reprodução é exclusivamente sexual, com geração de microfilárias. Estas são pequenas larvas fusiformes com apenas 0,2 milímetros.


Ciclo de Vida

O mosquito Aedes pode transmitir a filaríaseAs larvas são transmitidas pela picada dos mosquitos. Da corrente sanguinea elas dirigem-se para os vasos linfáticos, onde se maturam nas formas adultas sexuais. Após cerca de oito meses da infecção inicial (período pré-patente), começam a produzir microfilárias que surgem no sangue, assim como em muitos orgãos. O mosquito é infectado quando pica um ser humano doente. Dentro do mosquito as microfilárias modificam-se ao fim de alguns dias em formas infectantes, que migram principalmente para a cabeça do mosquito.

Epidemiologia


Mosquito CulexAfeta 120 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da OMS. Só afeta o ser humano (outras espécies afetam animais).

O Wuchereria bancrofti existe na África, Ásia tropical, Caraíbas e na América do Sul incluindo Brasil. É transmitido pelos mosquitos Culex, Anopheles e Aedes.
O Brugia malayi está limitado ao Subcontinente Indiano e a algumas regiões da Ásia oriental. O transmissor é o mosquito Anopheles, Culex ou Mansonia.
O Brugia timori existe em Timor-Leste e Ocidental, do qual provém o seu nome, e na Indonésia. Transmitido pelos Anopheles.

Mosquito Anopheles gambiaeO parasita só se desenvolve em condições húmidas com temperaturas altas, portanto todos os casos na Europa e EUA são importados de indivíduos provenientes de regiões tropicais.


Progressão e Sintomas
O período de incubação pode ser de um mês ou vários meses. A maioria dos casos é assintomática, contudo existe produção de microfilárias e o individuo dissemina a infecção através dos mosquitos que o picam.

Os episódios de transmissão de microfilárias (geralmente à noite a depender da espécie do vetor)pelos vasos sanguineos podem levar a reações do sistema imunitário, como prurido, febre, mal estar, tosse, asma, fatiga, exantemas, adenopatias (inchaço dos gânglios linfáticos) e com inchaços nos membros, escroto ou mamas. Por vezes causa inflamação dos testículos (orquite).

A longo prazo apresença de vários pares de adultos nos vasos linfáticos, com fibrosação e obstrução dos vasos (formando nódulos palpáveis) pode levar a acumulações de linfa a montante das obstruções, com dilatação de vasos linfáticos alternativos e espessamento da pele. Esta condição, dez a quinze anos depois, manifesta-se como aumento de volume grotesco das regiões afectadas, principalmente pernas e escroto, devido à retenção de linfa. Os vasos linfáticos alargados pela linfa retida por vezes rebentam, complicando a drenagem da linfa ainda mais. Por vezes as pernas tornam-se grossas dando um aspecto semelhante a patas de elefante, descrito como elefantíase.


Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é pela observação microscópica de microfilárias em amostras de sangue. Caso a espécie apresente periodicidade noturna é necessário recolher sangue de noite, de outro modo não serão encontradas. A ecografia permite detectar as formas adultas. A serologia por ELISA também é útil.

São usados antiparasiticos como mebendazole. É importante tratar as infecções secundárias.


Prevenção
Há um programa da OMS que procura eliminar a doença com fármacos administrados como prevenção e inseticidas. É útil usar roupas que cubram o máximo possível da pele, repelentes de insetos e dormir protegido com redes.  (+ info)

o que e malaria?


tudo sobre malaria
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Malária ou Paludismo, é uma doença infecciosa aguda ou crônica causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles. A malária mata 2 milhões de pessoas por ano e afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical, e uma das mais frequentes causas de morte em crianças nesses países. Segundo a OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.  (+ info)

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