Sangramento nas fezes?


Olá amigos, desculpem-me, mas na verdade é minha namorada quem está com o problema e ela está no Mato Grosso do sul e estou falando com ela por msg de celular. Ela me disse que o sangramento é nas fezes e não na urina?
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De onde ele vem? Na maioria das pessoas, o sangue vem do canal anal e há duas causas comuns. Se há dor baixa durante ou imediatamente após a passagem das fezes, então o sangue provavelmente vem de uma pequena rachadura ou esgarçamento da parede interna do canal anal. Isto tende a acontecer quando as fezes são muito grandes ou duras. Se não houver dor, então o sangue deve vir mais provavelmente de uma hemorróida.

Uma hemorróida é o colchão anal que foi empurrado para baixo no canal anal. É uma protuberância macia e frágil, facilmente lesada quando fezes passam por ela. Freqüentemente as pessoas com hemorróidas não sabem de sua existência, mas outras podem sentir um caroço dentro ou fora do ânus. Embora isso seja desconfortável, não é, necessariamente, doloroso. É também uma chateação, pois pode sujar as roupas íntimas e provocar uma coceira ao redor do ânus.

O sangramento de uma hemorróida interna pode ser alarmante, mas nunca traz conseqüências sérias. O sangue pode espirrar ou pingar no vaso sanitário ou simplesmente ser visto como um filete vermelho nas fezes ou no papel higiênico.

A hemorróida é causada pelo esforço na defecação, assim, é mais comum em pessoas constipadas ou que mantêm esforços prolongados devido a um reto irritável, que manda sinais falsos de que ainda há fezes dentro.

As hemorróidas pequenas curam-se espontaneamente quando a constipação é resolvida ou o esforço cessa. As maiores requerem tratamento cirúrgico. Pode ser por uma simples injeção, por uma compressão ou por remoção; neste último caso sob anestesia geral.

Quando o sangramento é sério

Em uma pequena minoria, o sangramento é causado por uma doença do cólon em um ponto mais alto do que o ânus. O caso mais sério é o de câncer ro reto ou do cólon inferior, mas o sangue também pode vir de pequenos tumores (chamados pólipos), de inflamação do reto (proctite) ou inflamação do cólon, imediatamente acima do reto (colite distal). Todas essas condições podem ser tratadas e a cura é mais provável se o tratamento começa cedo.

O sangramento por essas causas é menos freqüente do que o sangramento do ânus, e vai ser visto somente se as fezes forem examinadas com atenção. Entretanto, o importante é saber se o sangramento tem causa séria ou não, assim, o mais seguro é marcar uma consulta com o médico sem demora. Mas há uma exceção à esta regra; se o sangramento é um evento raro, que acontece apenas quando você tem uma evacuação particularmente dolorosa, com fezes grandes e duras, então não se preocupe, deve ser apenas um ferimento agudo do canal anal. Para as pessoas com mais de 50 anos é sensata a precaução de examinar as fezes ocasionalmente, uma vez por mês, pelo menos, para verificar se há sinais de sangue. Mas não vá se confundir com um pedaço de casca de tomate, cuja aparência é a mesma do sangue!

O que o médico vai fazer?

Algumas pessoas com queixa intestinal vão adiando as suas consultas médicas por medo. Na realidade não vai ser tão ruim como elas imaginam. Pode ser humilhante, mas não deve doer. O exame físico constará de uma palpação cuidadosa do abdômen, com você deitado de barriga para cima; o médico vai sentindo cada parte da barriga com os dedos, primeiro gentilmente, depois mais profundamente, à procura de pontos salientes ou doloridos. O médico pedirá para que você se deite sobre o lado esquerdo, com suas coxas fletidas junto à barriga, para o exame do ânus.

A parte externa do ânus é examinada primeiro, depois, com uma luva lubrificada com um gel, ele introduz gentilmente o dedo indicador direito no canal anal, para examinar o seu interior. A esta altura, se você conseguir relaxar bem o seu ânus, o exame será mais confortável para você e mais fácil para o médico. Vai ajudar também uma respiração lenta e profunda, com a boca aberta. Tendo terminado o exame do canal anal, o médico retira o dedo e o examina à procura de sinais de sangue. Se houver fezes na luva, o médico pode fazer um borrão em um pedaço de papel e adicionar algumas gotas de uma substancia que revela sangue oculto nas fezes (a reação da uma coloração azul). Se você vem tendo sangramento, o próximo exame médico provavelmente será uma proctoscopia. Esta consiste em uma inspeção visual do canal anal (e do reto inferior) que na verdade deveria chamar-se anoscopia.

É realizada com o auxilio de um tubo de uns dez centímetros de comprimento e do diâmetro de um dedo de homem. Mais uma vez, se você relaxar o seu ânus, o tubo vai deslizar para dentro tão facilmente como o dedo, porque estará bem lubrificado e a sua extremidade de trabalho é arredondada por uma tampa removível chamada obturador. Quando esta é puxada, uma luz clara permite que o médico veja se há hemorróidas ou algum outro problema no canal anal, o que é melhor evidenciado à medida que o instrumento é puxado para fora de você. O tubo pode parecer frio e estranho, mas, eu repito, não deve machucar. Se isso acontecer, diga-o imediatamente e o médico interromp  (+ info)

Sifilis Secundaria Tem Cura???


Descobri que tenho sifilis secundaria, nesse periodo tem cura??
porem eu sou alergio a penicilina.

meu caso é perdido??, ajudem me!!
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A sífilis secundária é a seqüência lógica da sífilis primária não tratada e é caracterizada por uma erupção cutânea que aparece de 1 a 6 meses (geralmente 6 a 8 semanas) após a lesão primária ter desaparecido. Esta erupção é vermelha rosácea e aparece simetricamente no tronco e membros, e, ao contrário de outras doenças que cursam com erupções, como o sarampo, a rubéola e a catapora, as lesões atingem também as palmas das mãos e as solas dos pés. Em áreas úmidas do corpo se forma uma erupção cutânea larga e plana chamada de condiloma lata. Manchas tipo placas também podem aparecer nas mucosas genitais ou orais. O paciente é muito contagioso nesta fase.

Outros sintomas comuns nesta fase incluem febre, garganta dolorida, mal estar, perda de peso, anorexia, dor de cabeça, meningismo, e linfonodomegalia. Manifestações raras incluem meningite aguda, que acontece em aproximadamente 2% de pacientes, hepatite, doença renal, gastrite, proctite, colite ulcerativa, artrite, periostite, neurite do nervo ótico, irite, e uveíte.

A sífilis é tratável e é importante iniciar o tratamento o mais cedo possível, porque com a progressão para a sífilis terciária, os danos causados poderão ser irreversíveis, nomeadamente no cérebro.

A penicilina G é a primeira escolha de antibiótico. O tratamento consiste tipicamente em penicilina G benzatina durante vários dias ou semanas. Indivíduos que têm reações alérgicas à penicilina (i.e., anafilaxia) podem ser tratados efetivamente com tetraciclinas por via oral.  (+ info)

meu namorado tem retocolite, gostaria de saber se é bom para ele fazer hemo-terapia?


ele toma remédio a base de corticoide e mesmo assim as vezes tem crises, gostaria muito de ajuda-lo,
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A retocolite ulcerativa é uma doença idiopática caracterizada por episódios recorrentes de inflamação acometendo predominantemente a camada mucosa do cólon (1). A doença sempre afeta o reto e acomete também variáveis porções proximais do cólon, quase sempre de forma contínua, ou seja, sem áreas de mucosa normais entre as porções afetadas (2).

Dessa maneira os pacientes podem ser classificados em tendo a doença limitada ao reto (proctite), proctossigmoidite (quando afeta até a porção média do sigmóide), envolvimento do cólon descendente até o reto (colite esquerda) e envolvimento de porções proximais à flexura esplênica (pancolite) (2).

Muitos pacientes permanecem em remissão por longos períodos, mas a probabilidade de permanecer sem recidiva por dois anos é de apenas 20%. As recidivas geralmente ocorrem na mesma região do cólon das outras agudizações (2).

A doença pode iniciar em qualquer idade, sendo homens e mulheres igualmente afetados. O pico de incidência parece ocorrer dos 20 aos 40 anos e muitos estudos mostram um segundo pico de incidência nos idosos (1).

A América Latina como um todo é considerada uma região de baixa prevalência da doença quando comparada com países como os EUA, Reino Unido e Austrália (1).

As manifestações clínicas mais comuns são diarréia, sangramento retal, eliminação de muco nas fezes e dor abdominal. Deve-se sempre excluir causas infecciosas. O diagnóstico é estabelecido pela avaliação da história clínica, exame das fezes, exame endoscópico e achados histopatológicos. Como o tratamento é realizado de acordo com a extensão da doença, a retossigmoidoscopia flexível é útil para definir as porções acometidas, devendo ser realizada de preferência sem preparo do intestino e evitando-se a insuflação excessiva de ar se inflamação acentuada estiver presente. A colonoscopia não é normalmente necessária na fase aguda, e deve ser evitada, se possível, pois pode desencadear um quadro de megacólon tóxico (1).

A gravidade da doença é melhor avaliada pela intensidade dos sintomas e pode ser classificada pelos critérios estabelecidos por Truelove e Witts (3), que são úteis na definição terapêutica.

As agudizações são classificadas em três categorias:

a) leve: menos de três evacuações por dia, com ou sem sangue, sem comprometimento sistêmico e com velocidade de sedimentação globular normal;

b) moderada: mais de quatro evacuações por dia com mínimo comprometimento sistêmico;

c) grave: mais de seis evacuações por dia com sangue, com evidência de comprometimento sistêmico, tais como febre, taquicardia, anemia e velocidade de sedimentação globular acima de 30. Casos em que haja a suspeita de megacólon tóxico também devem ser considerados casos graves.

O tratamento é feito com aminossalicilatos orais e via retal, corticóides e imunossupressores, e é feito de maneira a tratar a fase aguda e após manter a remissão, sendo o maior objetivo reduzir a sintomatologia (2).

O tratamento das agudizações leves a moderadas é feito basicamente com aminossalicilatos, orais e tópicos, e com corticóides. A sulfasalazina mostrou-se eficaz no tratamento da retocolite ulcerativa leve a moderada em ensaio clínico randomizado da década de 60 (4). Metanálises dos ensaios clínicos que usaram mesalazina na retocolite ulcerativa ativa mostraram igual eficácia da sulfassalazina e da mesalazina e superioridade da mesalazina em relação ao placebo (5,6). A terapia tópica, com supositórios de mesalazina na proctite e enema de mesalazina para a proctossigmoidite, foi reavaliada em duas metanálises que mostraram que a terapia tópica é superior a terapia oral na doença distal (7,8). Enemas de corticóide também são superiores ao placebo na doença leve a moderada, embora sejam menos eficazes que a terapia tópica com mesalazina (8,9). Os pacientes refratários aos aminossalicilatos ou aqueles com doença moderada podem alternativamente usar prednisona 40 mg via oral por dia (10). Sugere-se o tratamento empírico de estrongilóides antes do início do tratamento com prednisona. Os pacientes que não respondem completamente ou que não conseguem reduzir a dose da prednisona sem recorrência podem beneficiar-se do uso de azatioprina (10,11).

Pacientes com doença ativa grave ou refratários a terapia oral devem ser tratados em ambiente hospitalar por equipe clínico-cirúrgica treinada e devem utilizar corticóide intravenoso (1,3,10). Os pacientes que tiverem piora e aqueles que não melhorarem em poucos dias devem ser considerados para colectomia de urgência ou uso de ciclosporina intravenosa em centro com experiência no seu uso (10,12,13).

Pacientes que tenham um episódio único de proctite não necessitam terapia de manutenção. Nos demais casos, após a melhora da fase aguda, deve ser iniciada a terapia para prevenção de recorrências. Em metanálise (14) dos ensaios clínicos utilizando mesalazina para manutenção da remissão em retocolite ulcerativa, concluiu-se que a mesalazina via oral é superior ao placebo, mas inferior a sulfassalazina via oral. Os pacientes com proctite ou proctossigmoidite podem alternativamente ser mantidos em remissão com supositórios de mesalazina (15).

Apesar de ser uma doença mais prevalente nos não fumantes, não se deve encorajar os pacientes a iniciarem a fumar. Também não existem evidências conclusivas de que o uso de adesivos de nicotina possa ser útil no manejo desta doença.



2. Classificação CID 10
K51.- Colite Ulcerativa



3. Critérios de Inclusão no Protocolo de Tratamento
Serão incluídos no Protocolo pacientes com retocolite ulcerativa em uma das situações abaixo:

a) pacientes com doença intestinal ativa;

b) pacientes em remissão clínica.



4. Critérios de Exclusão do Protocolo de Tratamento
Não deverão ser incluídos no Protocolo os pacientes em uma das situações abaixo:

a) pacientes com menos de 12 anos;

b) contra-indicação ao uso dos medicamentos preconizados neste protocolo;

c) não concordância com os termos do Consentimento Informado.



5. Tratamento e Forma de Administração
5.1.Tratamento da proctite e proctosigmoidite leve a moderada
Pacientes com proctite leve a moderada devem ser tratados com um supositório de mesalazina de 1 g por dia (7) durante a fase aguda. Pacientes com proctossigmoidite devem ser tratados com enemas de mesalazina de 1 g/dia. Os pacientes intolerantes ou que não tiverem condições de aderir à terapia via retal podem alternativamente ser tratados como preconizado para a pancolite. Obtida a remissão dos sintomas os pacientes deverão ser manejados de acordo com o item 5.4 abaixo - tratamento de manutenção.



5.2. Tratamento da colite esquerda e da pancolite leve a moderada
Inicia-se com sulfasalazina 500 mg por dia via oral, elevando-se a dose, gradualmente, conforme a tolerância do paciente, para atingir a dose de 2 g de 12 em 12 horas (dose diária total de 4 g). Os pacientes que desenvolvam reações alérgicas, discrasias sangüineas, hepatite, pancreatite, dor abdominal de forte intensidade ou algum outro efeito adverso grave ao uso da sulfassalazina podem utilizar mesalazina na dose de 800 mg de 6 em 6 horas por via oral. Após melhora as doses devem ser reduzidas: sulfasalazina, reduzir para 1 g de 12 em 12 h. Mesalazina, reduzir para 800 mg de 12 em 12 h.

Nos casos moderados, alternativamente, pode ser usado prednisona na dose de 40 mg por dia, via oral, sendo que após a melhora esta dose deve ser reduzida de 5-10 mg por semana até 20 mg por dia, reduzindo-se então 5 mg por semana até 5 mg por dia e após reduzindo-se 2,5 mg por semana até a retirada completa. Em casos que responderem apenas parcialmente a prednisona, ou que não se consiga reduzir a dose do corticóide sem recaídas, deve-se iniciar o uso de azatioprina 2-2,5 mg/kg/dia ou 6-mercaptopurina 1-1,5 mg/kg/dia. Casos refratários a essa terapia devem ser tratados como sendo doença grave.



5.3.Tratamento da doença grave
Os pacientes com doença leve a moderada que não responderem às medidas preconizadas acima, da mesma forma que os pacientes com doença grave devem ser tratados em ambiente hospitalar com hidrocortisona 100 mg IV de 8 em 8 h por 7 a 10 dias (10).

Se não houver melhora, esses pacientes devem ser tratados com ciclosporina IV em centros especializados com o seu uso ou com colectomia de urgência. Deve-se evitar o uso narcóticos ou de medicações com efeito anticolinérgico. Havendo melhora a hidrocortisona deve ser substituída por prednisona, sendo então seguido o tratamento preconizado para pancolite leve a moderada.



5.4. Manutenção da remissão clínica
Pacientes que tenham tido um episódio único de proctite não necessitam de terapia de manutenção. Os demais pacientes devem fazer terapia de manutenção por via oral (1,10).

Inicia-se com sulfassalazina 500 mg por dia via oral, elevando-se a dose, gradualmente, conforme a tolerância do paciente, para atingir a dose de 1 g de 12 em 12 horas (dose diária total de 2 g).

Em casos que desenvolvam reações alérgicas, discrasias sangüineas, hepatite, pancreatite, dor abdominal de forte intensidade ou algum outro efeito adverso grave ao uso da sulfassalazina podem utilizar mesalazina na dose de 800 mg de 12 em 12 horas por via oral.

Para pacientes que tiverem mais de duas agudizações em um ano ou que não conseguem reduzir a dose de corticóide sem nova recidiva podem iniciar azatioprina 2-2,5 mg/kg/dia ou 6-mercaptopurina 1-1,5 mg/kg/dia. Para pacientes que necessitam o uso continuado de azatioprina/6-mercaptopurina por longos períodos deve ser considerada a possibilidade de se realizar colectomia, como forma de se evitar as complicações do seu uso continuado (10).

Em pacientes com proctite ou proctosigmoidite, alternativamente aos aminossalicilatos via oral, pode ser feita terapia de manutenção com um supositório de liberação lenta de mesalazina 1g três vezes por semana (8,10,15,16). Pacientes que tiverem agudização em uso de supositório três vezes por semana deve passar a usar o supositório diariamente (16).



6. Situações Especiais

6.1. Pacientes Pediátricos

Existem poucos estudos controlados avaliando o tratamento da retocolite ulcerativa em crianças. O tratamento em pacientes abaixo de 12 anos deve ser realizado em centros de referência estabelecidos pelo gestor estadual, e qualquer tratamento que difira das linhas gerais deste Protocolo deve ter o aval e justificativa de dois especialistas. Deve-se evitar o uso prolongado de corticóides, devendo-se sempre tentar o seu uso em dias alternados para minimizar o retardo de crescimento induzido por essas medicações. Levando-se em conta essas ressalvas e o ajuste das doses pelo peso, o tratamento deve seguir os mesmos princípios do tratamento dos adultos. As doses máximas devem ser as descritas acima para adultos em cada situação clínica. Recomendam-se as seguintes doses (17):

a) sulfassalazina: 50-75 mg/kg por dia, dividido em duas a quatro tomadas;

b) mesalazina: 30-50 mg/kg por dia, dividido em três a quatro tomadas;

c) prednisona: 1-2 mg/kg por dia (dose inicial) divididos em uma ou duas doses;

d) azatioprina: 2-2,5 mg/kg por dia, dose única diária;

e) 6-mercaptopurina: 1-1,5 mg/kg por dia, dose única diária;

f) ciclosporina : 4-6 mg/dia, infusão contínua ou em duas tomadas diárias.



6.2. Mulheres Grávidas e Nutrizes

A sulfassalazina interfere com o metabolismo normal do ácido fólico, que deve ser suplementado no período pré-concepção. A taxa de malformações com o seu uso é quase igual ao da população em geral (18). Deve ser utilizada com cautela em pacientes amamentando (19).

A mesalazina é considerada segura durante a gestação e pode ser uma alternativa para pacientes em uso de sulfasalazina que estejam planejando gestar. Aconselha-se cautela no seu uso durante a gestação (19).

Os corticóides podem ser usados durante a gestação para o controle de doença ativa, parecendo razoável utilizar aqueles mais metabolizados pela placenta, como a prednisona (18).

Não há estudos definitivos sobre a segurança da azatioprina durante a gestação, contudo a maioria dos estudos parece demonstrar que ela é segura (18). Dúvidas quanto a sua segurança existem também para os usuários homens que estão planejando ter filhos. O risco do seu uso deve ser pesado contra a importância de sua manutenção. A medicação deve ser suspensa pelo menos três meses antes da concepção nos pacientes (homens e mulheres) que decidirem não se submeter ao risco teratogênico. Pacientes em uso de azatioprina não devem amamentar (19).

A ciclosporina tem, provavelmente, o mesmo nível de segurança da azatioprina, e sua relação risco-benefício parece ser favorável ao seu uso em pacientes com colite grave refratárias ao corticóide como meio de evitar cirurgias de urgência (18). Seus níveis séricos devem ser cuidadosamente monitorizados, pois em níveis elevados associa-se ao desenvolvimento de dano tubular renal nos conceptos em experimentos animais (18). Pacientes em uso de ciclosporina não devem amamentar (19).



6.3. Pacientes com bolsa ileal

Os pacientes com bolsa ileal e que estejam sintomáticos devem ser encaminhados a Centros de Referência no tratamento da retocolite ulcerativa.



6.4. Pacientes com manifestações extra-intestinais significativas

Os pacientes com pioderma gangrenoso, fosfatase alcalina elevada, icterícia ou qualquer outro sinal de colestase devem ser encaminhados a Centros de Referência no tratamento da retocolite ulcerativa.



7. Apresentações dos Medicamentos

a) sulfassalazina: comprimidos de 500 e 800 mg;

b) mesalazina: comprimidos de 400, 500 e 800 mg; supositórios de 250, 500 e 1000 mg; enemas de 1 e 3 g;

c) hidrocortisona: frasco-ampola de 100, 300, 500 e 1000 mg;

d) prednisona: comprimidos de 5, 20 e 50 mg;

e) azatioprina: comprimidos de 50 mg;

f) 6-mercaptopurina: comprimidos de 50 mg;

g) ciclosporina: cápsulas de 10, 25, 50 e 100 mg; solução oral com 100 mg/ml; ampolas com 50 e 250 mg.



8. Evolução e Acompanhamento

Não há a indicação do acompanhamento da atividade da doença por métodos endoscópicos, pois a melhora endoscópica não é o objetivo primário do tratamento. Os pacientes devem evitar o uso de antiinflamatórios não esteróides, pois estes podem agravar as manifestações da doença da retocolite ulcerativa (20).

Antes do início da sulfasalazina, deve-se realizar hemograma, testes hepáticos, creatinina e exame qualitativo de urina (EQU). Estes exames devem ser repetidos a cada duas semanas nos primeiros três meses, após, mensalmente no segundo e terceiro meses e, após, trimestralmente ou quando clinicamente indicado (19).

Durante o uso de mesalazina recomenda-se dosagens antes do tratamento e, após, periodicamente, de uréia, creatinina e exame qualitativo de urina (21), pois pacientes com insuficiência renal têm maiores chances de desenvolver nefrite intersticial e síndrome nefrótica. Valores de ALT, AST, bilirrubinas e fosfatase alcalina podem elevar-se durante o tratamento, mas usualmente normalizam mesmo com a continuidade da terapia (21). A incidência de hepatite é rara (21).

Para pacientes em uso de corticóides, recomendam-se dosagens de potássio e sódio séricos e glicemia de jejum (21). Para pacientes em uso de corticóides por períodos superiores a 6 semanas recomenda-se avaliação oftalmológica (21).

A azatioprina pode acarretar leucopenia e/ou trombocitopenia severas e hemograma completo deve ser realizado semanalmente no primeiro mês, quinzenalmente no segundo e terceiro meses e, após, mensalmente (19). Também se sugerem hemogramas se houver mudança na dosagem. Aparentemente não há relação da neutropenia com o efeito benéfico do tratamento e a dose de azatioprina não deve ser aumentada intencionalmente para reduzir a contagem de leucócitos (19,22). Também deve ser realizado controle de testes hepáticos, na mesma periodicidade dos hemogramas nos primeiros 6 meses e depois trimestralmente.

A ciclosporina deve ter a dose ajustada conforme seus níveis séricos, que, após, devem ser monitorizados regularmente. A ciclosporina é nefrotóxica, principalmente em idosos e em usuários de outras drogas nefrotóxicas, e também tem efeito hipertensivo. Dosagens de creatinina e monitorização da pressão arterial devem ser feitos antes do tratamento em pelo menos duas ocasiões e, após o início do tratamento, a cada quinze dias durante os primeiros 3 meses de uso e, após, mensalmente se o paciente estiver estável (19). Nessas ocasiões também devem ser realizados hemograma, dosagens de ácido úrico, potássio, lipídeos e magnésio. A ciclosporina deve ser reduzida de 25-50% se houver alteração relevante em algum desses valores em relação aos níveis pré-tratamento. Se a redução não for efetiva ou a alteração for grave a ciclosporina deve ser suspensa (19).



9. Desfechos Esperados com o Tratamento
a) em pacientes com doença ativa, o desfecho esperado é a remissão dos sintomas e a manutenção deste estado por pelo menos 6 meses;

b) em pacientes em remissão, o objetivo é a prevenção de recorrências. Espera-se que as drogas em uso sejam capazes de manter a remissão por pelo menos 6 meses para serem consideradas efetivas.



10. Consentimento Informado
É obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável legal, dos potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao uso dos medicamentos preconizados nesse protocolo, o que deverá ser formalizado por meio da assinatura de Termo de Consentimento Informado, de acordo com o modelo em anexo.

ok  (+ info)

Muita gente diz que colite não tem cura, e a cirurgia?


Vi em muitos sites pessoas dando depoimentos que conseguiram se curar da colite depois de terem feito a cirurgia.... como não tem cura?
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A colite ulcerativa é uma doença inflamatória do cólon, intestino grosso, que se caracteriza por inflamação e ulceração da camada mais interna do cólon. Os sintomas incluem caracteristicamente diarréia, com ou sem sangramento retal, e freqüentemente dor abdominal. A colite ulcerativa pode afetar apenas a parte inferior do cólon, reto e é, então, chamada de proctite ulcerativa. Se a doença afetar apenas o lado esquerdo do cólon, ela é chamada de colite distal ou limitada. Se ela envolver todo o cólon, é chamada de pancolite. A colite ulcerativa difere de uma outra doença inflamatória intestinal, a doença de Crohn. A Colite ulcerativa afeta apenas o cólon. A inflamação é máxima no reto e estende-se até o cólon de modo contínuo, sem nenhuma área do intestino normal poupada. A doença de Crohn pode afetar qualquer área do trato gastrintestinal, incluindo o intestino delgado, e pode haver áreas de intestino normal entre as áreas de intestino doente, as chamadas áreas "poupadas". A colite ulcerativa afeta apenas a camada mais interna do cólon, enquanto a doença de Crohn pode afetar toda a espessura da parede intestinal. A colite ulcerativa e a doença de Crohn são diferentes do cólon espástico ou síndrome do cólon irritável, que é um distúrbio de motilidade do trato gastrintestinal. A síndrome do cólon irritável não tem nenhuma relação direta com a colite ulcerativa ou doença de Crohn.Em uma pequena proporção de pacientes, o tratamento clínico não é completamente bem sucedido ou surgem complicações. Nessas circunstâncias, pode-se considerar a cirurgia. Essa cirurgia envolve a remoção de todo o cólon e reto, com criação de uma ileostomia ou estoma externo. Diferente da doença de Crohn, que pode recorrer após a cirurgia, a colite ulcerativa é "curada" após a remoção do cólon. Têm sido desenvolvidas novas técnicas cirúrgicas, para remover o cólon, manter a continuidade e continência intestinal e evitar uma ileostomia. Essas técnicas envolvem a criação de uma bolsa interna com intestino delgado e sua fixação com o músculo do esfíncter anal, mantendo assim a integridade intestinal e evitando um estoma externo ou ileostomia.  (+ info)

norfloxacino é bom para o tratamento da infecção urinaria?


norfloxacino é bom para infecção????
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Indicações
Norfloxacino é um agente bactericida de amplo espectro indicado para:
Tratamento de:
- Infecções do trato urinário altas e baixas, complicadas e não-complicadas, agudas e crônicas. Essas infecções incluem: cistite, pielite, cistopielite, pielonefrite, prostatite crônica, epididimite e aquelas associadas com cirurgia urológica, bexiga neurogênica ou nefrolitíase, causadas por bactérias suscetíveis ao Norfloxacino.
- Gastroenterites bacterianas agudas causadas por germes sensíveis.
- Uretrite, faringite, proctite ou cervicite gonocócicas causadas por cepas de Neisseria gonorrhoeae produtoras e não-produtoras de penicilinase.
- Febre tifóide.
Infecções causadas por organismos multirresistentes foram tratadas com sucesso com doses usuais de Norfloxacino.
Profilaxia de:
- Sepse em pacientes com neutropenia intensa*. Norfloxacino suprime a flora intestinal endógena aeróbia o que pode causar sepse em pacientes neutropênicos (por exemplo, pacientes com leucemia que estão sendo submetidos a quimioterapia).
- Gastroenterite bacteriana.
* Em estudos clínicos, neutropenia intensa foi definida como número de neutrófilos £ 100/mm3 durante uma semana ou mais.

Contra-Indicações
Hipersensibilidade a qualquer componente do produto ou antibacterianos quinolônicos


Automedicação é perigosa consulte seu médico.  (+ info)

linfogranuloma inguinal?


Existe uma transmissão sem ser sexual para este tipo de doença? O aparecimento de tipo de um furúnculo, com coceiras e bolinhas brancas é típico desta doença?
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Conceito
O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento expontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.

Sinônimos
Doença de Nicolas-Favre, Linfogranuloma Inguinal, Mula, Bubão.

Agente
Chlamydia trachomatis.

Complicações/Consequências
Elefantíase do pênis, escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto.

Transmissão
Relação sexual é a via mais frequente de transmissão. O reto de pessoas cronicamente infectada é reservatório de infecção.

Período de Incubação
7 a 60 dias.

Tratamento
Sistêmico, através de antibióticos. Aspiração do bubão inguinal. Tratamento das fístulas

Prevenção
Camisinha. Higienização após o coito.


Fotos ver :
http://www.dst.com.br/pag13.htm  (+ info)

Preciso saber sobre Linfogranuloma Venéreo .?


O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento expontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.

Sinônimos
Doença de Nicolas-Favre, Linfogranuloma Inguinal, Mula, Bubão.

Agente
Chlamydia trachomatis.

Complicações/Consequências
Elefantíase do pênis, escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto.

Transmissão
Relação sexual é a via mais frequente de transmissão. O reto de pessoas cronicamente infectada é reservatório de infecção.

Período de Incubação
7 a 60 dias.

Tratamento
Sistêmico, através de antibióticos. Aspiração do bubão inguinal. Tratamento das fístulas

Prevenção
Camisinha. Higienização após o coito.

ok  (+ info)

O que é clamídia ?


Esses dias estava assistindo na GNT um programa q passa nos Estados Unidos q fala sobre sexo , uma sexologa q responde duvidas de telespectadores, ela citou clamídia como uma dst mas não explicou o q seria.
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Gênero-tipo das clamidiáceas, constituído de microrganismos que, mediante duas espécies, produzem várias doenças no homem e noutros animais. Qualquer espécie desse gênero, como, p. ex., a Chlamydia trachomatis, causadora de tracoma, uretrite, proctite, linfogranuloma venéreo e outras doenças.  (+ info)

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