Alguém aí sofre c/ TRANSTORNO BIPOLAR MISTO?


Transtorno bipolar misto beneficia-se com o estabilizador divalproato (Depakote) e antipsicótico atípico (ex.: ziprasidona (Geodon) ou clozapina (Leponex) ).  (+ info)

Alguém conhece um remédio chamado Leponex(clozapina), usado para esquizofrenia?


Esse remédio é faixa vermelha, eu tomo ocasionalmente, de 25 e 100 mg e sinto bastante sono. O que eu queria saber, é na superdosagem, quantos destes comprimidos é suficiente para levar ao coma e a morte?
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Olá!
Se você realmente toma o Leponex, é porque tem algum tipo de reação aos antipsicóticos tradicionais.
Como suas perguntas estão sempre ligadas ao fator suicídio, vai uma péssima notícia para você.
Não existem dados laboratoriais que determinem a dosagem específica para o uso deste tipo de medicamento.
Note que se o seu caso realmente fosse de intervenção muito severa, as doses seriam em média de 900 mg, o que parece que não é sua situação.
Logo, a sensibilidade de cada indivíduo dirá qual é a dose de manutenção e de intoxicação.
Um abraço!  (+ info)

ESQUIZOFRENIA, DESENCADEADA APÓS USO DE MACONHA. MAIS ALGUÉM CONHECE CASOS?


TENHO UM PARENTE COM ESQUIZOFRENIA REFRATÁRIA. ( OS REMÉDIOS NÃO FAZEM EFEITO )
ELE ADOECEU E SE INTERNOU PELA PRIMEIRA VEZ AOS 18 ANOS LOGO APOS FUMAR MACONHA OU RACHICHE, ELE NÃO SABE DICERNIR O QUE FOI EXATAMENTE ) SÓ SABE QUE FOI UM CIGARRO DE ALUCINÓGENO.

BOM DESDE ENTÃO FICOU ESQUIZOFRÊNICO E SOFRE MUITO.

SABEMOS O QUE HA A SER FEITO E O QUE NÃO HA.

GOSTARIA APENAS DE SABER SE ALGUÉM CONHECE OUTROS CASOS COMO ESTE, O "DESPERTAR DA ESQUIZOFRENIA PARANOIDE APÓS O USO DE DROGAS COMO MACONHA.
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Rose, sua pergunta remete a um dos grandes problemas relacionados ao uso da maconha, o qual é citado pelos críticos da descriminalização do uso desta substância. Hoje em dia, está bem estabelecido pela biologia molecular que a origem da esquizofrenia é genética, ou seja, o paciente já nasce com os genes que poderão ficar latentes ou então agir para que a doença se desenvolva. O grande problema da maconha (e de outras drogas ilícitas também) é que ela pode fazer com que um jovem portador dos genes da esquizofrenia, genes esses que poderiam ter ficado latentes durante toda a vida dele, podem ser ativados pelos princípios ativos da citada erva, causando assim a doença. A esquizofrenia afeta aproximadamente 1% da população mundial e é responsável por 25% das internações psiquiátricas. Mais de 100 ensaios clínicos randomizados e duplo-cegos e metanálises demonstram claramente a eficácia dos medicamentos antipsicóticos "tradicionais" como alternativas de primeira linha para o tratamento dos sintomas positivos da esquizofrenia. Metanálises recentes concluem, "por ausência de evidência clara de que os antipsicóticos de nova geração sejam mais efetivos ou melhor tolerados do que os antipsicóticos tradicionais" ou "os dados de eficácia dos antipsicóticos de nova geração no tratamento dos pacientes com esquizofrenia refratária são inconclusivos". Cerca de 60% a 80% dos pacientes com esquizofrenia irão melhorar com antipsicóticos convencionais. Apesar disso, um percentual expressivo destes pacientes, 20% a 40%, não respondem mesmo a doses elevadas destes antipsicóticos, mesmo quando combinados a outras formas de tratamento psicológico e social. Este grupo de pacientes denominados "resistentes" à terapia medicamentosa apresenta alta taxa de morbimortalidade, além de elevado custo social e familiar. Infelizmente, esse parece ser o caso de seu parente. A introdução da Clozapina representou um avanço terapêutico por apresentar eficácia maior sobre muitos dos sintomas da esquizofrenia. Entretanto, o risco de agranulocitose (ausência de glóbulos brancos no sangue) associado à clozapina, apesar de baixo, permanece, por ser eventualmente fatal, como uma das maiores dificuldades no tratamento a longo prazo com este medicamento. Eu sou professor e, nos meus 87 anos de idade, vi vários casos de psicoses, principalmente de esquizofrenia, se desenvolverem após o uso da maconha. Apenas para encerrar minha resposta, gostaria de esclarecê-la de que o haxixe e maconha são a mesma erva, sendo que a primeira apresentação é mais forte.
Um abraço e fique com Deus,
Professor  (+ info)

Qual é o melhor antipsicótico?


Minha mãe começou a tomar um tal de Haldol para princípio de esquizofrenía e está tendo dores de cabeça todos os dias pela tarde.
Disse a ela pra procurar o médico e explicar, e depois, se ele receitar outro remédio, iremos pesquisar aqui na Internet e com pessoas que já tomaram certos medicamentos.

Obrigado a todos.
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Converse com o psiquiatra sobre os Atípicos, como a Clozapina, a Olanzapina, Quetiapina, Risperidona, Ziprasidona.

Boa semana.  (+ info)

prozac é considerado uma anfetanina?


PROZAC
Cloridrato de Fluoxetina

Descrição - É o cloridrato de (±)-N-metil-3-fenil-3-[(a,a,a-trifluoro-…‡ propilamina, com a fórmula molecular C17H18F3NO.HCl. Uma dose de 20 mg equivale a 64,7 micromoles de fluoxetina. Seu peso molecular é 345,79. É um pó cristalino branco ou branco-amarelado, solúvel em água numa concentração de 14 mg/ml.

EFEITOS COLATERAIS e PERIGOS!:

ERUPÇÕES DE PELE
ERUPÇÃO DE PELE,
REAÇÕES ANAFILACTÓIDES E
REAÇÕES SISTÊMICAS PROGRESSIVAS,
ALGUMAS VEZES GRAVES E ENVOLVENDO PELE, FÍGADO, RINS OU PULMÕES FORAM RELATADAS POR PACIENTES TRATADOS COM FLUOXETINA. APÓS O APARECIMENTO DE
ERUPÇÃO CUTÂNEA OU DE OUTRA REAÇÃO ALÉRGICA PARA A QUAL UMA ALTERNATIVA ETIOLÓGICA NÃO PODE SER IDENTIFICADA.
HIPONATREMIA
HIPOGLICEMIA

LACTANTES - A FLUOXETINA É EXCRETADA NO LEITE HUMANO; PORTANTO DEVE-SE TER CUIDADO QUANDO A FLUOXETINA FOR ADMINISTRADA A MULHERES QUE ESTEJAM AMAMENTANDO.

DROGAS METABOLIZADAS PELO SISTEMA P450IID6 - DEVIDO AO POTENCIAL DA FLUOXETINA DE INIBIR A ISOENZIMA DO CITOCROMO P450IID6, O TRATAMENTO COM DROGAS QUE SÃO PREDOMINANTEMENTE METABOLIZADAS PELO SISTEMA CP450IID6

DROGAS ATIVAS NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL - FORAM OBSERVADAS ALTERAÇÕES NOS NÍVEIS SANGUÍNEOS DE FENITOÍNA, CARBAMAZEPINA, HALOPERIDOL, CLOZAPINA, DIAZEPAM, ALPRAZOLAM, LÍTIO, IMIPRAMINA E DESIPRAMINA E EM ALGUNS CASOS, MANISFESTAÇÕES CLÍNICAS DE TOXICIDADE.

VARFARINA - EFEITOS ANTI-COAGULANTES ALTERADOS (VALORES DE LABORATÓRIO E/OU SINAIS CLÍNICOS E SINTOMAS), SEM UM PADRÃO CONSISTENTE, PORÉM INCLUINDO SANGRAMENTO...

SINTOMAS AUTONÔMICOS (INCLUINDO SECURA DA BOCA, SUDORESE, VASODILATAÇÃO, CALAFRIOS); HIPERSENSIBILIDADE (INCLUINDO PRURIDO, ERUPÇÕES DA PELE, URTICÁRIA, REAÇÃO ANAFILACTÓIDE, VASCULITE, REAÇÃO SEMELHANTE À DOENÇA DO SORO) - Ver Contra-indicações e Precauções - SÍNDROME DA SEROTONINA, CARACTERIZADA PELO CONJUNTO DE CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DE ALTERAÇÕES NO ESTADO MENTAL E NA ATIVIDADE NEUROMUSCULAR, EM COMBINAÇÃO COM DISFUNÇÃO DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (Ver Contra-indicações - Inibidores da MAO), FOTOSENSIBILIDADE.

DISTÚRBIOS GASTROINTESTINAIS (INCLUINDO DIARRÉIA, NÁUSEA, VÔMITO, DISFAGIA, DISPEPSIA, PERVERSÃO DO PALADAR), HEPATITE IDIOSSINCRÁTICA.
SISTEMA HEMÁTICO E LINFÁTICO - EQUIMOSE.

SISTEMA RESPIRATÓRIO - BOCEJO.
PELE E ANEXOS - ALOPÉCIA.
ÓRGÃOS DOS SENTIDOS alterados- VISÃO ANORMAL (INCLUINDO VISÃO TURVA, MIDRÍASE).

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Poucas drogas são mais tóxicas...  (+ info)

voce já tomou risperidona?


meu filho tá tomando, gostaria de entender um pouco mais sobre esse medicamento ( obs meu filho é down)
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amiga veja .
RISPERIDONA:
Pertence ao grupo de antipsicóticos-neurolépticos atípicos que têm uma eficácia similar à dos clássicos, mas com um perfil de efeitos adversos diferentes deles, em especial nos sintomas extrapiramidais que ocorrem com freqüência muito menor. O mecanismo de ação da risperidona é desconhecido, embora se acredite que sua atividade é devida a um bloqueio combinado dos receptores dopaminérgicos D2 e dos receptores serotoninérgicos S2 (antagonista dopaminérgico-serotoninérgico).
Outros efeitos da risperidona podem ser explicados pelo bloqueio dos receptores alfa 2-adrenérgicos e histaminérgicos H1. A risperidona é bem absorvida pela mucosa gastrintestinal e extensamente metabolizada pelo fígado.
Indicações:
Controle das manifestações das afecções psicóticas. Como coadjuvante no tratamento de mudanças do comportamento ou transtornos afetivos em pacientes com deficiência mental,no tratamento de Autismo infantil,sindromes Esquizofrenia aguda ou crônica.
Dose
O tratamento é iniciado em forma gradual com doses moderadas que são progressivamente aumentadas. No primeiro dia recomenda-se 1mg, duas vezes por dia; 2mg, duas vezes por dia, no segundo dia; e 3mg, duas vezes por dia, no terceiro dia.
A atividade antipsicótica máxima foi observada em uma faixa entre 4mg e 6mg/dia. Com doses superiores a 6mg não há benefícios clínicos adicionais, mas aumenta-se o risco de reações adversas. Para pacientes com doença hepática ou renal, indivíduos debilitados ou idosos recomenda-se uma dose inicial de 0,5mg, duas vezes ao dia, com incrementos de 0,5mg, duas vezes ao dia nos dias seguintes, até atingir a dose ótima.
Em caso de mudar de outro antipsicótico para risperidona, recomenda-se a suspensão da administração do anterior e o início imediato do tratamento com risperidona; os dois antipsicóticos não devem ser administrados simultaneamente.
Superdose
Observam-se: anomalias eletrocardiográficas, reações extrapiramidais severas, hipotensão, sonolência e sedação. Tratamento: lavagem gástrica, assistência respiratória, administração de líquidos por via parenteral, vasopressores, tratamento anticolinérgico. Não administrar adrenalina nem dopamina. O paciente deve ser controlado até sua recuperação.
Reações adversas
Associadas com suspensão do tratamento: sintomas extrapiramidais (2,1%), tonturas, hiperquinesia, sonolência, náuseas. Durante o tratamento: insônia (26%), agitação (22%), ansiedade (12%), sonolência, agressão, sintomas extrapiramidais (17%), dor de cabeça (14%), tonturas, constipação, náuseas, dispepsia, vômitos, dor abdominal, sialorréia, dor dental, rinite (10%), tosse, sinusite, dor nas costas ou no peito, febre, seborréia, visão anormal, artralgia, taquicardia, diminuição do desejo sexual. A aparição dos efeitos extrapiramidais está relacionada com a dose de risperidona administrada.
Precauções
O tratamento com risperidona expõe o paciente a sérios riscos. Como com outros neurolépticos, o paciente pode desenvolver um quadro de discinesia tardia, potencialmente irreversível (maior risco em idosos); síndrome neuroléptica maligna, potencialmente mortal, que é manifestada com hiperpirexia, rigidez muscular, instabilidade autonômica e estado mental alterado. Foi observado um incremento do risco de aparição de tumores da pituitária, endócrinos e mamários em animais.
A risperidona pode produzir hipotensão ortostática. O paciente que recebe risperidona não deve operar maquinaria pesada nem conduzir automóveis. Não consumir álcool durante o tratamento. Não amamentar. Não utilizar em mulheres grávidas, a menos que o benefício para a mãe supere o risco potencial para o feto.
Interações:
Álcool e outros fármacos que tenham ação no SNC. A risperidona pode potenciar o efeito dos agentes hipotensores e antagonizar a levodopa e os agonistas dopaminérgicos. A carbamazepina pode incrementar o clearance da risperidona.
A clozapina pode diminuir o clearance da risperidona. Os fármacos que inibem o citocromo P450IID6 e outras isoenzimas podem interferir na biotransformação da risperidona.
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só o seu medico pode dar mais esclarecimentos deste medicamento,se ele receitou deve saber o que esta fazendo.
melhoras a seu filho.
abraços!!!  (+ info)

você conhece priapismo?


quais são as causas...
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Priapismo é uma condição médica geralmente dolorosa e potencialmente danosa na qual o pênis ereto não retorna ao seu estado flácido, apesar da ausência de estimulação física e psicológica. A ereção dura em média 4 horas, e pode levar à impotência sexual definitiva.

O priapismo é uma emergência médica e o recomendando é procurar atendimento de emergência prontamente.

Os mecanismos que causam o priapismo são pouco compreendidos mas envolvem complexos fatores neurológicos e vasculares.

O priapismo pode estar associado a distúrbios hematológicos, especialmente a anemia falciforme e outras condições como a leucemia, talassemia e doença de Fabry, e distúrbios neurológicos como lesões e traumas à medula espinal (o priapismo já foi relatado em vítimas de enforcamento).

O priapismo também pode ser causado por medicamentos. Os medicamentos mais comuns que causam priapismo são as injeções intracavernosas para o tratamento da disfunção erétil (papaverina, alprostadil). Outros grupos relatados são os antihipertensivos, antipsicóticos (por exemplo chlorpromazina, clozapina), antidepressivos (mais notavelmente a trazodone), anticoagulantes, e drogas recreacionais (álcool e cocaína). Os inibidores da fosfodiesterase tipo-5 (PDE5) como a sildenafila (popularmente conhecida como Viagra), a tadalafila e a vardenafila provavelmente não causam priapismo.

Tipos de priapismo

Lesão venosa

É a situação onde o sangue que chega ao pênis através das artérias, não consegue retornar ao corpo por uma obstrução no conjunto de veias que drenam o pênis. Por esse motivo, a pressão do sangue dentro do pênis é elevada, com pouco oxigênio e a dificuldade do sangue chegar até as fibras sensitivas do pênis, gera um quadro doloroso.

Anemia falciforme, substâncias que provocam ereção artificial quando injetadas no pênis (papaverina), doenças neurológicas que geram um quadro de lesão de fibras nervosas envolvidas no mecanismo de ereção (hérnia de disco intervertebral, por exemplo) e algumas situações de utilização de medicamentos como hipotensores (prazosin), anti-depressivos (p.ex: fluoxetine = Prozac), anticoagulantes(heparina), bebidas alcoólicas e drogas como cocaína. Acidentes com grande lesão do períneo e hemorragia local, podem também comprometer a drenagem do sangue peniano por compressão e gerar um quadro de priapismo.

Lesão arterial

É a situação onde há a ruptura de uma ou mais artérias que levam o sangue até o pênis. Nessa situação, o sangue chega em grande volume e de forma rápida ao pênis, enquanto o escoamento é lento, gerando assim o estado de ereção prolongada. Como não há deficiência de chegada de sangue às fibras sensitivas do pênis, geralmente esse quadro é indolor.

Condições que gerem ruptura das artérias que levam o sangue para o pênis como trauma perineal e/ou peniano. A grande diferença estará na consistência do pênis que nessa condição, não é de tanta rigidez como no caso da lesão venosa uma vez que mesmo que de forma mais lenta que à chegada do sangue, o sangue consegue deixar o pênis e por esse motivo, pode gerar um estado parcial de ereção e que pode perdurar por um longo período, sem causar dor e muitas vezes sem prejudicar o ato sexual.

Complicações

As potenciais complicações incluem isquemia, coagulação do sangue retido no pênis (trombose) e o dano aos vasos sanguíneos do pênis podem resultar em disfunção eréteis ou impotência no futuro. Em casos mais graves, a isquemia pode resultar em gangrena, o que pode fazer com que a remoção do pênis seja necessária.

Tratamento

O tratamento do priapismo muitas vezes necessita de atendimento médico urgente. No caso da lesão venosa, a primeira conduta é puncionar o pênis para aspirar o sangue que se encontra estagnado dentro de pênis e pela mesma punção, introduzir substâncias como noradrenalina que ajudariam na detumescência (regressão da ereção) peniana. Caso essa manobra não solucione o problema, há necessidade de intervenção cirúrgica, para se criar uma comunicação de escape do sangue (chamada de shunt) e com isso, permitir a saída do sangue estagnado no interior do pênis. Na lesão arterial, muitas vezes a ligadura cirúrgica da artéria sangrante ou a obstrução dessa artéria por cateterismo (embolização), resolve o problema.  (+ info)

infecção leucopenizante o que é?


na febre tifo ocorre leucopenia ,porem uma criança apresentou os respectivos valores de leucócito:13.000,16.000,20.000,28.000;e a reação de vidal foi de 1:350
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Leucocitose: elevação do número total de leucócitos acima de 9.000/mm³. Pode ser devida ao aumento de
uma, duas, até três tipos de células, sendo as mais importantes neutrófilos, linfócitos e eosinófilos.
Leucopenia: redução dos leucócitos abaixo de 5.000/mm³, o que se deve, na maioria das vezes, à baixa dos
neutrófilos.

Desvio para a Esquerda
Consiste no aparecimento de elementos situados à esquerda dos bastonetes; formas imaturas, bastões e
metamielócitos. O desvio será mais intenso quanto maior o número desses elementos imaturos no sangue
periférico. Aparece principalmente nos processos infecciosos agudos, geralmente indica início do processo. Nas
infecções subagudas, crônicas ou reativadas não há desvio, e observa-se aumento dos neutrófilos
multisegmentados apenas.
Além de indicar cronicidade, pode definir prognóstico, uma vez que a redução do desvio indica evolução
favorável do processo.
- Agravamento de leucocitose e de desvio já presentes: agravamento de infecção aguda ou complicação.
- Agravamento de leucocitose e aparecimento de desvio: complicação de caráter agudo sobre uma
infecção de caráter relativamente benigno
- Agravamento de leucocitose sem ocorrência de desvio: processo em progressão, porém sem nova
entidade nosológica.
- Leucopenia seguida de leucocitose: complicação de uma infecção leucopenizante.
- Número normal de neutrófilos com desvio: a medula está sendo ativamente solicitada. A ausência de
neutrofilia pode indicar processo extremamente grave, com destruição neutrofílica em massa ou
infecção aguda que normalmente cursa com neutropenia (ex: febre tifóide).


Neutrofilia: leucócitos > 9.000, neutrófilos > 6.000/mm³. Causas patológicas:
- Infecções piogênicas: septicemia, escarlatina, abcessos, empiemas, apendicites, artrite supurada,
osteomielite aguda, otite média aguda, meningite... Atingem graus máximos nas coleções purulentas
sob tensão.
- Infecções viróticas: algumas, especialmente as neurotrópicas como encefalite, poliomielite, raiva.
- Complicações supuradas de infecções leucopenizantes: otite ou pneumonia no sarampo, perfuração
intestinal, peritonite na febre tifóide, etc...
- Destruição de tecido: infarto do miocárdio e pulmonar, queimaduras extensas, reabsorção do sangue
extravasado, perda de sangue ou hemólise extravascular.
- Período pós-operatório, choque.
- Neoplasias: necrose do tecido neoplásico, inflamação perifocal, leucemia mielóide, metaplasia mielóide,
policitemia vera.
- Intoxicações endógenas ou exógenas: uremia, acidose, eclampsia.
- Leucocitoses transitórias: estresse, liberação de adrenalina, glicocorticóides, exercícios físicos, etc...

Neutropenia: redução dos neutrófilos abaixo de 2.500/mm³

- Diminuição da produção:

o Drogas: agentes alquilantes (mostarda nitrogenada, busulfan, clorambucil, ciclofosfamida);
antimetabólitos (metotrexato, 6-mercaptopurina, 5-flucitosina), antibióticos (cloranfenicol,
penicilinas, sulfonamidas), fenotiazinas, tranqüilizantes, anticonvulsivantes (carbamazepina,
oxicarbazepina), antipsicóticos (clozapina), diuréticos, AINEs, anti-tireotóxicos, etc...
o Inibição da MO: esplenomegalias esclerocongestivas (síndrome de Banti), doenças de
armazenamento (Gaucher, Niemann-Pick, etc), cirrose hepática, síndrome de Felty.
o Parada carencial na maturação dos granulócitos: anemia perniciosa, carência de vitamina A,
anemia ferropriva crônica.
o Lesões químicas ou físicas da MO: intoxicações químicas, irradiação pelos raios X, uremia
o Doenças da MO: mielose aplástica, mielose hipoplásica, esgotamento da medula (infecções
protraídas, hemorragias prolongadas), invasão da MO ou substituição por tecidos estranhos
(mielofibrose, mielopetrose, tesaurismoses, reticuloendotelioses, leucemias, etc).
o Infecções: TB, febre tifóide, brucelose, tularemia, sarampo, mononucleose infecciosa, malária,
hepatites virais, leishmaniose, AIDS.


- Aumento da destruição:

o Infecções graves ou protraídas
o Anticorpos antineutrófilos ou retenção pulmonar e esplênica.
o Doenças auto-imunes: Síndrome de Felty, artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico.
o Iatrogenia: aminopirina, alfa-metildopa, fenilbutazona, propiltiouracil, sulfamidas, cloranfenicol,
diuréticos com mercúrio, fenotiazidas.

- Distribuição alterada: febre tifóide, gripe, sarampo, fase inicial das viroses em geral, surto agudo de
malária, fase inicial de infecção bacteriana de grande monta (endotoxemia aguda), processos alérgicos.
Basofilia: pode aparecer na leucemia mielóide crônica, varíola, varicela, doença de Hodgkin, injeção de
proteína heteróloga, anemias hemolíticas crônicas, após esplenectomia.

Eosinofilia: eosinófilos acima de 4% ou 400/mm³. Causas:
- Infecções parasitárias: principalmente por helmintos que invadem os tecidos, como os da triquinose,
equinococose, ancilostomose, esquistossomose, ascaridíase, estrongiloidíase, cisticercose, filariose.
- Doenças alérgicas
- Dermatoses: pênfigos, dermatite herpetiforme, eritema multiforme.
- Hemopatias: leucemia mielóide aguda ou crônica, doença de Hodgkin, anemia perniciosa.
- Síndrome da infiltração pulmonar ou eosinofilia (PIE syndrome): Síndrome de Loeffler, eosinofilia
tropical, helmintíases, etc...
- Tumores: carcinoma brônquico, tumores do ovário, ósseos, sarcomas do sistema linfático e o SRE
- Outros: escarlatina, periarterite nodosa, tóxicos, irradiações, granuloma eosinofílico, sarcoidose, pósesplenectomia.
- Fase de cura de processos infecciosos agudos
- Eosinofilia familiar

Eosinopenia: abaixo de 60/mm³ ou mesmo desaparecem do sangue periférico. Neste caso, fazer a contagem
com mais de 400 células e percorrer os bordos da lâmina. Causas:
- Fase inicial dos processos infecciosos agudos ou reagudização de processo crônico: eosinófilos em
leucograma infeccioso sugere infecção benigna ou em vias de cura.
- Estados tóxicos: coma diabético, uremia, hemólise aguda, porfiria
- Choque, queimaduras, anóxia (reação “de alarme”)
- Esforço físico extenuante, inclusive trabalho de parto
- Administração de ACTH, corticóides, adrenalina. Síndrome de Cushing

Agranulocitose: quadro febril agudo com lesões necróticas em boca e faringe. Intensa granulocitopenia,
linfocitose relativa, ou linfócitos e monócitos reduzidos em números absolutos. As hemáceas e plaquetas
praticamente não se alteram. Causas: tóxicos industriais, medicamentos (benzol, tolueno, dinitrofenol,
aminopirina, antimoniais, etc), radiações ionizantes (raios X, rádio, etc), etiologia desconhecida.

Linfocitose: aumento dos linfócitos acima de 35% ou 3.500/mm³ no adulto ou acima de 45% em crianças até
3 anos de idade. Causas:
- Convalescença de infecções agudas: linfocitose pós-infecciosa
- Infecções agudas com intensa leucocitose e linfocitose: coqueluche (leucócitos = 15.000 a 20.000/mm³,
com 60 a 80%), mononucleose infecciosa (após a primeira semana, com numerosos linfócitos atípicos),
linfocitose infecciosa.
- Infecções crônicas: TB, sífilis, brucelose
- Leucemia linfocítica e linfomas
- Linfocitose relativa dos processos acompanhados de neutropenia, inclusive agranulocitose
- Fisiológica: na criança até 5 anos.

Linfocitopenia: só tem valor a absoluta, menos de 1.200/mm³ e 2.000 na criança até 3 anos. Denota, em
geral, mal prognóstico.
- Estados de imunodeficiência (aplasia tímica congênita)
- Cirrose hepática, caquexia, processos infecciosos graves, TB ganglionar, fase inicial das neoplasias,
doença de Hodgkin, linfomas administração de drogas citostáticas, fase aguda da febre tifóide e da
gripe (sem significar mau prognóstico nesses 2 últimos casos).

Monocitose: elevação dos monócitos acima de 8% (650/mm³). Causas:
- Certas infecções bacterianas: TB, endocardite bacteriana subaguda, brucelose, tifo exantemático, febre
tifóide (raramente)
- Fase defensiva das infecções agudas: fase de melhora da agranulocitose
- Diversas infecções por protozoários: malária, calazar, tripanossomíase
- Doença de Hodgkin, doença de Gaucher
- Leucemia monocítica
- Comprometimento de órgãos ricos em elementos do SRE

Monocitopenia: monócitos abaixo de 4% ou 150/mm³. Causas:
- Fase aguda de processos infecciosos
- Caquexia, desnutrição (ausência de reação do SRE).

Quadro Leucêmico: a cifra de leucócitos pode estar aumentada, normal ou francamente leucopênica (até
“agranulocitósica”), este último ocorrendo principalmente na leucemia aguda, na qual também aparece o hiatus
leucemicus, aparecimento de formas muito imaturas ao lado de formas plenamente maduras, sem formas
intermediárias. Há perturbação acentuada da série vermelha, encontrando-se freqüentemente 2.000.000 a
3.000.000/mm³ no início da doença, já com eritroblastos orto- ou policromáticos, que com esses valores ainda
não são encontrados. Observa-se geralmente trombocitopenia, especialmente na leucemia aguda.
- Leucemia mielóide crônica: os leucócitos podem atingir 200.000 a 500.000/mm³ e ainda mais, sendo
excepcionais as formas subleucêmicas ou aleucêmicas. Observam-se formas imaturas em todos os
graus, mieloblastos, mielócitos, metamielócitos, etc.
- Leucemia linfóide crônica: típico encontrar 90% de linfócitos adultos, com poucas formas jovens e
leucocitose, porém com menos células que na mielóide, raramente ultrapassando 250.000/mm³.

Reação Leucemóide: elevação muito acentuada dos leucócitos (mais de 30.000/mm³), a ponto de suscitar
confusão com leucemia. A diferenciação se dá porque a reação leucemóide pode mostrar formas jovens, porém
nunca paraformas (paramieloblastos, paralinfoblastos). A série vermelha não  (+ info)

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