Venenos de Moluscos: Venenos de moluscos, incluindo as espécies Conus e OCTOPUS. Estes venenos contêm proteínas, enzimas, derivados de colina, substâncias de baixa reatividade e várias toxinas polipeptídicas caracterizadas que afetam o sistema nervoso. Os venenos de molusco incluem cefalotoxina, venerupina, maculotoxina, surugatoxina, conotoxinas e murexina.Venenos de Crotalídeos: Venenos de cobras da subfamília Crotalinae ou "pit vipers", encontrados principalmente nas Américas. Isto inclui as cascavéis, bocas de algodão, jararaca, surucucu-pico-de-jaca, e a cabeças de cobre americana. Seus venenos contêm proteínas não tóxicas, cardio-, hemo-, cito- e neurotoxinas, e muitas enzimas, principalmente a fosfolipase A. Muitas dessas toxinas já foram caracterizadas.Venenos de Abelha: Venenos obtidos da espécie Apis mellifera (abelha) e de espécies relacionadas. Estes venenos contêm várias enzimas, toxinas polipeptídicas, e outras substâncias, algumas das quais são alergênicas ou imunogênicas, ou ambas. Estes venenos foram usados anteriormente no [tratamento do] reumatismo, para estimular o sistema hipófise-adrenal.Peçonhas: Secreções de animais venenosos formando um fluido misto de muitas diferentes enzimas, toxinas e outras substâncias. Estas substâncias são produzidas em glândulas especializadas e secretadas através de sistemas de dispensa especializados (nematocistos, espinhos, dente inoculador, etc.) a fim de incapacitar a presa ou o predador.Venenos de Naja: Venenos das cobras do gênero Naja (família Elapidae). Estes venenos contêm muitas proteínas específicas que apresentam propriedades citotóxicas, hemolíticas, neurotóxicas, além de outras. Como outros venenos elapídicos, estes são ricos em enzimas. Estão incluídas neste grupo as cobraminas e cobralisinas.Venenos de Víboras: Venenos de SERPENTES da família dos viperídeos. Eles tendem a ser menos tóxico que os venenos dos elapídeos e hidrofídeos, atuam principalmente no sistema vascular, interferindo na coagulação e na integridade da membrana capilar e são altamente citotóxicos. Contêm grandes quantidades de várias enzimas, outros fatores e algumas toxinas.Venenos de Vespas: Venenos produzidos pela família (Vespidae) das vespas, dos insetos portadores de ferrão (sting), inclusive vespões; os venenos contêm enzimas, aminas biogênicas, fatores liberadores de histamina, cininas, polipeptídeos tóxicos, etc., sendo semelhantes aos venenos de abelhas.Venenos Elapídicos: Venenos de cobras da família Elapidae, inclusive najas, kraits (cobras da Índia), mambas, serpentes corais, serpentes-tigre, e cobras australianas. Os venenos contêm toxinas polipeptídicas de vários tipos, fatores citolíticos, hemolíticos e neurotóxicos, porém menos enzimas que os venenos de víboras ou crotalídeos. Muitas das toxinas já foram caracterizadas.Venenos de Aranha: Venenos de artrópodes da ordem Araneida dos ARACNÍDEOS. Os venenos geralmente contêm várias frações proteicas, inclusive ENZIMAS hemolíticas e neurolíticas, além de outras TOXINAS BIOLÓGICAS.Venenos de Escorpião: Venenos de animais da ordem Scorpionida, classe Arachnida. Estes venenos contêm neuro e hemotoxinas, enzimas, e vários outros fatores que podem liberar acetilcolina e catecolaminas das terminações nervosas. Das várias toxinas proteicas que já foram caracterizadas, a maior parte é imunogênica.Venenos de Artrópodes: São venenos de animais do filo Arthropoda. Os mais investigados são os venenos de escorpiões e aranhas da classe Arachnidae, e das famílias de formigas, abelhas e vespas da ordem Hymenoptera dos insetos. Os venenos contêm toxinas proteicas, enzimas e outras substâncias bioativas que podem ser letais ao homem.Gastrópodes: Classe do filo MOLUSCOS composta por CARAMUJOS e lesmas. O primeiro possui conchas externas em forma de hélice e o segundo geralmente é desprovido de conchas.Bivalves: Classe (do filo MOLLUSCOS) composta por mexilhões, moluscos bivalves, OSTRAS, berbigão e vieiras. Caracterizados por uma concha articulada (com simetria bilateral) e um pé muscular (usado para escavação e ancoragem).Caramujos: Moluscos marinhos, de água doce ou terrestres da classe Gastropoda. A maioria tem revestimento de concha em espiral, e diversos gêneros abrigam parasitas patogênicos ao homem.Bothrops: Gênero de cobras venenosas da família VIPERIDAE. São conhecidas por volta de 50 espécies, todas são encontrados na América tropical e sul da América do Sul. Bothrops atrox é a "fer-de-lance" e B. jararaca é a jararaca.Antivenenos: Antissoros utilizados para neutralizar envenenamento por VENENOS animais, especialmente VENENOS DE SERPENTE.Venenos de Peixe: Venenos produzidos por PEIXES, inclusive TUBARÕES e raias com ferrões, geralmente liberados por espinhos. Estes venenos contêm várias substâncias, inclusive muitas toxinas lábeis que afetam especificamente o CORAÇÃO e todos os MÚSCULOS de maneira geral.Venenos de Formiga: Venenos das formigas da superfamília Formicoidea. Estes venenos podem conter fatores e toxinas proteicos, histamina, enzimas e alcaloides, sendo frequentemente alergênicos ou imunogênicos.Elapidae: Família de cobras extremamente venenosas, compreendendo a coral, najas, mambas, kraits e serpentes marinhas. São amplamente distribuídos, sendo encontrados no sul dos Estados Unidos, América do Sul, África, sul da Ásia, Austrália e ilhas do Pacífico. Os elapídeos incluem três subfamílias: Elapinae, Hydrophiinae e Lauticaudinae. Como os viperídeos, possuem ferrões venenosos na parte frontal da mandíbula superior. As mambas da África são as mais perigosas de todas as cobras por seu tamanho, velocidade e veneno altamente tóxico.Exoesqueleto: Cobertura rígida de animais que incluem MOLUSCOS, TARTARUGAS, INSETOS e crustáceos.Serpentes: RÉPTEIS sem membros da subordem Serpentes.Lymnaea: Gênero de caramujos de água doce destralmente encaracolados que inclui algumas espécies de importância como hospedeiros intermediários de trematódeos parasitas.Biomphalaria: Gênero de caramujos planoibídeos de água doce cujas espécies são hospedeiros intermediários de Schistosoma mansoni.Escorpiões: Artrópodes da ordem Scorpiones, da qual 1.500 a 2.000 espécies foram descritas. Os mais comuns vivem em áreas tropicais ou subtropicais. São noturnos e se alimentam principalmente de insetos e outros artrópodes. São aracnídeos grandes, mas não atacam o homem espontaneamente. Possuem uma picada venenosa. Sua importância médica varia consideravelmente e é dependente mais dos seus hábitos e potência do veneno do que de seu tamanho. No máximo, sua picada é equivalente à da vespa, mas certas espécies possuem um veneno altamente tóxico e potencialmente fatal aos seres humanos. (Tradução livre do original: Dorland, 27th ed; Smith, Insects and Other Arthropods of Medical Importance, 1973, p417; Barnes, Invertebrate Zoology, 5th ed, p503).Caramujo Conus: Gênero de caracóis marinhos com forma de cone (família Conidae, classe GASTROPODA) composto por mais de 600 espécies, sendo que várias possuem venenos raros (VENENOS DE CONUS) com os quais imobilizam sua prêsa.Poliplacóforos: Classe de moluscos (filo MOLUSCOS) marinhos cujos membros (denominados quítons) são achatados e alongados. São os únicos que possuem uma concha com sete ou oito placas.Agkistrodon: Gênero de cobras venenosas da subfamília Crotalinae. Doze espécies deste gênero são encontradas nas Américas do Norte e central e na Ásia. Agkistrodon contortrix é a cabeça de cobre, A. piscivorous, a boca de algodão. A primeira foi assim denominada por sua coloração avermelhada ou laranja-acastanhado e a segunda, pelo interior branco de sua boca.Mytilus: Gênero de mexilhões marinhos (família MYTILIDAE, classe BIVALVIA). A espécie MYTILUS EDULIS é o mexilhão comum muito apreciado como alimento.Venenos de Anfíbios: Venenos produzidos por rãs, sapos, salamandras, etc. As glândulas de veneno geralmente estão na pele das costas e contêm glicosídeos cardiotóxicos, colinolíticos, e vários outros materiais bioativos, muitos dos quais foram caracterizados. Os venenos (inclusive a bufogenina, a bufotoxina, a bufagina, a bufotalina, histrionicotoxinas, e a pumiliotoxina) têm sido usados em flechas.Clione: Gênero de pequenos moluscos marinhos sem concha (família Clione, superordem GASTROPODA) pterópodas (possuem um pé que se desenvolve em um órgão semelhante a asa para a natação). As lesmas marinhas se alimentam exclusivamente de um outro molusco pterópoda (Limacina).Aplysia: Molusco opistobrânquio da ordem Anaspidea. É usada frequentemente em estudos do desenvolvimento do sistema nervoso por causa de seus grandes e identificáveis neurônios. Toxina de Aplysia e seus derivados não são biossintetizados pela Aplysia, mas adquiridos pela ingestão de algas marinhas da espécie Lyngbya.Frutos do Mar: Invertebrados aquáticos que pertencem ao filo dos MOLUSCOS ou o subfilo dos CRUSTÁCEOS e utilizados como alimento.Dados de Sequência Molecular: Descrições de sequências específicas de aminoácidos, carboidratos ou nucleotídeos que apareceram na literatura publicada e/ou são depositadas e mantidas por bancos de dados como o GENBANK, European Molecular Biology Laboratory (EMBL), National Biomedical Research Foundation (NBRF) ou outros repositórios de sequências.Invertebrados: Animais que não possuem coluna vertebral.Ostreidae: Família de moluscos marinhos (classe BIVALVIA) comumente conhecidos por ostras. Possuem concha áspera e irregular, fechada por um único músculo adutor.Mordeduras de Serpentes: Mordeduras por serpentes. A mordida de uma serpente venenosa é caracterizada por dor pungente no local do ferimento. O veneno injetado no sítio da mordida é capaz de produzir um efeito nocivo no sangue ou no sistema nervoso. (Tradução livre do original: Webster's 3d ed; from Dorland, 27th ed, at snake, venomous)Crassostrea: Gênero de ostras na família OSTREIDAE (classe BIVALVIA).Sequência de Aminoácidos: Ordem dos aminoácidos conforme ocorrem na cadeia polipeptídica. Isto é chamado de estrutura primária das proteínas. É de importância fundamental para determinar a CONFORMAÇÃO DA PROTEÍNA.Trimeresurus: Gênero de cobras da família VIPERIDAE. Por volta de 30 espécies são atualmente conhecidas, encontradas no sudeste asiático e arquipélagos adjacentes. A habu de Okinawa frequentemente entra em tocas na procura de ratos e camundongos; a habu chinesa é frequentemente encontrada em áreas suburbanas e agrícolas. São bastante irritáveis.Gânglios dos Invertebrados: Grupamentos de corpos celulares de neurônios em invertebrados. Gânglios dos invertebrados podem também conter processos neuronais e células não neuronais de suporte. Muitos gânglios de invertebrados são favoráveis sujeitos experimentais uma vez que apresentam pequeno número de tipos de neurônios funcionais os quais podem ser identificados de um animal para outro.Cefalópodes: Classe do filo MOLUSCOS composta por lula, siba, polvo e NAUTILUS. Estes animais marinhos são os mais organizados de todos os moluscos.Pinctada: Gênero de ostras (família Pteriidae, classe BIVALVIA) das quais se obtêm pérolas cultivadas e naturais; longiquamente relacionadas com as ostras verdadeiras comestíveis (família OSTREIDAE).Venenos de Cnidários: Venenos de águas-vivas, corais, anêmonas marinhas, etc. Estes venenos contêm substâncias hemo, cardio, dermato e neurotóxicas (e provavelmente ENZIMAS). Entre elas estão a palitoxina, a sarcofina, e a antopleurina.Angiostrongylus: Gênero de nematoides parasitas da superfamília METASTRONGYLOIDEA. Duas espécies, ANGIOSTRONGYLUS CANTONENSIS e A. vasorum, infestam pulmões de ratos e cães, respectivamente. A. cantonensis é transmissível ao homem, em que causa infecção frequentemente fatal do sistema nervoso central.Anelídeos: Filo de invertebrados metazoários que compreende os vermes segmentados e inclui anelídeos marinhos (POLYCHAETA), anelídeos de água doce, vermes terrestres (OLIGOCHAETA) e SANGUESSUGAS. Apenas estas últimas são de interesse médico.Helix (caramujos): Gênero de caramujos terrestres predominantemente euro-asiáticos e africanos, incluindo os caramujos comestíveis assim como diversos tipos causadores de praga em plantas cultivadas.Neurotoxinas: Substâncias tóxicas (produzidas por microrganismos, plantas ou animais) que interferem nas funções do sistema nervoso. A maioria dos venenos contém substâncias neurotóxicas. As miotoxinas estão incluídas neste conceito.Estruturas Animais: Órgãos e outras estruturas anatômicas de animais vertebrados não humanos e animais invertebrados.Fosfolipases A2: Fosfolipases que hidrolisam o grupo acila anexado na posição 2 dos GLICEROFOSFOLIPÍDEOS.Bungarus: Gênero de cobras venenosas da subfamília Elapinae da família ELAPIDAE. Compreende os kraits. Doze espécies são conhecidas, todas habitam o sudeste asiático. São consideradas extremamente perigosas.Angiostrongylus cantonensis: Espécie de nematoides parasitas, distribuída pelas ilhas do Pacífico, que infesta os pulmões de ratos domésticos. Infestação do homem, causada pelo consumo de lesmas cruas ou caracóis terrestres, resulta em meningite eosinofílica.Mytilidae: Família de MEXILHÕES marinhos na classe BIVALVIA.Datação Radiométrica: Técnicas usadas para determinar a idade dos materiais, baseadas no conteúdo e meias-vidas dos ISÓTOPOS RADIOATIVOS que eles contêm.Crotoxina: Complexo específico de proteínas tóxicas do veneno da Crotalus durissus terrificus (cascavel sul-americana). Este complexo pode ser separado em fosfolipase A e um fragmento da crotapotina; esta última consiste em três cadeias de aminoácidos diferentes, potencializa a enzima, e é especificamente neurotóxica.Conotoxinas: Neurotoxinas peptídicas dos caramujos caçadores de peixes marinhos do gênero Conus. Elas contêm de 13 a 29 aminoácidos fortemente básicos e interligados por fortes pontes dissulfeto. Há três tipos de conotoxinas: omega, alfa e mu. As OMEGA-CONOTOXINAS inibem a entrada de cálcio ativada por voltagem para dentro da membrana pré-sináptica inibindo, portanto, a liberação de ACETILCOLINA. As alfa-conotoxinas inibem o receptor pós-sináptico de acetilcolina. As mu-conotoxinas impedem a geração de potenciais de ação no músculo. (Tradução livre do original: Concise Encyclopedia Biochemistry and Molecular Biology, 3rd ed)Octopodiformes: Superordem (classe CEFALÓPODES) composta das ordens Octopoda (octopus) com mais de 200 espécies e Vampyromorpha com uma única espécie. Esta última é uma relíquia filogenética, porém detém a chave para a origem do Octopoda.Filogenia: Relacionamentos entre grupos de organismos em função de sua composição genética.Aracnídeos: Classe de Artrópodes que inclui ARANHAS, CARRAPATOS, ÁCAROS e ESCORPIÕES.Mordeduras e Picadas de Insetos: Mordeduras e picadas infligidas por insetos.Pectinidae: Grande família de moluscos (classe BIVALVIA) normalmente conhecidos como vieiras. Possuem conchas achatadas, quase circulares e são encontrados em todos os mares desde as águas rasas até as mais profundas.Víbora de Russell: Gênero de cobras da família VIPERIDAE. Encontra-se distribuído no oeste do Paquistão, maior parte da Índia, Burma, Ceilão, Tailândia, sudeste da China, Taiwan e algumas ilhas da Indonésia. Quando perturbadas assobiam alto e atacam com grande força e velocidade. Muito proliferativas, sua prole é de 20 a 60 filhotes. Esta víbora é a maior causadora de mordidas de cobra na Índia e Burma.Fosfolipases A: Fosfolipases que hidrolisam um dos grupos acil dos fosfoglicerídeos ou glicerofosfatidatos.Lua: O satélite natural do planeta Terra. Inclui os ciclos ou fases lunares, o mês lunar, paisagens lunares, geografia e solo. Em Homeopatia: Fatores de agravação e melhoria de sintomas relacionados às fases da lua.Picaduras de Aranhas: Efeitos, tanto local como sistêmico, causados por picadas de ARANHAS.Mytilus edulis: Espécie de mexilhão (gênero MYTILUS, família MYTILIDAE, classe BIVALVIA) conhecido como mexilhão comum. Possui uma concha negro-azulada e é bastante comestível.Vespas: Qualquer dos numerosos insetos himenópteros, alados, de hábitos tanto sociais como solitários, e que possuem ferrões extraordinários.Metaloproteases: Proteases que utilizam um metal, normalmente ZINCO, no mecanismo catalítico. Este grupo de enzimas é inativado por quelantes de metais.