Oviductos: Ductos que servem exclusivamente para a passagem dos ovos dos ovários para fora do corpo. Nos animais não mamíferos, são denominados oviductos. Nos mamíferos, são altamente especializados e conhecidos como TUBAS UTERINAS.Tubas Uterinas: Par de canais musculares altamente especializados, que se estendem do ÚTERO ao OVÁRIO correspondente. Propiciam o acolhimento do ÓVULO e o local tanto para maturação final dos gametas como para a FERTILIZAÇÃO. A tuba uterina é constituída por um interstício, um istmo, uma ampola, um infundíbulo e as fimbrias. Sua parede é composta de três camadas histológicas: serosa, muscular e uma camada mucosa interna (revestida com células ciliadas e secretórias).Transporte do Óvulo: Transporte do ÓVULO ou óvulo fecundado (ZIGOTO) do oviduto mamário (TUBAS UTERINAS) para o local da IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO no ÚTERO.Transporte Espermático: Movimento passivo ou ativo dos ESPERMATOZOIDES a partir dos TÚBULOS SEMINÍFEROS testiculares, através do trato reprodutor masculino, bem como dentro do trato reprodutor feminino.Galinhas: Nome vulgar dado a espécie Gallus gallus "ave doméstica" (família Phasianidae, ordem GALIFORME). São descendentes das aves selvagens vermelha do SUDESTE DA ÁSIA.Dietilestilbestrol: Estrógeno sintético não esteroide utilizado no tratamento da menopausa e distúrbios pós-menopausais. Também foi outrora utilizado como promotor de crescimento em animais. De acordo com o Quarto Relatório Anual em Carcinógenos (NTP 85-002, 1985), o dietilestilbestrol foi listado como um conhecido carcinógeno.Chlamydia muridarum: Espécies de CHLAMYDIA que causam pneumonite em camundongos e hamsters. Estes isolados anteriormente pertenciam a CHLAMYDIA TRACHOMATIS.Útero: Órgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.Estro: Período no CICLO ESTRAL associado com receptividade sexual máxima e fertilidade em fêmeas de mamíferos não primatas.Espermatozoides: Células germinativas masculinas maduras que se originam das ESPERMÁTIDES. À medida que as espermátides se deslocam em direção à luz dos TÚBULOS SEMINÍFEROS, elas sofrem profundas mudanças estruturais, com perda do citoplasma, condensação da CROMATINA na CABEÇA DO ESPERMATOZOIDE e formação tanto do capuz do ACROSSOMO, como da PEÇA INTERMEDIÁRIA DO ESPERMATOZOIDE e da CAUDA DO ESPERMATOZOIDE (que permite a mobilidade).Ovulação: Liberação de um ÓVULO a partir da ruptura do folículo no OVÁRIO.Genitália Feminina: Órgãos reprodutores femininos. Os órgãos externos incluem a VULVA, as GLÂNDULAS VESTIBULARES MAIORES e o CLITÓRIS. Os internos incluem a VAGINA, o ÚTERO, os OVÁRIOS e as TUBAS UTERINAS.Fertilização: Fusão de um espermatozoide (ESPERMATOZOIDES) com um ÓVULO, resultando na formação de um ZIGOTO.Progesterona: Maior esteroide progestacional secretado principalmente pelo CORPO LÚTEO e PLACENTA. A progesterona atua no ÚTERO, GLÂNDULAS MAMÁRIAS e ENCÉFALO. É necessário para a IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO, manutenção da GRAVIDEZ e no desenvolvimento do tecido mamário para a produção de LEITE. A progesterona, convertida a partir da PREGNENOLONA, também serve como um intermediário na biossíntese dos HORMÔNIOS ESTEROIDES GONADAIS e dos CORTICOSTEROIDES da suprarrenal.Capacitação Espermática: Alterações estrutural e funcional pelas quais o ESPERMATOZOIDE se torna capaz da FERTILIZAÇÃO no oócito. Normalmente necessita da exposição do esperma no trato genital da fêmea por um período de tempo, para ocasionar um aumento na MOTILIDADE ESPERMÁTICA e a REAÇÃO ACROSSÔMICA antes da fertilização nas TUBAS UTERINAS.Ciclo Estral: Período de alterações fisiológicas e comportamentais cíclicas em fêmeas de mamíferos não primatas que apresentam ESTRO. O ciclo estral geralmente consiste em 4 ou 5 períodos distintos correspondentes ao estado endócrino (PROESTRO; ESTRO; METESTRO; DIESTRO e ANESTRO).Oviposição: Processo de deposição ou eliminação de ovos totalmente desenvolvidos, a partir do corpo da fêmea. O termo geralmente é usado para certos INSETOS ou PEIXES que possuem um órgão denominado ovipositor, no qual os ovos são armazenados ou dispostos antes de serem expulsos do corpo.Metestro: Período após o ESTRO, durante o qual os fenômenos do estro diminuem nestes animais, em que não ocorre gravidez ou pseudogravidez.Blastocisto: Pré-implantação do embrião de mamíferos após a MÓRULA que se desenvolve a partir do estágio de 32 células para uma bola preenchida por líquido com centenas de células. Um blastocisto possui dois tecidos distintos. A camada externa do trofoblasto dá origem aos tecidos extraembrionários. A massa celular interna dá origem ao disco embrionário e ao próprio embrião final.Inseminação Artificial: Introdução artificial de SÊMEN ou ESPERMATOZOIDE na VAGINA para facilitar a FERTILIZAÇÃO.Ovalbumina: Albumina obtida da clara de ovos. É um membro da superfamília das serpinas.Estradiol: Isômero 17-beta do estradiol, um esteroide C18 aromatizado com grupo hidroxila na posição 3-beta e 17-beta. O estradiol-17-beta é a forma mais potente de esteroide estrogênico de mamíferos.Motilidade Espermática: Movimentos característicos dos ESPERMATOZOIDES em uma amostra fresca. É medido pela porcentagem de espermatozoides que estão em movimento e a porcentagem de espermatozoides com movimento flagelar produtivo em progressão rápida, linear e para frente.Conalbumina: Glicoproteína albumina da clara de ovo de galinha com forte afinidade de ligação ao ferro.Gravidez: Estado durante o qual os mamíferos fêmeas carregam seus filhotes em desenvolvimento (EMBRIÃO ou FETO) no útero (antes de nascer) começando da FERTILIZAÇÃO ao NASCIMENTO.Interações Espermatozoide-Óvulo: Processos interativos entre o oócito (ÓVULO) e o esperma (ESPERMATOZOIDE), incluindo a adesão espermática, REAÇÃO ACROSSÔMICA, a penetração do espermatozoide na ZONA PELÚCIDA e eventos que levam à FERTILIZAÇÃO.Óvulo: Célula germinativa feminina (haploide e madura) expelida pelo OVÁRIO durante a OVULAÇÃO.Coturnix: Gênero de AVES (família Phasianidae, ordem GALLIFORMES) que incluem as comuns codornas europeia e outras do Velho Mundo.Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais: o FOLÍCULO OVARIANO, para a produção de células germinativas femininas (OOGÊNESE), e as células endócrinas (CÉLULAS GRANULOSAS, CÉLULAS TECAIS e CÉLULAS LÚTEAS) para produção de ESTROGÊNIOS e PROGESTERONA.Animais Endogâmicos: Animais produzidos pelo cruzamento de mesma prole por várias gerações. A cepa resultante de animais é virtualmente idêntica genotipicamente. Linhagens animais altamente endogâmicas permitem o estudo de certas características de forma relativamente pura. (Tradução livre do original: Segen, Dictionary of Modern Medicine, 1992)Desenvolvimento Embrionário e Fetal: Desenvolvimento morfológico e fisiológico do EMBRIÃO e FETO.Líquidos Corporais: Componentes líquidos presentes em organismos vivos.Transferência Embrionária: Transferência do embrião de mamífero de um ambiente in vivo ou in vitro, para um hospedeiro adequado com a intenção de assegurar o resultado da gravidez ou gestação em humanos ou animais. Nos programas de tratamento de fertilidade humana, a pré-implantação dos embriões variam desde o estágio de 4 células até o estágio de blastocisto, que são transferidos para cavidade uterina entre 3-5 dias após a FERTILIZAÇÃO IN VITRO.Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.Bovinos: Animais bovinos domesticados (do gênero Bos) geralmente são mantidos em fazendas ou ranchos e utilizados para produção de carne, derivados do leite ou para trabalho pesado.Zona Pelúcida: Membrana transparente e rígida, em torno do ÓVULO, penetrada pelo espermatozoide durante a fertilização.Cílios: Populações de processos móveis e delgados que são encontrados revestindo a superfície dos ciliados (CILIÓFOROS) ou a superfície livre das células e que constroem o EPITÉLIO ciliado. Cada cílio nasce de um grânulo básico na camada superficial do CITOPLASMA. O movimento dos cílios propele os ciliados através do líquido no qual vivem. O movimento dos cílios em um epitélio ciliado serve para propelir uma camada superficial de muco ou fluido.Pseudogravidez: Estado acíclico que se assemelha a GRAVIDEZ, no qual não há ciclo ovariano, CICLO ESTRAL ou CICLO MENSTRUAL. Diferentemente da gravidez, não há IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO. A pseudogravidez pode ser induzida experimentalmente para formar DECIDUOMA no ÚTERO.Células Epiteliais: Células que revestem as superfícies interna e externa do corpo, formando camadas celulares (EPITÉLIO) ou massas. As células epiteliais que revestem a PELE, a BOCA, o NARIZ e o CANAL ANAL derivam da ectoderme; as que revestem o APARELHO RESPIRATÓRIO e o APARELHO DIGESTIVO derivam da endoderme; outras (SISTEMA CARDIOVASCULAR e SISTEMA LINFÁTICO), da mesoderme. As células epiteliais podem ser classificadas principalmente pelo formato das células e pela função em escamosas, glandulares e de transição.Salpingite: Inflamação das TUBAS UTERINAS, em forma de trompete, geralmente causada por infecções de organismos provenientes do trato genital inferior. A salpingite pode provocar lesões das tubas, hidrosalpinge, oclusão tubária, INFERTILIDADE e GRAVIDEZ ECTÓPICA.Superovulação: Ocorrência ou indução da liberação de mais óvulos do que os normalmente liberados, ao mesmo tempo, em uma dada espécie. O termo se aplica a animais e humanos.Mórula: Embrião inicial que é uma massa compacta com cerca de 16 BLASTÔMEROS. Assemelha-se a um cacho de amoras com dois tipos de células, as internas e externas. A mórula é o estágio anterior a BLÁSTULA, em animais não mamíferos ou um BLASTOCISTO em mamíferos.Inseminação: Depósito de SÊMEN ou ESPERMATOZOIDES na VAGINA para facilitar a FERTILIZAÇÃO.