Organofosfatos: Derivados de ácido fosfórico que contêm carbono. Sob este descritor há compostos que possuem átomos de CARBONO ligados a um ou mais átomos de OXIGÊNIO da estrutura P(=O)(O)3. Note-se que várias classes específicas de compostos que contêm fósforo endógeno, como os NUCLEOTÍDEOS, FOSFOLIPÍDEOS e FOSFOPROTEÍNAS, estão relacionadas em outro lugar.Diazinon: Inibidor da colinesterase utilizado como inseticida organotiofosforado.Clorpirifos: Inibidor organotiofosfato da colinesterase que é utilizado como inseticida e acaricida.Inseticidas: Pesticidas designados para controlar insetos prejudiciais ao homem. Os insetos podem ser diretamente prejudiciais, como aqueles que agem como vetores de doenças, ou indiretamente prejudiciais, como destruidores de safras, produtos alimentícios ou tecidos.Paraoxon: Inibidor organofosforado da colinesterase utilizado como pesticida.Compostos Organofosforados: Compostos orgânicos que contêm fósforo como parte integral da molécula. Incluído sob este descritor há uma vasta amplitude de compostos sintéticos que são utilizados como PESTICIDAS e FÁRMACOS.Inibidores da Colinesterase: Drogas que inibem as colinesterases. O neurotransmissor ACETILCOLINA é rapidamente hidrolisado, e portanto inativado, pelas colinesterases. Quando as colinesterases são inibidas, a ação da acetilcolina liberada endogenamente nas sinapses colinérgicas é potencializada. Os inibidores da colinesterase são muito usados clinicamente pela sua potenciação das entradas colinérgicas para o trato gastrointestinal e a bexiga urinária, os olhos e músculos esqueléticos. Também são usados por seus efeitos no coração e no sistema nervoso central.Intoxicação por Organofosfatos: Intoxicação devida à exposição a COMPOSTOS ORGANOFOSFORADOS, como ORGANOFOSFATOS, ORGANOTIOFOSFATOS e ORGANOTIOFOSFONATOS.Paration: Inibidor da colinesterase altamente tóxico que é utilizado como acaricida e inseticida.Compostos Organotiofosforados: Compostos contendo ligações carbono-fosforo em que o fósforo também está ligado a um ou mais átomos de enxofre. Muitos desses compostos podem funcionar como AGENTES COLINÉRGICOS ou INSETICIDAS.Tritolil Fosfatos: Mistura de isômeros de fosfatos tritolil. Utilizado na esterilização de certos instrumentos cirúrgicos e em muitos processos industriais.Praguicidas: Compostos químicos usados para destruir pragas de qualquer tipo. O conceito inclui fungicidas (FUNGICIDAS INDUSTRIAIS), INSETICIDAS, RODENTICIDAS, etc.Resistência a Inseticidas: Desenvolvimento de resistência aos inseticidas pelos insetos.Reativadores da Colinesterase: Drogas usadas para reverter a inativação da colinesterase causada por organofosforados ou sulfonatos. São um componente importante da terapia nos envenenamentos agrícolas, industriais e militares, por organofosforados e sulfonatos.Acetilcolinesterase: Enzima que catalisa a hidrólise da ACETILCOLINA em COLINA e acetato. No SISTEMA NERVOSO CENTRAL, esta enzima participa da função das junções neuromusculares periféricas. EC 3.1.1.7.Dieldrin: Inseticida organoclorado cuja utilização foi cancelada ou suspensa nos Estados Unidos. Foi utilizada para controlar pragas de gafanhotos, vetores de doenças tropicais, no controle de cupins e no tratamento de plantas e sementes para cultivo.Substâncias para a Guerra Química: Substâncias químicas usadas para causar transtornos, doenças ou morte em seres humanos durante a GUERRA.Hidrolases de Triester Fosfórico: Classe de enzimas que catalisa a hidrólise de uma das três ligações éster em um composto contendo fosfotriéster.Piretrinas: Constituinte inseticida ativo das flores CHRYSANTHEMUM CINERARIIFOLIUM. A piretrina I é o éster piretolônico do ácido crisantemomonocarboxílico e a piretrina II é o éster piretolônico monometílico do ácido crisantemodicarboxílico.Sarina: Composto éster organofosforado que produz inibição potente e irreversível da colinesterase. É tóxico ao sistema nervoso e é um agente químico de guerra.Colinesterases: Grupo de enzimas que inativam os ésteres de colina por meio de hidrólise. Têm importância especial a acetilcolinesterase. (Tradução livre do original: Diccionario Terminológico de Ciencias Médicas, Masson, 13a ed.)Fenitrotion: Composto organotiofosforado inibidor da colinesterase que é utilizado como inseticida.Carbamatos: Derivados do ácido carbâmico, (H2NC(=O)OH). Estão incluídos sob este descritor os ácidos carbâmicos N-substituídos e O-substituídos. De maneira geral, os ésteres de carbamato são chamados de uretanos e os polímeros que incluem unidades repetidas de carbamato são chamadas de POLIURETANOS. Note-se, entretanto, que os poliuretanos derivam da polimerização de ISOCIANATOS e o termo isolado URETANO refere-se ao éster etil do ácido carbâmico.Arildialquilfosfatase: Enzima que cataliza a hidrólise de um aril-dialquil fosfato para formar dialquil fosfato e um álcool arílico. Esta enzima pode hidrolizar um amplo espectro de substratos organofosfatos e vários ésteres de ácido carboxílico aromáticos. Também pode mediar uma proteção enzimática das lipoproteínas de baixa densidade contra a modificação oxidativa e consequentes séries de eventos que levam a formação de ateroma. A enzima foi previamente considerada idêntica à arilesterase (EC 3.1.1.2).Malation: Inseticida organofosforado alifático de amplo espectro utilizado tanto para fins agrícolas domésticos como comerciais.Butirilcolinesterase: Aspecto da colinesterase (EC 3.1.1.8).Fosfitos: Sais inorgânicos ou ésteres orgânicos do ácido fosforoso que possuem o radical (3-)PO3.Síndromes Neurotóxicas: Transtornos neurológicos causados pela exposição a substâncias tóxicas através da ingestão, aplicação cutânea ou outro método. Estes incluem afecções causadas por agentes biológicos, químicos e farmacêuticos.Doenças dos Trabalhadores Agrícolas: Doenças de pessoas envolvidas no cultivo e adubo do solo, cultivo de plantas, colheita de safras, pecuária ou qualquer outra atividade relacionada com criação e lavoura. As doenças não se restringem a fazendeiros, no que concerne aqueles que desenvolvem tarefas agrícolas; se aplica também àqueles engajados com as atividades individuais determinadas acima, como também àqueles que atuam somente na colheita de safras ou àqueles que somente recolhem pó e cinzas.DEET: Composto utilizado topicamente como repelente de insetos. Pode causar irritação aos olhos e mucosas, mas não à pele. Ver também: http://www.anvisa.gov.br/cosmeticos/informa/parecer_deet.htm.Diclorvós: Inseticida organofosforado que inibe a ACETILCOLINESTERASE.Compostos de Pralidoxima: Vários sais de oxima amônio quaternário que reconstitui acetilcolinesterase inativadas, especialmente nas junções neuromusculares, podendo causar bloqueio neuromuscular. São utilizados como antídotos nos envenenamentos por organofosforosos como cloretos, iodetos, metanossulfonados (mesilatos) dentre outros sais.EsterasesIsoflurofato: Di-isopropilfluorofosfato que é um inibidor irreversível da colinesterase utilizado para pesquisar o SISTEMA NERVOSO.Oximas: Compostos que contêm o radical R2C=N.OH derivado da condensação de ALDEÍDOS ou CETONAS com HIDROXILAMINA. Membros deste grupo são REATIVADORES DA COLINESTERASE.Agroquímicos: Substâncias químicas usadas na agricultura. Compreendem praguicidas, fumigantes, fertilizantes, hormônios vegetais, esteroides, antibióticos, micotoxinas, etc.Resíduos de Praguicidas: Pesticidas ou seus produtos de degradação que permanecem no meio ambiente após o seu uso normal ou contaminação acidental.Anopheles gambiae: Espécie (gênero Anopheles) de mosquito, principal vetor da MALÁRIA na África.Receptores 5-HT2 de Serotonina: Subclasse de receptores de SEROTONINA acoplados a proteína-G que se ligam preferencialmente às PROTEÍNAS G Gq-G11 resultando no aumento dos níveis intracelulares de FOSFATOS DE INOSITOL e CÁLCIO livre.Envenenamento: Afecção ou estado físico produzido por ingestão, injeção, inalação ou exposição a um agente nocivo.Antídotos: Antídoto: Agente que age contra ou neutralizam a ação de um VENENO. Homeódoto: Remédio homeopático utilizado para compensar as consequências sintomáticas do (ou a reação excessiva causada pelo) primeiro remédio.Mevinfós: Inibidor organofosfatado da colinesterase utilizado como inseticida.Agricultura: A ciência, arte ou prática do cultivo da terra, produção agrícola e criação de gado.Temefós: Inseticida organotiofosforado.Hidrolases de Éster Carboxílico: Enzimas que catalisam a hidrólise de ésteres de ácidos carboxílicos com a formação de um álcool e um ânion de ácido carboxílico.Culex: Gênero de mosquitos (CULICIDAE) comumente encontrados em regiões tropicais. Espécies deste gênero são vetores da ENCEFALITE DE ST. LOUIS assim como várias outras doenças do homem e de animais domésticos e selvagens.Exposição Ocupacional: Exposição a agentes químicos, físicos ou biológicos potencialmente prejudiciais, que ocorre como resultado da ocupação profissional.Controle de Mosquitos: Redução ou regulação da população de mosquitos usando-se meios químicos ou biológicos, ou [ainda] por outros meios.DDT: Pesticida policlorado resistente à destruição pela luz e pela oxidação. Sua surpreendente estabilidade resultou nas dificuldades em remover seus resíduos da água, alimentos e solo. Esta substância pode seguramente ser pré-considerada como um carcinógeno: Quarto Relatório Anual em Carcinógenos (NTP 85-002, 1985).Carboxilesterase: Carboxilesterase é uma esterase dependente de serina, com ampla especificidade de substrato. A enzima está envolvida na detoxificação de XENOBIÓTICOS e na ativação de PRODROGAS de éster e amida.Células PC12: LINHAGEM CELULAR derivada de um FEOCROMOCITOMA da MEDULA SUPRARRENAL de rato. As células PC12 cessam sua divisão e passam por diferenciação terminal quando tratadas com o fator de crescimento neuronal, tornando esta linhagem um modelo útil para o estudo da diferenciação de CÉLULAS NERVOSAS.Doenças do Sistema Nervoso: Doenças do sistema nervoso central e periférico. Estas incluem distúrbios do cérebro, medula espinhal, nervos cranianos, nervos periféricos, raizes nervosas, sistema nervoso autônomo, junção neuromuscular e músculos.Bioensaio: Método de medida dos efeitos de uma substância biologicamente ativa utilizando um modelo de tecido ou célula intermediários in vivo ou in vitro sob condições controladas. Inclui estudos de virulência em fetos animais no útero, bioensaios de convulsão por insulina em camundongo, sistemas de quantificação de iniciador de tumor em pele de camundongo, cálculo dos efeitos de potenciação de um fator hormonal em uma faixa isolada de músculo estomacal contrátil, etc.Exposição Ambiental: Exposição de um indivíduo a agentes biológicos no ambiente ou a fatores ambientais como radiações ionizantes, produtos químicos e organismos patogênicos.Monitoramento Ambiental: Monitoração do nível de toxinas, poluentes químicos, contaminantes microbianos ou outras substâncias danosas no ambiente (solo, ar e água), no trabalho ou nos corpos das pessoas e animais presentes naquele ambiente.Hidrólise: Processo de clivar um composto químico pela adição de uma molécula de água.Animais Recém-Nascidos: Refere-se a animais no período logo após o nascimento.Encéfalo: A parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL contida no CRÂNIO. O encéfalo embrionário surge do TUBO NEURAL, sendo composto de três partes principais, incluindo o PROSENCÉFALO (cérebro anterior), o MESENCÉFALO (cérebro médio) e o ROMBENCÉFALO (cérebro posterior). O encéfalo desenvolvido consiste em CÉREBRO, CEREBELO e outras estruturas do TRONCO ENCEFÁLICO (MeSH). Conjunto de órgãos do sistema nervoso central que compreende o cérebro, o cerebelo, a protuberância anular (ou ponte de Varólio) e a medula oblonga, estando todos contidos na caixa craniana e protegidos pela meninges e pelo líquido cefalorraquidiano. É a maior massa de tecido nervoso do organismo e contém bilhões de células nervosas. Seu peso médio, em um adulto, é da ordem de 1.360 g, nos homens e 1.250 g nas mulheres. Embriologicamente, corresponde ao conjunto de prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Seu crescimento é rápido entre o quinto ano de vida e os vinte anos. Na velhice diminui de peso. Inglês: encephalon, brain. (Rey, L. 1999. Dicionário de Termos Técnicos de Medicina e Saúde, 2a. ed. Editora Guanabara Koogan S.A. Rio de Janeiro)Relação Dose-Resposta a Droga: Relação entre a quantidade (dose) de uma droga administrada e a resposta do organismo à droga.Cinética: Taxa dinâmica em sistemas químicos ou físicos.Fatores de Tempo: Elementos de intervalos de tempo limitados, contribuindo para resultados ou situações particulares.Gravidez: Estado durante o qual os mamíferos fêmeas carregam seus filhotes em desenvolvimento (EMBRIÃO ou FETO) no útero (antes de nascer) começando da FERTILIZAÇÃO ao NASCIMENTO.